Tomara Que Caia Mais Vezes

(Conteúdo do texto recomendado para maiores de 18 anos!)

Não tinha acordado muito bem hoje e pra ser sincero a única vontade que eu tinha era de dormir o dia todo. Tem horas que isso é bom! Mas esqueço que tenho amigos, e mais que isso, esqueço que meus amigos são muito baladeiros e eis que me convencem a aproveitar a noite da cidade que não dorme.

Nem tenho roupa pra essas ocasiões, não sou de baladas, não tenho roupas descoladas nem nada. Decidi usar meu bom, velho e infalível xadrez. Tipo o pretinho básico das mulheres.

Combinamos ás 23hs no metrô. Éramos cinco pessoas: duas meninas e três meninos, todos muito amigos de muito tempo.
Já saí de casa com o roteiro certo, aquela balada nova que toca umas músicas moderninhas de bandas que eu não sei pronunciar o nome direito e que digo que sou o maior fã quando estou conversando com alguma garota que gosta.

Na porta da balada uma longa e lenta fila. Seguranças mal encarados, garotas com vestidos usados antes somente pelos manequins que os exibia nas vitrines. Acho que rola uma competição entre as meninas, sobre a que vai abalar mais, desde a maquiagem ao sapato, tudo devidamente pensado.

Minutos depois, entramos. Eu, meu xadrez e meus amigos.
Não sou de beber, mas não quis parecer nerd demais no meio de uma balada e peguei uma bebida que me custaria o rim pra pagar na hora de ir embora de tão cara. A noite é assim mesmo. Não é elegante beber suco de laranja numa balada. Não que eu me importe, mas tem outras e mais adequadas opções.
Enquanto eu esperava o barman que estava no melhor estilo “oi, quero mostrar como sou foda no controle das garrafas” terminar o malabarismo com a minha bebida, notei uma garota observando o mesmo cardápio que eu havia observado.

Ela era bastante bonita, cabelos deliciosamente desarrumados e pouca maquiagem. Ela estava de xadrez.

Óbviamente, eu não fiz absolutamente nada por mais que fosse oportuno dizer algo com um sorriso meu. É medíocre mas eu tenho vergonha.
Ela parecia bastante indecisa, percorria o cardápio com o dedo indicador apontando todas as bebidas. “Será que ela também não é de beber e fica se perguntando o porquê dos nomes estranhos desses drinks?” eu me perguntava. Eu sempre espero que as pessoas reajam da forma que eu reajiria, baita tolice.
Notei que ela finalmente escolheu e ficou aguardando a chegada da bebida. Diferente de mim, ela deu as costas pro malabarista, digo, pro garçom, e ficou olhando pra pista batendo o pé direito no ritmo na música. Aquele era um momento que eu deveria saber e falar pelo menos o nome da banda que o DJ estava tocando na tentativa de engatar algum assunto, não com objetivo concreto, mas pra conversar mesmo, afinal, naquela hora meus amigos estavam espalhados pela balada. Eu não consegui dizer uma palavra.

Minha bebida ficou pronta, a dela também. Eu fiquei no bar, ela saiu.

No meio do drink me apertou vontade de ir ao banheiro. Banheiros de balada são descolados de mais pro meu estilo, ás vezes são até unissex. Quando me deparo com algum desses imagino a cara da minha mãe em saber onde está seu filho, deve ser engraçada.
O banheiro estava ocupado, então quando uma porta abre e eu finalmente poderia me aliviar, e garota de xadrez estava lá dentro. Nos olhamos por 10 segundos. Fiquei meio sem ter o que dizer, ela também, foi engraçado. Rimos, timidamente, mas rimos.

“Gostei da sua camisa xadrez!”

Foi o mais perto que eu cheguei de dizer algo inteligente. Decepcionante.

“Ah, você gostou? Obrigada!”
Ela respondeu guardando os cabelos atrás das orelhas.
Durante esse segundo de conversa já começamos a ouvir gritos das pessoas querendo usar o banheiro que “ocupávamos”.

“Acho melhor eu sair, né, hehe” Ela disse.

Concordei e naquele exato instante perdi a vontade de ir ao banheiro e comecei a sentir umas coisas estranhas. Olhei no celular na tentativa de usá-lo como espelho e perceber se eu estava bêbado, mas a pouca luz não me ajudou. Tinha me invadido uma vontade de falar com aquela garota, de sentir o perfume dela, e pra ser sincero, me deu vontade de beijá-la. Que coisa doida! Cheguei a me perguntar se seria assim que as coisas aconteciam na noite.

