Foi Da Vez Que O Verão Se Tornou Especial

(texto recomendado para maiores de 18 anos)

Fazia tanto tempo que eu não passava alguns dias de verão na praia . Na correria do dia a dia na cidade fico sem tempo até pra considerar dar um tempo pra mim. Ainda bem que resolvi fazer diferente nesse ano e me dei alguns dias de presente. Sem ninguém, sozinho mesmo.
Eu costumo vir a essa mesma praia desde pequenininho. Minha mãe sempre gostou daqui porque é bem isolada e isso deixa ela confortável, pena que a preguiçosinha não tem mais pique de viajar, por isso eu viajo sozinho, mas sem problemas, como eu disse, faz tempo que eu não venho pra cá.

Gosto de acordar cedo, bem cedo, pra sentar em qualquer pedra perto da areia e ver a combinação de cores que o sol somado ao mar formam no amanhecer. É uma daquelas imagens que não se esquece facilmente, e digo mais, me cura mais que muito remédio.

Neste verão a praia está mais movimentada. O lado ruim é que mais movimento significa mais gente conhecendo, ou seja, cada vez menos isolada ela fica. O lado bom é que eu nunca vi tantas garotas aqui antes, rs! Garotas muito bonitas, aliás. Se eu não fosse tão surrealmente tímido, certamente eu tentaria algo, digo, algum contato, sei lá, alguma conversa, igual meus amigos lá na cidade fazem.

Meus amigos sabem interagir, eu mal sei dizer meu nome.

Mas tudo bem também, não viajei pra correr atrás de garotas, quero só me energizar com a bênção dessa natureza toda. Me faz tão bem!

Ah, é mesmo! Lembrei que tem um lugar especial aqui na praia que tenho certeza que quase ninguém, além dos moradores, conhecem. Essas garotas novas e suas famílias menos ainda. Vou lá agora.
Preciso ir com jeito, é meio difícil de chegar porque a gente tem que pisar nas pedras já molhadas pelas ondas que quebram nelas, todo passo requer muito cuidado, ainda bem que já fui lá muitas vezes e estou acostumado.
É engraçado que eu não consigo visitar o “meu cantinho” sem lembrar da minha ex. “Meu cantinho” era a forma que a gente chamava esse pedacinho escondido. A gente era tão feliz, eu a amava tanto, era muito especial pra mim e me faz bastante falta. Ah, se a gente pudesse mandar na vida, né? É assim mesmo, as coisas mudam, hoje ela segue outro caminho que eu não sei nem direito qual é. Torço para que esteja feliz.

Bom, vou sentar aqui. Agora é meio fim de tarde, jajá tem o show do Sol se pondo e eu quero estar na plateia.

“ARGH, DROGAAA!!”

OPA! Acho que não estou sozinho, será possível que mais gente descobriu esse lugar? Que saco!

“MERDA! Machuquei meu pé, não acredito… Oi, hehe, me desculpa chegar assim, é que o garçom ali do restaurante disse que tinha um lugar muito bonito aqui e sugeriu pra minha família e eu visitarmos, ninguém quis vir, vim sozinha mesmo.”

Era uma daquelas incríveis garotas que eu já tinha visto.

“Ah sim, o garçom (te amo!), é né, haha, bom, sem problemas, é aqui o lugar que ele disse,  você acertou. Fica a vontade ali tem uma pedra legal de se sentar. Mas vem cá, deixa eu ver seu pé, você está bem?”
“UAU, aqui é muito bonito mesmo! Eu estou bem, acho que só arranhei meu pé pisando nesses galhos, mas não é nada grave. Será que eu poderia sentar aí do teu lado? Me parece tão mais, sei lá, ‘confortável’, mas se não quiser, por mim tudo bem, onde é a pedra mesmo?”

Era uma das situações mais decisivas da minha vida. Eu não sabia muito o que falar – apesar de já ter falado muito – eu só não poderia perder a chance.

“POXA, CLARO! Senta aqui ó, vou dar uma limpada, é meio liso, portanto cuidado pra não escorregar!”
“Ahhh, obrigada! Vou esticar minha saída de praia aqui e já estou bem.”
“Ah, ok, fique a vontade!”

