Vem, Deixa Que Eu Faço Como Você Gosta

(Conteúdo Levemente +18)

“Não me deixa morrer na imaginação de alguns momentos, por favor.
Você tem uma mania, e um dom incrível, de me fazer perder o ar com meia dúzia de palavras, e que palavras, heim? Deixa eu chegar em casa. Também estou com saudade.”

Abri a porta. Pendurei a chave e tirei o casaco. Fazia frio.
Já era tarde e imaginei que estivesse dormindo, preferi então ir à cozinha preparar algo pra comer. Limitei meus movimentos pra evitar qualquer barulho, tudo que eu não queria aquela hora era de incomodar. Não estava com vontade de comer algo muito pesado, optei por um lanche com requeijão.
Abri a geladeira e, como de costume, comecei a pesquisar onde raios estaria o pote de requeijão.

Aí a luz foi embora.

Fui devidamente vendado por um toalha com um perfume que eu já conhecia. Também fui impedido de falar. Um dedo indicador me silenciou.
A porta da geladeira foi fechada suavemente a ponto de eu conseguir ouvir o barulho da fechadura. Me fez lembrar também de consertá-la assim que possível. Eu estava parado, de pé, vendado, de frente pra uma geladeira.
Veio, respiração pausada, começou a me beijar como se anunciasse quem estava ali tomando de conta de todo aquele momento. Pescoço. Uma porção de lambidas extremamente calculadas que escorregavam pela minha pele. Uma das mãos veio por debaixo da minha camiseta chegando até o zíper da calça. Abria e fechava, abria e fechava. Me abraçou e passou a outra mão pelo meu peito. Me virou para frente. E eu ainda sem visão e sem voz. Preferi deixar ver até onde isso ia dar. Só confesso que fiquei um pouco incomodado com o barulho do meu estômago reclamando por comida. Mas tudo bem, naquele momento, eu estava envolvido com outra coisa.
Pegou minha mão, levou até seu corpo como se estivesse me apresentando cada pedaço. Lentamente, me fez percorrer algumas extremidades. Me fez lembrar da sensação que tenho quando acaricio teu seio. A partir daí eu comecei a respirar mais rápido e tive que tirar a toalha. Pra minha surpresa ainda estava tudo escuro, você tinha planejado tudo. Te abracei e levei contra a parede. Escuro. Fiz teu pescoço matar a saudade do meu jeito de dizer o quanto ele é incrível. Enquanto isso você me abraçava e arranhava as minhas costas, parecia ter cultivado suas unhas a semanas.
Subitamente me virou e me colocou contra a parede. Habilidosa, com uma das mãos abriu meu zíper e o botão da minha calça, que aliás, caiu automaticamente. Com a outra mão segurava a minha nuca e puxava o meu – não longo – cabelo. As mordidas se fizeram presente novamente. Beijo longo, forte, rodízio de posição das bocas. Começou a descer pelo peito. Tua boca passeava por toda a extensão da minha pele. Naquele momento eu já tinha nenhuma peça de roupa da cintura pra baixo. E foi lá que você chegou. Escuro. Me fez lembrar o quanto é capaz de me fazer ter arrepios, o quanto sou fraco diante das tuas vontades. Ao mesmo tempo que faz com carinho, imprime uma força e domínio tão grandes que sempre me surpreendem. Novamente habilidosa, me prova que sabe usar a boca – e como sabe – pra muitas outras coisas além das habituais a todos os humanos. Movimentos retilíneos, sons novos, sensação descomunal. E como sabe. Usa a língua como ferramenta e me ganha, conquista o território. Regressa para o meu peito e selamos este momento com um novo beijo um pouco diferenciado. De repente me vejo puxado em direção a mesa de jantar. Barulho ensurdecedor. Tudo que tinha separado pra preparar algo pra comer caiu no chão.

Algo pra comer.