Resolvi ir atrás da menina de xadrez e quando eu finalmente encontrei, eu disse:

“Oi, desculpa te atrapalhar, é que eu te achei muito bonita e eu gostaria muito de te dar um beijo”.
Até eu me lembrar se existiu outra, essa foi a coisa mais estúpida que eu disse na minha vida.

Ela sorriu afirmativamente, mas não necessariamente concordando em atender meu desejo.

“Então, é que assim…”
Eu nem tive tempo de explicar nada. Ela me abraçou me beijando. Com um braço deu a volta no meu pescoço segurando um copo. Fomos meio que rodopiando pro meio da pista, nos beijando, eu me sentia meio em alpha por não acreditar que aquilo estava acontecendo.

Éramos dois xadrezes dançantes se beijando.

O copo dela caiu facilitando com que apertasse meu pescoço. A partir daí deixei as sensações me levarem. Fomos parar num canto mais sem luz da balada, a empurrei na parede e coloquei minhas mãos sobre o rosto dela enquanto ela me arranhava por debaixo da camiseta.

Até chegar no meu zíper.

Tudo estava indo rápido demais, eu sabia disso, mas sabia também que eu queria ver até onde tudo ia dar, queria saber o quanto eu sou capaz de viver alguma loucura.

Ela abriu meu zíper e eu tirei seu casaco xadrez.
Quando me dei conta ela estava de joelhos de frente de mim, abaixando minha cueca e eu não estava entendendo absolutamente nada, minha cabeça estava girando numa velocidade incalculável.
Inferiormente nu, ela começou a beijar, lamber e chupar a minha intimidade, por assim dizer. Foi a sensação mais incrível que eu havia sentido nos últimos anos.

Música alta e uma bela garota me proporcionando prazer.
Não havia nada mais que eu pudesse desejar ali.

Deixei que continuasse e ela sabia fazer muito bem. Usava muita saliva, muita mesmo, sabia lubrificar perfeitamente e era incrível a capacidade dela de usar a mão e a boca ao mesmo tempo.

Quando tirei o casaco dela pude perceber que usava um vestido preto médio-brilhante e curto, além de uma meia calça fininha e uma sapatilha com laço dourado. Excelente look, aliás!
Depois de me fazer ver tudo colorido tamanho o prazer que me fez sentir, ela subiu me beijando o pescoço enquanto eu, com o corpo no auge do calor, levantava o vestido dela para tirar a meia calça. Não sabia onde tudo isso ia dar – ou sabia – mas eu queria pagar pra ver. Ela entendeu minha iniciativa e facilitou retirando toda a meia.

Era impressionante como ninguém havia nos percebido ali, ou se havia, entendeu que não era interessante atrapalhar e que tudo estava sob controle.

Ergui o vestido até que percebi que ela estava sem calcinha.
Me aproximei. Enquanto nossas partes íntimas se tocavam, os beijos ia se intensificando e minhas mãos percorriam os seios dela. Primeiro o esquerdo, lentamente, abaixei o vestido tomara-que-caia e comecei a beijar, algo que talvez, era o seio mais macio que já toquei na vida. Apesar de eu não ter visto tantos assim antes. Ela se contorcia e começou e me arranhar os ombros. Deixei a mão nesse seio e parti para o outro, da mesma maneira, lentas lambias ao redor do mamilo, muita malícia e tesão explodindo pela gente.
O vestido ficou na altura do umbigo, de modo que os seios ficaram de foram e a parte íntima dela também.
Apoiei a perna dela num puff que estava ao nosso lado e fiz o meu papel. Com as pernas afastadas, lambi toda a virilha e região, sentindo o nível de umidade ir para o molhado e encharcado. Enquanto eu lambia e mordia delicadamente, chupava, lambia denovo, em círculos, ela começou a gemer alto, muito alto. Mas isso não era problema, estávamos numa balada, ninguém nunca ia ouvir além da pista estar bombando.
Saí da região no interior das pernas e voltei a beijá-la quando ela me virou contra a parede, me fez sentar no puff e montou em mim.

Montou.

Delicamente, tentativa leve, tudo estava devidamente lubrificado.
“Você tem?”
“Tenho!”
Prontos, em questão de segundos nos encaixamos e meu coração disparou de adrenalina. Calor, muito calor, começou a fazer muito calor ela começou a pular sobre mim que estava com as costas apoiado na parede. Eu acariciava seus seios olhando para os dela, contato visual é tudo, ela deixava a cabeça cair para atrás e pulava, gemia, mordia os lábios e fazia questão que eu percebesse.
De repente levantou e sentou no meu colo novamente, dessa vez de costas. Notei a forma do corpo dela, tão lindo, cintura fina, pele bem cuidada com cremes muito cheirosos além de um cabelo incrível e muito charmoso.