Eu nunca tinha visitado o “Meu Cantinho” com outra pessoa desde a minha ex. Começou a me passar mil coisas na minha cabeça enquanto ela falava algo que eu não conseguia decifrar, poxa, eu estava nervoso, tenho o direito de desviar a atenção um pouco!

“Hey, o gato comeu sua língua? Tô te perguntando, você vem sempre aqui?”
“Hahaha, boa essa do gato, nãoo, digo, então, venho às vezes, antes eu vinha mais, agora depende muito do tempo que eu tenho. E você?”

Antes de responder a minha pergunta notei que ela havia encostado a cabeça no meu ombro. A tarde já estava indo embora, ela parecia cansada, preferi não insistir e tomei uma atitude: Me ajeitei pra que ela pudesse se encostar melhor. Pensei em perguntar o nome dela, não sabíamos nada um do outro, ela havia aparecido do nada, mas achei que eu poderia estragar o clima do fim de tarde com tantas perguntas, até porquê eu queria viver aquele momento do pôr-do-sol mesmo antes dela aparecer.

“Viu, presta bem atenção no céu à partir de agora, o Sol vai se pôr e acontece um efeito muito bonito com o mar. Não sei bem explicar, parec…”
“Xiiiiiu! Já entendi, vamos ver, vamos deixar que só o vento diga algo agora?”
“Ah, hahaha, sim, claro, desculpe.”

Achei ela meio folgada nesse momento. Eu queria explicar o que diabos aconteceria e ela foi me cortando. Só não insisti porque ela citou o vento e isso é muito especial pra mim.

O Sol muito lentamente foi se pondo. Lá embaixo as poucas ondas pareciam se acalmar esperando por este momento, foi quando ela se desencostou de mim, me olhou e me beijou. Foi um fração de segundo que eu só pude perceber que a parte de cima do biquíni dela era branco com bolinhas roxas.

Beijo longo. Queria ter visto a cena! O Sol já estava começando a deitar no mar, percebi, rapidamente, pela nossa sombra que foi aumentando. À partir daquele momento não me segurei e ouvi meu coração. Deitamos sobre a saída de praia dela. Eu por baixo ela por cima. Beijos intensos. Arrisquei uma mão mais assanhada, ela aceitou.

O Sol já tinha ido dormir por inteiro. O mar voltou a ficar mais agitado, bem pouco. Foi a vez da noite chegar.

Reparei nesses acontecimentos nos poucos momentos em que nossas bocas se soltaram. Ela era muito perfumada e tinha lábios com a maciez das nuvens.
Verão, fazia muito calor, nossos corpos acompanhando esse ritmo começaram a se incendiar. Desamarrei a parte de cima do biquíni. Eu estava sem camiseta, só de shorts. Seios. Seios em meu corpo. Pedra. Noite. Mar.

Muito se ganha quando se ouve a soma da música das ondas com o vento.

Enquanto nos beijávamos, fui tirando a parte debaixo do biquíni dela. “Dela”, eu nem sabia o nome dela! Mas eu estava adorando aquele momento, tinha que ser daquele jeito! Delicadamente a deixei nua. No mesmo momento ela parou de me beijar e começou a descer pelo meu corpo. Pescoço. Peito. Barriga. Inevitavelmente reparei no corpo dela. Não era a perfeição divina das mulheres das revistas, era ELA, o jeitinho dela, nem muito magra, nem muito gorda, perfeita. Pra mim, pro meu gosto, perfeita.
Ela abriu meu shorts com certa velocidade, tirou minha sunga e começou a me elevar a outro nível. Com uma das mãos segurava meu pênis, com a outra arranhava meu peito enquanto beijava o fim da minha barriga, passando pela virilha e pelas coxas. Calor, muito calor. Som do mar, som do vento. Tesão. MUITO tesão. Eu não aguentava mais de excitação e nem a deixei ir muito além, então a trouxe pra cima de mim. Lentamente foi sentando no meu colo, bem len-ta-men-te. Penetração. A partir dali era clímax. A sós. Natureza. Verão. Vida! Eu estava me sentindo vivo! Ela intensificava os movimentos de sobe e desce. Cabelos longos, lisos. Vento. Ora apoiava os braços no meu peito, ora estendia pro algo ou apoiava nas minhas pernas. Até que rapidamente reparei na Lua que estava justamente atrás dela. Era uma luz tão forte, branca, brilhante. Essa visão só fez aumentar a minha excitação! Me levantei, a fiz deitar na saída de praia e fiquei por cima. Novo beijo. Eu estava explodindo de excitação e resolvi tomar as rédeas. Lentamente, comecei a dar mordias no corpo dela, descendo, parei nos seios. Mamilos. Lindos e perfeitamente cheirosos. Mordia e ela começava a se retorcer. Gemidos. Aproximei uma das minhas mãos até por entre a virilha dela que estava MUITO úmida, pra não ser dizer encharcada. Estimulava toda a região. Ela começou a gritar. GRITOS! ALTOS! GRITOS! Estávamos a sós e eu estava feliz de vê-la sentindo prazer! Desci. Beijos e suaves mordidas. Alguma pressão com os lábios e ela gritava ainda mais. Me arranhava com mais força também!