Cansei de ver até onde isso ia dar e comecei a fazer minha parte na história. Te levantei e a fiz sentar na borda da mesa. Eu de pé e você sentada. Enquanto te beijava, mais do que lentamente fui retirando sua calcinha. Me despedi da boca e desci pelo corpo. Seios. Lembrei de como eu gosto de beijá-los. Tua respiração acelerava ao passo que a minha se estacionava. Continuei descendo, cheguei nas pernas. Te deitei na mesa. Fiz igual a você e utilizei a mesma ferramenta que usou momentos atrás. Língua. Minha língua conhece algumas das suas zonas erógenas. Pele lisa, bem cuidada e perfumada. Me deliciei desbravando cada centímetro. Você se contorcia sobre a mesa. Falava algumas palavras indecifráveis e começou a gemer. Gemidos. Altos, gritos, gemidos, demonstrava estar gostando. Me puxou – você adora me puxar – pra cima de você. Na mesa mesmo. Arrancou minha camiseta com uma pressa e aparente ódio. Fiz o mesmo com a camiseta – minha, aliás – que usava. A partir dali era só corpo. Nos selamos.
Abriu levemente as pernas deixando claro sua vontade. E eu, como bom entendedor, compreendi o recado. Nossos corpos constavam uns 40°C naquele momento.

Movimento.

Intensifiquei a pressão sobre seu corpo. Transpiração. Segurei suas mãos acima da cabeça e tomei o poder. Movimento, muito movimento. Ida e volta. Força, vontade, tesão. Amor, muito amor. Mais força. Gemido, grito, muito grito. Mais pressão. Vai e vem. A transpiração já dava lugar ao suór, muito suór. Calor. Corpos quentes. Não sei como, mas conseguiu soltar os braços e me abraçou com raiva. Minhas costas provavelmente já estavam sangrando tamanha a força que me arranhava. E eu não me importei. Levantou as pernas pra cima das minhas costas. Você demonstra o que e como quer. Posição nova. Mais pressão, mais força, muito calor. Novos sons vindos através da nova posição e do movimento frenético e ininterrupto. Beijava seu pescoço enquanto puxava teu cabelo com força. A palavra é essa: força! Com as mãos voltei para os seios, mais pressão. Gritava. Gritava alto. Mas nenhuma palavra foi dita. Grito, unhas, aperto e prazer. Me empurrou de cima de você e foi me conduzindo até sala. Me jogou no sofá. Meia luz. Esquecera de um abajur ligado, mas você é muito espertinha, acho que deixou de propósito. Sentou em meu colo, retomou a condição de domínio. Corpos nus. Você sobre meu colo. Sobe e desce. Apoiei minha cabeça olhando pro teto. Gritos, mais gritos. Por um segundo me preocupei com os vizinhos. Reparei que fazíamos uma sombra na parede. Teu cabelo todo para trás, cabeça pro alto, olhos fechados.
De repente tudo ficou ainda mais intenso. Ainda mais intenso. Mais velocidade, mais força, mais e muito mais prazer. Nova posição. Saiu de cima de mim, me puxou pra ficar de pé. Apoiou os cotovelos no sofá e me mostrou o caminho com um rápido olhar. De quatro. Entendi. Me aproximei e novamente me fiz presente com bastante delicadeza mas com não menos intensidade. Os mesmos movimentos em posições diferentes proporcionam prazeres inenarráveis. Vai e vem repetido uma centena de vezes. Sem cansaço, sem perder o pique e com cada vez mais tesão. Cada vez mais.
Segurei teu cabelo para trás, demonstrei controle, você não demonstrou resistência. Isso não é submissão é entrega, é momento, é vida, é amor, éramos nós dois, do nosso jeito. Grito, mais grito. Zero de palavras.
Senti seu corpo se aquecer e suar ainda mais. Começou a se contrair totalmente. Entendi o sinal e não significava parar. Contração forte e um longo grito.
Ainda não tinha acabado.
“Vai!”.
A única palavra dita.
Suór, calor, pressão, movimento, força. Juntos. Selados. Literalmente encaixados.
Intensifiquei o que me restava de força e fui conforme me pediu. Grito prolongado. Fomos. Juntos. Corpos que antes se incendiavam agora latejavam. Deitei no sofá te assegurando que poderia vir comigo. Respiração. Muita respiração, dessa vez mais devagar. Lentamente se acalmando. Repousou a cabeça sobre meu peito. Dois corpos. Comecei a pentear teus cabelos com as minhas mãos. Meu coração ainda estava muito acelerado. Mas eu estava feliz. Inesperado, assim é especial. Você parecia feliz. Silêncio. Meia luz do abajur. Fazia círculos no meu peito. Se sentia confortável. Respiração e temperatura do corpo voltando ao normal…

“Procurava requeijão né? Eu sabia, fiz questão de esconder no armário. Fiz mal?”

“Que requeijão?”

Quando o coração e o corpo gritam.

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3 respostas em “Vem, Deixa Que Eu Faço Como Você Gosta

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