Tudo Acontece Se For Daquele Jeito

(texto especial recomendado para maiores de 18 anos!)

Sábado, 17:58am.

Abraçados, felizes, de chinelos e com alguns tropeços seguimos rumo a padaria num fim de tarde muito agradável.
A gente se diverte pisando nas divisões da calçada. Temos algum tipo de TOC (Transtorno Obsessivo Compusivo) nesse sentido, só pode ser. Nunca vi ninguém achar tanta graça nisso como nós.

“Obrigado e boa noite!”

Saímos da padaria munidos de pães, frios, doces (muitos), leite e chá gelado. Dividimos as sacolas e eu pego as mais pesadas. Sugiro pra que fique do lado de dentro da calçada, mania minha.
Resolvemos então fazer um caminho diferente na volta pra casa. A noite começava a cair mas estava cada vez mais confortável respirar um pouco de ar puro.
Lembramos que ali perto morava a Família Mutelli que tinha o Mimi, cachorrinho simpático que a gente adora e acho que ele gosta da gente um bocado também. Algo me diz que ele é mais fã de mim, não sei muito bem porque, eu não faço nada de muito incrível além de jogar algumas carolinas no quintal pra ele comer quando partirmos. Nos vemos tão pouco, vale o presente nesses encontros. Mas fica o mistério dele aparentar gostar mais de mim.

“Tchau Mimi, fica bem meninão!”

Continuamos andando. Temos sorte de morar num bairro muito arborizado e com uma vizinhança bem amistosa. Acho que somos os moradores mais novos de toda a região, mas isso não é problema.
Descendo a rua você me puxou para o lado chamando a atenção com o dedo no alto pra um barulhinho. “Xiiiiiu!”. Me pedia silêncio e fomos andando – sei lá pra onde – praticamente na ponta dos pés. Entendi que estava me levando praquela casa que está a venda e ás vezes fica “Em exposição” pras pessoas conhecerem. “Meu deus, os frios da padaria vão estragar se demorarmos pra voltar” penso e guardo pra mim, fiquei curioso no que você estava procurando.
SÓ PODIA SER! Lembrei da vez que me arrancou de casa na volta do teu trabalho pra ver uma cadelinha dando a luz na esquina de casa, sozinha, gritando. Só podia ser algo parecido, um gato perdido, cachorro, sei lá. Você tem audição apurada pra isso.
Entramos na casa e comecei a investigar as extremidades dos ambientes. Largamos as sacolas. Haviam poucos móveis na sala, estava bem cuidada e não tinha mal-cheiro.
Em um segundo de distração da minha parte você sumiu e comecei a te chamar: “Amor?”. Andei pelos ambientes e entrei no que parecia ser um quarto.

Um quarto.

Você estava lá e me abraçou subitamente! “Por deus, você está aqui, porque não respondeu quando eu chamei?!” Fiquei nervoso, não sei o que tinha acontecido, o que você tinha visto, se estava bem, me segurava com força e aos poucos e sem falar uma palavra foi me acalmando. Ficou de frente pra mim, se afastou e me pediu um minuto. “Você é louca, isso eu sei, eu só não sei o que raios você quer fazer aqui nessa casa, o que ouviu, aquela hora, com os nossos frios estragando. Deveria ter pego uma carolinas que dei pro Mimi e colocado no meu bolso. Que fome!” Era o que eu pensava.
Abriu a janela, fechou as cortinas. Veio pra perto. Reconheceu a minha cara de espanto com a situação mas não falava nada. Mais calmo, comecei a gostar do jogo.

A sós + casa vazia + desconhecido + silêncio.