“Chega, chega, chega, agora vem você, vem AGORA!”

Foi o que ela ordenou.
Afastei suas pernas e novamente nos tornarmos um. Ela se contorcia de prazer e eu intensificava os movimentos de frente e trás. Mais força, mais e mais. Minhas mãos recolhiam seu cabelo para trás da orelha! Ela parecia querer ainda mais daquilo tudo. Incansável! Suór. Calor. Muito tesão. Penetração sincera.
Então ela indicou que era pra eu deitar ao lado. Virou de costas para mim e levantou uma das pernas.

Dica entendida.

Uma nova, especial e mais intensa penetração. Dessa vez enquanto deixamos com que nossos corpos fizessem os movimentos, com as mãos eu acariciava os seios dela e beijava as costas, ombros e pescoço. Ela estava praticamente imóvel. Estávamos!
Quanto tesão! Suór, calor! Som do mar! Fazia muito tempo que eu não me sentia tão bem! Quanta natureza ao redor. Luz da lua, que noite! Que aventura!

“MAIS FORTE, VAI, VAI, VAI!!!”

Obedeci e atingimos o auge. Juntos.
Ela se encolheu e eu abracei por trás demonstrando que eu estava ali pra dar segurança. Exausto, minha respiração ia totalmente para o pescoço dela, que se retorcia e começava a relaxar diante de todos os estímulos vividos. Os corpos latejavam, eu conseguia sentir nossos músculos involuntariamente fazendo movimentos de relaxamento.

Respiramos mais devagar. Ela virou de frente pra mim. Primeira vez oficialmente que nos olhamos profundamente. Pude me ver em seus olhos. Eu não conseguia falar nenhuma palavra. Ela parecia não querer tentar algo também.
Estava uma noite maravilhosa, muitas estrelas, e toda a luz da Lua dava pra ver refletida no rosto dela. Que momento! Que cena!

“Sabe, eu gosto de viver…”

Inesperadamente ela me falou isso. É o tipo de coisa que não se sabe o que responder

Viramos pra cima e ficamos olhando pro céu. Que loucura. Me ocorreu as histórias que eu já havia vivido ali, todas especiais, mas nenhuma igual a essa. Que incrível! Fiquei pensando no que ela estaria pensando também. Foi quando ela disse:

“Preciso ir. Minha família pode estar preocupada…”

Terminava ali então, comentei:

“Tudo bem, bom, sei lá, se cuida…”

Respondeu enquanto se arrumava:
“Obrigada, você também!”

Amarrou a saída de praia na cintura. Eu também já havia colocado meu shorts. Me deu um novo e curto beijo e partiu por trás de mim. Voltei a sentar na mesma posição que eu estava quando ela apareceu mais cedo.

“Viu, posso te levar o número do meu telefone e pegar o seu pessoalmente? É que eu não estou com meu celular, não cogitei encontrar alguém aqui, e outra, estou na praia, não vou ficar andando com celular na praia, né? Eu sei em que pousada você está hospedado. Aquela bem perto da praia, quase na areia. Te vi dia desses sentado numa pedra, perto da porta, era bem cedo, você parecia querer ver o amanhecer… Eu estava fazendo a mesma coisa algumas casas depois… Bom, enfim, te visito!”

Desconcertado, eu só dei uma risadinha e falei:

“Prefiro que leve pessoalmente mesmo…”
“Combinado, a gente se vê, beijo!”
“Sim, claro, beijo, cuidado com seu pé!”

Ela piscou e partiu.

A gente pode fazer da vida a aventura que a gente quiser.

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