Quando O Corpo Grita

(post especial de conteúdo levemente para maiores de 18 anos)

10:03am.
Dominado pela preguiça, abri meu olho esquerdo e percebi que era dia pelo Sol que invadia a janela do quarto. Coloquei o travesseiro em cima da cabeça na tentativa de retomar a escuridão da madrugada. Mas não deu certo.
Resolvi então me virar pra cima e começar o ritual do despertar.

Ouvi então um barulho vindo do banheiro.

Sentei na cama, procurei os chinelos, calcei e parti rumo ao banheiro.

Você cantava.

A porta estava entre-aberta mas só quando te vi atrás do box foi que me dei conta que era o barulho do chuveiro. Fico surrealmente sonolento pela manhã e demoro pra raciocinar.
Encostei no batente da porta e fiquei te assistindo. Você não tinha reparado que eu estava lá. Automaticamente mais acordado, reparei na curva do teu corpo, nas músicas que cantava sem nenhum sentido fazendo do frasco do shampoo um microfone, no banheiro totalmente preenchido por vapor a ponto de eu não conseguir me ver no espelho em cima da torneira.

Fui me ajeitar e acabei fazendo barulho com os pés. Foi então que me viu, não chegou a ficar assustada, me chamou fazendo um coração no vidro embaçado do box.
Sem falar uma palavra aceitei o convite e fui de encontro a você.

Eu estava usando aquela samba-canção que você me deu e gosto tanto.

Tirei.

Entrei no box e lá estava você de costas, enxaguando o cabelo fazendo com o que seu corpo criasse uma curva incrível. Veio virando lentamente para ficar de frente a mim. Até esse momento eu estava levemente molhado pelos respingos da água que caía e você, até me puxar pra perto me beijando.

Nós dois embaixo do chuveiro.

Me abraçou enquanto eu começava a beijar seu pescoço. Percebi que começou a ficar arrepiada quando começou a arranhar minhas costas com uma força irreal. Eu puxava seu cabelo para trás fazendo força pra ver seu rosto que demonstrava estar sentindo um prazer incontrolável. De repente me jogou no banquinho que usa para sentar e eventualmente depilar as pernas. A água do chuveiro só caí em meus pés.
Sentou, ou melhor, montou em mim de frente. Nos sentimos, nos encaixamos, nos encontramos profundamente. Os movimentos eram lentos, tínhamos a água como diferencial. Você fazia questão de sentir a mim, a penetração, a água, enfim, a tudo ao mesmo tempo. Erguia a cabeça para trás deixando o água quente molhar seu rosto, colocava os braços em meus ombros os apertando com muita força. Enquanto isso eu conduzia os movimentos de sobe desce, mas dessa vez, mais intensos, cada vez mais intensos.

Veio pra perto e me beijou encharcada. Seus cabelos longos e lisos grudaram nos meus ombros e confesso que gostei muito dessa parte por me alivar os arranhados que tinha deixado em mim.

O movimento continou, você quis tomar a direção. Mais velocidade dessa vez, força, mais arranhões e alguns novos puxões de cabelo. Você gritava, gritava muito até me orientar que queria mudar de posição.

Me levantou, virou de costas, inclinou-se se apoiando no suporte de shampoo e disse:

“Vem!”

Não precisava ter dito nada. Eu já estava lá.
Envolvi seus cabelos na minha mão de modo a ter mais controle do momento, enquanto com a outra mão eu apoiava no seu quadril para ter firmeza no movimento. A pressão era tão grande que eu não sabia mais se eu estava mais molhado por água ou por suór. Ar quente, muito quente, soltei seus cabelos, coloquei as duas mãos no seu quadril, comecei a apertar com força, muita força, enquanto você voltava a gritar:

“NÃO PARA! NÃO PARA!”

Você revezava sua cabeça na posição abaixo do próprio pescoço e acima. Vi que se retorcia tanto que parecia sentir dor, mas sei que isso era o que menos senti ali naquela hora. Eu olhava pro teto mas olhava muito mais pra sua posição. Efeito visual para os homens é imprescindível, é uma questão de DOMÍNIO, não maldoso, mas sim no sentido de “estou aqui, confia em mim, eu sei como você gosta!”
Costumo deixar você orientar como quer fazer. Nova mudança de posição e dessa vez me jogou contra a parede que, embora molhada de vapor, estava muito fria, muito mesmo. No entanto, meu corpo estava em chamas e o calor rapidamente me atravessou e chegou até a parede. Veio com as mãos no meu queixo, optou por me beijar lentamente, mordia meus lábios, você adora isso, mordia meu pescoço. Desceu pro meu peito, barriga, umbigo, virilha, e. Pronto. Levou sua boca até a minha parte mais íntima. Você não agia com força, agia com intensidade, amor e muito, muito prazer, sabendo muito bem como usar a língua com movimentos circulares. Permaneceu durante um tempo até que te levantei e foi minha vez de te jogar na parede. Percebi que também tinha sentido frio num primeiro momento. Beijos. Teu pescoço, pele macia, extramemente macia, seios. Parei nos seios, enquanto beijava um, acariciava o outro. Estímulos, teu corpo respondia aos meus estímulos. Desci. Barriga, lentamente na barriga e então. Ajoelhado, ergui sua perna esquerda colocando em cima do meu ombro. E fui até você. Até o lugar mais Seu. Enquanto uma das minhas mãos continuava acariciando seu seios, a outra estava atrás de você, estimulando sua pele com o lentas passagens. Carinho. Beijei o teu Íntimo. Revezava minha boca com leves mordidas e algumas leves porém intensas chupadas. Você tremia. E gemia. Alto, bem alto, não era grito, era gemido, alto, distorcido, sem tradução, forte.
Me puxou pelo cabelo para cima e me beijou.

E me beijou.

Notei que o chuveiro estava desligando.
Mas a respiração ainda era intensa, ainda tínhamos energia. Juntos, nos unimos denovo, nos tornamos um, sendo claro, nova penetração, a mais intensa de todas naquele dia. Eu estava concentrado embora desvirtuado do mundo. Apertei sua cintura com uma força que nem eu acreditei e você, você me surpreendeu e cansada dos arranhões, mordia meu ombro de uma maneira que eu poderia jurar que estava sangrando. Então, em um dado momento…

“AH, AH, AH, AHHH, ahhhhh, ahhhh, ahhh, ahh, ah, a…”

Você foi.

Voltou a tremer, muito, se contorcia, deixou de me abraçar pra se pendurar em mim, eu precisava te manter em pé. Tua postura foi voltando aos poucos, menos ofegante, com menos tremidas, respiração lenta.

Um abraço longo e silencioso.

“Obrigada. Eu nem tenho força pra falar… Mas eu queria que você tivesse ido também…”

“Olha aqui pra mim, eu não preciso Ir todas ás vezes, nós vivemos juntos e construímos nossos momentos juntos, só de saber que eu posso ser responsável por algum momento – no caso esse – seu de felicidade, eu já fico feliz, entendeu? Não buscamos a felicidade? Alcançamos aqui hoje de uma maneira especial.”

Sem dizer se entendeu ou não o que eu havia dito, você me perguntou:

“Você existe?”

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7 respostas em “Quando O Corpo Grita

    • Hahah, oi Fer!

      Então eu INVENTEI tudo isso, haha! Bem como todos os outros posts do blog, todos são absolutamente inventados! É claro que em alguns é inevitável não ter um pitada de algo que eu esteja vivendo, mas é muito raro!
      Obrigado por ter lido, de verdade!
      Mostre para os seus amigos! ;)

      Beijão!

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