Bolso Vazio, Coração Cheio

Celebramos todos dos dias. Celebramos toda a vida.
Aprendi a comemorar o fato de eu estar vivo. Hoje, além da minha própria felicidade me preocupo com a sua que está comigo.
Estamos a algum tempo dividindo as mesmas preocupações. Estas, que não me cabe julgar importância. São preocupações que passeiam entre a Cor do Esmalte ao Desânimo Com o Atual Emprego.
Cumplicidade. Aprendi a respeitar e valorizar este sentimento que ás vezes esquecemos perante alguns que, teoricamente, se sobressaem, ou que eventualmente nos são impostos a acreditar que são mais importantes. O comércio em geral nos condiciona a crer em um sentimento vendável.
Você odeia o comércio.
E você odeia tanta coisa: despertador, quando acaba o achocolatado, odeia dividir pedaço de pudim, odeia quando chove e molhe suas meias. Ranzinza, se faz de difícil pra si mesma. E eu sou sua plateia num show de humor.
Sou eu quem enxerga beleza na forma que diz “Não me enche!” ou quando sorri e anuncia: “Isso é demais!”.
Odiamos datas. Não somos fã da aparência vã que alguns casais fazem questão de ostentar por aí. Acho que não somos normais. E aí está o encanto.
Você ama ser estranha.
E penso ser verdade quando revela que me ama, mesmo eu sendo tão estranho quanto. Talvez eu possua uma estranheza que te excite. Vai saber.
Hoje é mais uma data comum do mundo. Todavia, como não somos “comuns”, não consideramos o dia de hoje como algo surreal. Praticamos o que sentimos todos os segundos que podemos.
Eu até pensei em te comprar alguma coisa, quase me rendi a pressão da TV, pensei naquele livro que tanto quer ou aquela blusinha daquela loja que suga meu pouco salário em uma fração de segundos. Os vendedores de lá me amam por motivos óbvios.
Mas eu não vou te dar nada hoje. Eu quero que se dane o tal “Dia dos Namorados” e eu tenho certeza que você também não está preocupada com isso. Não é uma data que vai fazer com que todos os outros dias do ano sejam melhores. Nós fazemos isso!
Hoje é domingo, dia especial, gostamos de domingos. Macarrão, sorvete de creme e flocos e filmes no DVD. Não temos dinheiro pro cinema, não temos dinheiro pra pipoca de microondas. Temos milho, panelas e um fogão.
Cumplicidade. A gente transforma os nossos momentos.
Tanto você, como eu, não somos obrigados a gastar rios de dinheiros com algum presente por aí pra provarmos um ao outro quão importantes somos um ao outro.
Preciso de você pra enxugar minha lágrima quando eu precisar e pra dividir um sorriso quando eu estiver feliz. E você é capaz de muito mais que imagina. Eu também.
“Você Não Faz Ideia do Quanto”. Aluguei esse filme, embora bobo parece legal, se não for, tudo bem, a gente devolve o DVD e continuamos o filme da nossa história da forma que acharmos conveniente. Já temos todo o roteiro.
Podemos jogar STOP também.
Podemos tudo.

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