Quem Te Fez Pensar Assim?

Um grande problema é que você ouve demais as pessoas. E pior que ouvir, você se deixa influenciar por todas as opiniões. Aí o que acontece, quando a gente discute, você corre pra contar pra alguém que nem faz ideia de como realmente aconteceu – essa pessoa só sabe a sua versão, seu ponto de vista – aí você acaba ouvindo opiniões e receitas “do que fazer” como se fosse o certo pra gente.

Não ligo que divida as coisas com as pessoas, só não gosto que deixem quem influenciem em quem você é. Em quem somos.
Eu gosto e me rendo àquela você que diz “Vamos parar de brigar? Isso não vai chegar a lugar nenhum!” e não daquela você que às vezes desliga na minha cara, não retorna, não me atende, não responde mensagem pra não “parecer fraca e estar se entregando”.

Eu tenho tanta raiva de gente que interfere na nossa vida.
Odeio quando te vejo postar uma frase depressiva ocasionada por alguma briga nossa e vem aquele monte de “médico” que sabem como resolver tudo; “faz isso”, “faz aquilo” e você CURTE os comentários e ainda diz “É né, vocês tem razão!”

Quem tem razão sobre a nossa história?

Eu prefiro ter você comigo do que ter a minha opinião aceita. E isso não é submissão da minha parte. Acontece que eu procuro me esforçar pra gente ficar bem, mesmo que para isso não consigamos chegar numa conclusão em comum sobre o que aconteceu e o que podemos fazer pra resolver. Acho que nós, um com ou outro, somos capazes até demais de resolvermos as nossas discussões e briguinhas, que aliás, é quase sempre pelo menor dos motivos.

E entenda, não estou falando pra não ouvir as pessoas, pra não desabafar e não considerar opiniões, muito menos que eu estou certo, que “eu sei como resolver”, nada disso! Estou pedindo pra que acima de tudo lembre-se do quanto me conhece, do quanto nos gostamos e que com isso não se deixe influenciar por pessoas que podem até ter ~a melhor das intenções~ mas que no fundo não sabem realmente o que aconteceu. Considere as opiniões, mas tenha as suas conclusões.

Tuas amigas, algumas delas você sabe, totalmente invejosas com a nossa história, são daquelas que dizem que “homem nenhum presta, são todos iguais”, como se tivessem se relacionado com 90% dos homens do mundo todo para aí sim ter uma opinião embasada na maioria. Essas suas “””””amigas””””” não passam de umas mulheres que infelizmente ainda não tiveram sorte em relacionamentos até aqui, que acabaram convivendo com os mais perfeitos homens-óbvios (daqueles que mandam flores na tentativa de reatar ao invés de simplesmente chegar e dizer “Eu errei, me desculpa”) que nunca souberam ver beleza na forma com que caminham ou  como fazem um rabo de cavalo. Homens-óbvios que também fazem parte da parcela que  quer “pegar todas” e aumentar um número na lista das “já peguei” e que na hora dos conselhos dizem “Vixi, mano, tem uma monte de mulher no mundo, desencana dessa aí!”. O problema – e é aí onde eu fico realmente chateado – é que elas te dão opiniões como se me conhecessem como homem, como namorado.

As pessoas sentem resistência em aceitar a exceção. Automaticamente e sem argumento que justifique tal opinião, se recusam a aceitar que existe o diferente.
“Ele não é assim!”
“Ah, duvido, todo homem é!”
No fundo, todas as pessoas querem alguém diferente, mas nunca aceitam quando conhecem alguém assim. Pior ainda se esse alguém não apareceu nada vida delas e sim na de outra pessoa.

Essas suas amigas dizem pra você agir de forma x ou y como se tivesse dado certo pra elas. Que estão sozinhas. Tudo embasado em experiências infelizes, e nisso, ninguém tem culpa. Elas me conhecem pelo jeito que você diz que eu sou, mas na hora da raiva, a tua versão sobre mim não é a mais favorável – e isso é muito normal.

Sabe quando eu sei que alguém te deu algum conselho do que fazer ou de como agir? É simples, eu te conheço muito bem, eu amo você e amo a nossa história, nada mais justo do que eu saber todos os seus atalhos, de como você realmente é. E quando você chega com uma opinião que não é sua, teus olhos piscam muito rápido, às vezes você até fica ofegante, aí te pergunto: “Quem te fez pensar assim?!” e você tenta se esquivar. Pergunto porque sei como você fica quando quer resolver uma situação, quando quer reclamar de algo, você é você mesma, do teu jeito e não do jeito que as outras pessoas dizem pra você ser. E olha, não estou dizendo que você é previsível e sim que é minha obrigação te entender, te conhecer, saber como você é, e somar teu jeito ao meu pelo bem da nossa relação. O principal objetivo pra gente tem que ser a felicidade. Acho muito legal você ouvir as opiniões, porque são pontos de vista particulares que podem te fazer encontrar um equilíbrio sobre os teus, só não acho justo que deixe que as pessoas te guiem.

O fato é que eu sei que a gente sempre pode se resolver. A gente sente amor e se isso não for o bastante, com certeza é 95% de tudo que precisamos para mais dias de sorrisos.
Eu não quero você comigo pra gente competir sobre quantas vezes quem tem razão.
Você acha que eu também não ouço um monte de gente vindo me falar o que fazer e como agir? Claro que ouço! E algumas das opiniões são bem pertinentes e até me seduzem, mas nesses momentos eu paro e respiro, considero a opinião, equilibro os pontos de vista mas o amor que eu sinto por você fala mais alto, prevalece, então, eu sempre chego em você e digo: “Amor, eu só quero que a gente se resolva”.

E assim, sobre tudo que falei, contradizendo aquele famoso ditado, o resumo é: não faça o que eu digo, nem o que eu faço.

Fale e faça do teu jeito.
A primeira vez que te vi fazendo isso, foi a primeira que meu coração bateu mais forte por você.

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7 respostas em “Quem Te Fez Pensar Assim?

  1. Incrível como você escreve algo no mesmo momento em que eu estou passando pela mesma situação. Até parece brincadeira algo assim. Seus textos me trazem saudade, alegria, sonhos e me da um choque para a realidade também. Vou lendo, e a cada palavra, surge um sentimento diferente (e na maioria das vezes, bom) Cada vez me surpreende mais, parabéns!

  2. qdo eu tenho um problema meus amigos sugerem que eu reze e tenha paciencia que saberei como resolver! Eu não acho que isso seja uma má sugestão! Ou melhor, seguindo a sua linha de raciocínio eu acho que tenho verdadeiros amigos!

    • Opa!
      Excelente sugestão dos teus amigos, Paulo! Mas também não me cabe julgar o que é uma boa ou má sugestão, né. Nós sabemos os amigos que temos.
      No caso do texto, falei sob o ponto de vista das pessoas que se deixam levar por pessoas que se dizem amigos, que desejam a felicidade, mas não querem que a gente resolva os pepinos. Pessoas que dizem “Ah, esquece isso!” ao invés de “Calma, tudo vai dar certo, senta, pensa e jajá você resolve!” A propósito, teu ponto de vista me faz pensar em um dia escrever um texto do lado bom dos amigos, sobre aqueles que nos entendem e falam o que precisamos ouvir e não o que queremos!

      Obrigado pelo visita e preciso te conhecer, po!
      =)

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