Me Engana, Que Eu Gosto

A gente gosta de fingir.
E em alguns momentos gostamos até de fingir que não estamos gostando. É uma bobagem, mas é real.
A gente se pune ao fingirmos não sentir saudade. A gente se engana ao fingirmos estar fazendo a coisa certa. Podemos fingir tudo, só não podemos ignorar tudo.
Você é uma mestre em fingir coisas. Ama fingir estar dormindo quando tento te acordar as 14h de sábado. Finge que não sente ciúmes quando falo que encontrei alguma amiga, e eu, já sabendo disso, de imediato digo que ela te mandou um beijo. Aí você visivelmente se acalma.
Dar o próximo passo após o “Sim” significa aprender a respeitar e a gostar da pessoa da forma que ela veio ao mundo. Eu não quero que mude, espero que melhore. E isso serve pra mim também, afinal, se tem uma coisa que estou longe de ser é perfeito, por mais coisas que eu faça por você, por mais provas que eu dê e por mais que digam que sou bonzinho. Tenho os meus terríveis defeitos dentre os quais esquecer de algumas das nossas datas, não lembrar o nome da sua avó ou essa mania de brincar de imitação a toda hora que acaba caindo por terra quando quem atende o telefone é seu pai.
As pessoas estranham quando digo que gosto do teu jeito meio – completamente – louca. Das incertezas que respira até os cumes de bipolaridade. Aprendo tanto com você. Aprendi que nem sempre o teu “eu te amo também, fica bem” quando a gente desliga o telefone significa sinceridade, ás vezes, o que você quer dizer é: “TÁ, TCHAU”, mas é dona de uma sutileza que me confude ás vezes. Mas só ás vezes. A gente gosta de fingir, mas é um fingimento do bem (se não existia isso, me dou o direito de inventar agora!). É o fingimento do dengo, da manha, do “Você quer cupcake?” e você responder: “Ah não, estou bem!” mas na verdade isso significar: “É ÓBVIO, não se faz uma pergunta dessas!”. Ou quando no shopping eu pergunto: “Gostou dessa blusinha?” e você: “Ah, acho que não!” e depois me vê voltando do caixa com a sacola e a blusinha comprada, aí teu sorriso ganha o tamanho do infinito. Esse fingimento, sabe? Eu gosto porque é sinal que te entendo toda vez que não te obedeço. Eu não desisto no teu primeiro “não”. Ás vezes eu traduzo esse “não” pro idioma que eu preferir de acordo com o nosso momento. A minha meta é a sua felicidade completa que automaticamente será a minha.
Eu só espero que não tenha fingido tanto quando disse ter gostado daquele porta-retrato de neon que te dei.

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4 respostas em “Me Engana, Que Eu Gosto

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