Antes que eu perguntasse o que pretendia, me surpreendeu com um beijo absurdamente intenso e me empurrou contra a parede. Deixei. Tinha calculado a fórmula do que estava acontecendo momentos atrás e percebi que dessa matemática eu estava gostando. Me beijava sem parar, colocava a mão no meu pescoço e descia o arranhando. Ainda me beijando começou a levantar minha camiseta. A partir daí resolvi tomar as rédeas da adrenalina. Me agarrei em você e nos joguei na cama de solteiro que observei quando entrei no quarto. Você estava de saia jeans. Calor. Era um dia de calor, mas aquela hora estava fervendo. Abaixei tua sua saia com força enquanto você terminava de tirar minha camiseta. Velocidade e força! Beijei cada centímetro do teu rosto e pescoço. Fui descendo. Seios. Abaixei as alças da blusinha e fiquei feliz ao perceber que teu sutiã era daquele que abre em um clique central. Cliquei. Me sentei e te levantei pra sentar comigo. Um de frente pro outro, sua pernas em cima das minhas. Tirei sua blusinha e o sutiã já estava praticamente na janela tamanha a força que me desfiz dele. Seios. Beijava suavemente, lambendo do mamilo às extremidades. Você se arrepiava e se vingava me arranhando. Respiração forte. Te deitei novamente. Segurei seu braços acima da sua cabeça enquanto passeava pela sua pele perfumada. Te fiz entender que era para os braços permanecerem onde os deixei. Desci pelo teu corpo. Mordi a lateral da sua calcinha enquanto minha mãos continuavam acariciando teus seios. Sua virilha fervia. Lentamente, como se tivesse te torturando fui retirando a calcinha. Tirei.
Afastei suas pernas a uma medida que me coubesse entre elas. E. Temperatura. Sua vagina estava com aproximadamente 2000° de temperatura. E úmida. Beijei. Lambi. Minha língua seguia o instinto e fazia a parte dela. Você se retorcia e começava a gritar. Grito, grito e grito. Fazia pressão pra cima com o corpo enquanto eu fazia pra baixo com a cabeça. Então me puxou com raiva pra ficarmos rosto a rosto. Virou o lado. Fiquei embaixo e sem camiseta. Confesso que eu também estava completamente alucinado com aquela situação toda. Já não respondia mais pelos meus atos. Te ver sentindo prazer proporcionado por mim é uma das melhores sensações do mundo! Você se enfureceu e mordia meu peito ao passo que apertava meu corpo. Fazendo jus ao caminho da felicidade, desceu até o zíper. Cinto. Arrancou o cinto com uma força descomunal. Você estava irreconhecivelmente prazerosa! Tirou minha bermuda, minha cueca e. Você comanda. Com uma das mãos tentei incentivar o movimento de cima pra baixo, mas você rejeitou com um tapa. Respeitei e aceitei a rejeição esperando que entenda como é incontrolável o sexo oral num homem. Lambia minha virilha. Delicadamente, com uma mão segurou meu pênis e o inseriu em sua boca executando lentos e molhados movimentos, enquanto a outra mão continuava me arranhando de cima a baixo. Eu só olhava pro teto me contorcendo. Prazer! MUITO, prazer! É indescritível! Você sabe exatamente como me deixar sem ar. Eu suava, meu peito estava encharcado.
Então você se levantou e subiu em cima mim. Lenta penetração. Absolutamente lenta.
Notei as expressões do seu rosto enquanto nos tornávamos um. Você sentindo prazer, se transforma. Penetrados. A partir de então agora éramos um. Começamos os movimentos de cima a baixo. Inicialmente lentos, sentindo cada pressão dos corpos, e depois mais rápidos. Rápidos não, intensos! Você voltava a gritar, mais alto ainda! Eu segurava teu quadril te dando segurança na posição. Tua cabeça despencava pra trás a ponto do teu cabelo atingir minhas pernas.
Deitou em mim. Me beijava com lentidão. Era um momento único! Teu corpo complemente sobre mim, e nós, completamente dentro um do outro. Retomei as rédeas. Te voltei pra baixo na cama. Afastei suas pernas novamente, dessa vez de modo que meu corpo pudesse se encaixar. Lentamente. Novas reações e expressão. Nova penetração, nova sensação, é tudo novo quando se faz algo pra ser especial. Ali eram duas pessoas que se amam e não duas máquinas que se encaixavam. É zelo pelo bem estar do outro. Frente e trás, frente e trás. Repeti esses movimentos incansavelmente. Me ergui levemente e segurava suas pernas já no ar. Teu cabelo estava inundado de suór. Aliás, teu corpo inteiro! Os lençóis estavam escorrendo suór. Era muito calor. Mãos sustentando as pernas levantadas. Posição. Encaixe perfeito. Desci suas pernas e nos voltávamos a ser tradicionais. Beijos. Como os beijos são diferentes quando se há sentimento. Micro-mordidas. Ainda penetrados. Não fazia hora do tempo que havia passado. Então você me envolve com as pernas em minhas costas e me pressiona. Entendo o recado. Nova força, pressão, força, grito. Estava com minha cabeça ao lado da sua, te ouvia sussurar. Parecia sentir dor e eu diminuía o ritmo, mas era prazer, prazer, só prazer. “vai… vai…” consegui traduzir alguns dos teus gemidos nessas duas palavras. Força, mais força! Calor, lençóis, quarto, paredes, corpos, pênis, vagina, sexo, amor, homem, mulher. Pressionei com o máximo da força até você esticar um grito de 5 segundos.
Teu corpo tremia assustadoramente. Tremia muito! Exaustão. Lentamente retirei meu pênis enquanto isso um suspiro profundo, longo e até sonoro veio de você. Exaustão.

Me abraçou.

Nos abraçamos. Cansados. Você estava visivelmente acabada. Eu não ficava por menos. E eu estava muito feliz! Eu não tinha ido como você foi mas isso não era nenhuma problema! Existem outras formas de se ter prazer, você parecia realizada, isso já era um grande e especial prazer pra mim!
Deitamos um no lado do outro, de barriga pra cima, olhando o teto, quando percebo que virou o rosto pra mim, com uma lágrima escorrendo lentamente, e disse: “Te amo.” Foi a cena mais linda que já na minha vida! “Eu amo você.” eu disse.
Entrava um vento mais frio no quarto, a cortina parecia dançar. Lua lá fora escondida entre os galhos da rua arborizada. Música vindo do vento.
Nos abraçamos nus, de frente um pro outro, colados, inteiramente selados e sinceros.
Ah, o Mimi engordou muito! Além de carolinas, agora ela ganhava pão-de-mel, sonho, petit four, bolos variados e tudo que existia de doce da padaria do bairro. Posso dizer que ele é o cliente n°1 do doceiro.

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Por menos rotina e mais vida, cheia de surpresas e possibilidades como ela é.

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2 respostas em “Tudo Acontece Se For Daquele Jeito

  1. Magnífico texto, por um momento me emocionei e me arrepiei (até os últimos fios de cabelo do pescoço)…

    “Deitamos um no lado do outro, de barriga pra cima, olhando o teto, quando percebo que virou o rosto pra mim, com uma lágrima escorrendo lentamente, e disse: “Te amo.” Foi a cena mais linda que já na minha vida! “Eu amo você.” eu disse.”

    Parabéns!

    • Oi Nessa, tudo bem?

      Caramba, obrigado pelo comentário! Que legal saber que conseguiu te tocar assim, mesmo!
      Esse estilo de texto é uma exceção entre todos os outros mas é bem especial pra mim!

      Espero que continue acompanhando o blog!
      Um beijo!

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