Vai Ficar Nessa de “Te Adoro” Até Quando?

É tanta pose de “medo de sofrer” que dá até raiva.
Eu odeio pessoas que maltratam as outras. Sei que é óbvio, mas explico um ponto de vista particular. Quando alguém te faz sofrer, você acaba criando uma ferida tão grande causada por essa pessoa que acaba sentindo medo de se entregar a uma nova relação. E é um medo tão idiota que quem acaba pagando o pato são as pessoas inéditas. E quando a gente está nessa condição, de inédito na vida de alguém, a gente pouco se importa com o que esse alguém já viveu, com o quanto já sofreu, nada mais faz diferença, porque o pensamento é um só: “Sou eu no jogo agora, vou fazer do meu jeito e a felicidade vai reinar a partir de agora!” Só que o difícil, infelizmente, é quando a pessoa que a gente tá gostando não colabora.

“É que eu tenho medo de sofrer de novo”.

E a raiva que invade o nosso peito quando a gente ouve isso? DIABOS! A pessoa que fala isso já se comporta como se a nova relação fosse uma sentença de dor.
As pessoas são preguiçosas demais pra considerar que as coisas possam dar certo. Todo mundo diz que “aprende lições” mas ninguém volta na página do caderno que escreveu essas lições.

Tem gente que brinca de ser feliz.

Há também até aquelas pessoas que só aceitam uma nova relação de acordo com alguns benefícios: sexo presente, aliança, status na internet, presente em data comemorativa, ego para os amigos, etc. Ter alguém ao teu lado é muito mais que isso e é muito importante que isso entre na cabeça desde muito jovem. É claro que a gente tem aquela fase de aproveitar a vida, eventualmente no melhor estilo American Pie,  mas é importante lembrar de que NINGUÉM É FELIZ SOZINHO.

Aí ok, a vida andou, o mundo deu várias voltas e você começou uma nova relação. AÊ! Viva!
Começa a fase onde todo encontro é uma ansiedade danada, todos os filmes do cinema passam a ser “os melhores que já vi”, todas as vitrines do shopping são interessantes, todos os programas de humor-sem-graça na TV se tornam os mais engraçados, e tudo por quê? Porque o que faz a difereça pra gente mesmo é a companhia. E quando essa companhia atinge um nível especial, você acaba naturalmente achando graça de tudo, tudo é relevante, tudo se releva, tudo tem graça e até jiló tem cara de mousse de chocolate.

“Eu tô feliz, sabe? Essa nossa história tem me feito muito bem…”

É lindo quando a gente ouve algo do tipo, né? Claro que é!

“Olha, eu te adoro! Te adoro muito! Mesmo!”

Dá vontade de se jogar de um viaduto quando a gente ouve algo do tipo, né? Claro que dá!

É que assim, tem pessoas que até passam uma sinceridade quando querem dizer que gostam muito de alguém, entretanto, a maior fatalidade mesmo é usar o “te adoro” pra definir o quanto você gosta. Pior que isso só o “Te adoro muito!”. Olha, você nunca ADORA MUITO algo ou alguém, não existe isso.

A gente gosta, depois a gente ama. Fim.

Amor não é cárcere. Você pode até achar que está amando e depois ver que não era bem isso. Acontece! Agora perceba, nunca vi uma pessoa que falasse: “É então, eu adorava ela muito, mas passou…” Ou você gosta, ou você ama. E não existe regra de amor, existe O TEU MODO de sentir e demonstrar amor. Esse negócio de adiar o estágio do “eu te amo” não tá com nada. Aí chegam os amigos e te perguntam:

“Mas você está gostando dela?”
E você sabe que não é mais “gostar”, é algo mais forte, só que inteligente como uma porta, acaba respondendo:
“Então, eu adoro muito ela”.

AH VÁ! Está vendo como não faz o menor sentido? Isso não existe! É enganar a si mesmo, é medo de parecer sensível, é adiar o inadiável.

A gente “adora” o dia no parque, a festa com amigos, o filme do cinema, o perfume novo. A gente também adora um Deus ou algo do tipo. Sou da opinião que se for pra dizer que gosta muito de mim falando o “Te adoro”, prefiro que não fale nada (sou mau, muahaha), ou melhor, prefiro que diga que tudo é muito especial, ou melhor que tudo, só quero que me convença que estou fazendo bem. Aí sim, a gente não precisa se sentir na obrigação de provar o quanto gostamos de alguém, é importante sim que a gente convença, mas não por protocolo e sim por sentir.
No entanto, repito, há pessoas que sabem usar a palavra certa na hora certa. O “te adoro” funciona em algumas ocasiões, mas não use-o da mesma forma que diz “oi” porque ele acaba perdendo total efeito.
E olha, vou te contar, se você está sentindo que a história que tem construído está ficando cada vez mais sólida, não tenha medo, abra esse danado do coração, esquece aquela(e) ex fdp que te machucou, valorize quem está com você agora, almeje coisas novas, sonhe com o futuro, estufe o peito e diz logo o: “Eu amo você”.
Lagrimas, provavelmente, escorrerão. E será lindo, quiçá, inesquecível.


Sentiram diferença no jeito do post, né? Escolhi essa forma diferente pra escrever,  estilo “Artigo”, falando aqui mais como Márcio e não como “”””””escritor””””” (muitas aspas porque de escritor não tenho nada, haha) para aproveitar a oportunidade e agradecer à todos vocês que acompanham o blog. Hoje a página no Facebook chegou a marca de 500 curtidas, 500 de vocês curtiram e acompanham todos os posts aqui e as coisas que escrevo lá. Muito obrigado, pra sempre vai ser especial!

Tudo é especial se quisermos que seja!
O melhor está por vir!

Grande beijo, 
Márcio =)

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2 respostas em “Vai Ficar Nessa de “Te Adoro” Até Quando?

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