“CONTINUA! ASSIM TÁ BOM!”

Virou a cabeça pra trás e foi tudo que eu consegui ouvir dela.
Continuamos e uma novidade: eu estava feliz! Além do prazer, eu estava feliz! Era uma sensação nova, não que eu seja desses de aceitar isso sempre – até porque nunca me aconteceu antes -, mas foi um surto saudável, que delícia, tudo estava ótimo.
Ela levantou, percebi que gosta de dominar, ficou de costas pra parede e me puxou pra perto me fazendo erguê-la contra a parede. Nova posição. Nos encaixamos de modo que ela ficou suspensa no ar só apoiada nas minhas coxas. Frente e trás, cima baixo, gemidos, mordia meu pescoço. De gemidos pra gritos, altos, fortes, quase destoando a música da balada.
O calor já era tamanho que nossos corpos estavam muito molhados e como eu não tirei a camiseta – só a xadrez que também caiu no chão – o calor parecia maior ainda!
Muita pressão, ela pediu mais força, eu estava no meu máximo, me segurando, ela parecia gritar forte, muito forte, até que eu.

Até que eu fui. E soltei o meu único grito.
Minhas pernas tremeram e ela suspirou longo e lentamente.
Nos abraçamos. Música alta. Pessoas por perto. Seguranças que não conhecem os segredos das casas noturnas. Nos abraçamos.

Sem que falássemos uma palavra, nos soltamos, ela se arrumou, ergui minha calça, pegamos nossos casacos e nos abraçamos ali naquele lugar.
É que tem horas que não é preciso dizer nada. Aquela era uma dessas horas. Não conversamos nada, só ficamos abraçados, eu pensando mil coisas, na experiência incrível e ela, sei lá. Me preocupei e pensei se ela fazia isso com todos, se eu era mais um, não gostei de pensar nisso, mal sabe ela o quanto essa loucura me fez bem, mas que eu não sou assim.

E ela chorou.
“Você deve estar me achando uma vadia, mas não é bem assim, ninguém sabe como está a minha vida e eu gostei de você, não sei fiz ao certo, mas não me arrependo. Eu só queria conhecer alguém legal hoje, e você, foi a primeira pessoa na minha vida que não me chamou de ‘delícia’ ou de ‘gostosa’ e sim, elogiou meu casaco, que aliás, nem é meu, é da minha amiga, senti frio e peguei… Sei lá porque estou falando isso tudo também, enfim…”

Eu não sabia o que responder, o que comentar. Abracei denovo e falei:
“Eu te entendo, você também deve achar que sou um puto e faço isso sempre, mas fico feliz em me ver diferente, sendo assim, da mesma forma, eu não te acho uma vadia e sei lá queria te conhecer mais, você também é incrível e eu o teu sorriso quando te pedi um beijo me encantou, poderia ter falado ‘claro gato’, ‘sai fora idiota’ algo assim, mas você sorriu.”

Nos abraçamos outra vez.

A partir daí eu não lembro direito de nada, como voltei, com meus amigos, se contei pra eles, minha cabeça continuava girando sem rumo, sei lá, eu só sei de duas coisas: voltei pra casa com um casado xadrez que não era meu e estou aqui agora olhando pro celular e pensando: “mando ou não uma mensagem falando que quero encontrar a garota de xadrez-da-amiga novamente?”

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5 respostas em “Tomara Que Caia Mais Vezes

  1. Oi! Acho que nunca comentei por aqui antes, mas estou sempre lendo!
    Achei uma graça essa história, principalmente porque na semana passada rolou um “encontro” de xadrezes, que não teve nem 5% da emoção da sua história! =)
    Foi na biblioteca da faculdade e te falo, que depois que lí, fiquei imaginando mil coisas…rsss
    Todo caso, seus textos são fantásticos, com tantos detalhes que dá até pra ser telespectador das suas histórias!!! Continue escrevendo sempre!!! Bjo grande!!!

    • Olá Vanessa, tudo bem?
      Olha que coincidência legal, rolou um encontro então? Hahaha =)
      Poxa, não pensei em fazer algo focado no xadrez, eu não tenho roteiro, vou escrevendo e colocando os ingredientes que eu acho legal na hora que eu acho legal, hahaha, doido né? Mas é que assim soa mais natural! =)

      Obrigado por acompanhar o blog, mostre para os seus amigos, eu tenho a missão de fazer a minha parte pra que esse mundo seja um pouco mais sensível!

      Um beijo:*

  2. Fiquei fascinada pela história, no decorrer da leitura me esforcei muito pra não esquecer que tudo isso aconteceu em uma boate
    Que coisa louca, muito bom, muito mesmo!

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