Aí Me Deixei Levar Pra Ver No Que Ia dar

(atenção: post especial para maiores de 18 anos!)

Até perceber o quanto ele me chamava a atenção, não estava muito me preocupando em ninguém, ter alguém, começar história, enfim, eu estava bem sozinha e na minha. É bom sair com as minhas amigas sem a preocupação de ter que dar satisfação pra alguém, essa liberdade me faz bem. Só que eu não mando no que eu sinto, né?

Na faculdade tem um garoto que faz um tempo que observo. Ele tem um jeito diferente, não sei bem explicar, não é o perfil de beleza que tipo minhas amigas gostam, mas o conjunto dele, especialmente o jeito dele, me chama muita a atenção. Nunca tive oportunidade pra gente conversar sobre alguma coisa. Já fucei nas redes sociais dele, aliás, tem um ótimo gosto, vi os amigos em comum, são poucos, ninguém a ponto de eu tentar fazer o link entre nós dois. Isso, ninguém que eu pudesse “usar” pra isso, rs.

Só que eu já estava cansada de não ver oportunidade, eu só queria falar com ele, alguma coisa, sei lá, ver como ele é de verdade, ter certeza do que eu acho, me decepcionar, enfim, qualquer coisa que não fosse só eu olhando pra ele.
Aí ontem eu “plantei” uma situação.
Já sabendo qual ponto de ônibus ele fica na hora de ir embora, fui até lá também. Neste dia todas as salas foram dispensadas mais cedo não lembro por quê, só lembro que tinha visto ele na entrada, logo, veria na saída. Quando cheguei no ponto, que maravilha, não sabia o que falar com ele, ou seja, estava fazendo papel de ridícula para quem eu menos podia. Parei um ônibus e perguntei se passava numa rua x, só pra ver se ele me reparava. E ele reparou. Reparou tanto que parou o próximo ônibus – e eu já estava me jogando na avenida – quando vi ele voltando e o motorista gesticulando um “negativo”, demonstrando que ele deve ter feito uma pergunta parecida com a minha.
O tempo foi passando, eu olhava o celular, queria falar com alguém, mas não avisei ninguém que eu estava lá, fiquei na minha. Coloquei o capuz do moletom e cruzei os braços, tamanho o frio que fazia. Ele estava com as mãos no bolso do seu moletom estilo canguru.

Lá vinha outro ônibus e ele deu sinal. Parou e perguntou, quando parecia entrar, corri até ele e falei “Não entra agora, por favor”. Mesmo sem entender nada, ele não entrou, o motorista também não entendeu, mas fechou a porta e seguiu viagem.

“Oi, desculpa, a gente nem se conhece e me interferi na sua volta pra casa” tentei me justificar me fazendo a pior das otárias.
“É, eu me assustei um pouco, mas eu te conheço de vista da faculdade, não tem problema” disse.

Aí eu dei um beijo nele. Assim do nada! Pra qualquer pessoa pode parecer loucura, posso ter sido “fácil demais”, vadia, dane-se, com as poucas palavras dele eu me senti a vontade de fazer isso e fiz, até por quê, não é de hoje que eu reparo nele. Claro que eu não planejava fazer isso, mas talvez a minha ansiedade tenha gritado nessa hora a ponto de ser incontrolável.

“Me desculpa, você deve me achar uma louca agora, mas eu não sei bem explicar o que aconteceu”.
“Tu… do bem, agora eu fiquei mais assustado ainda, haha, mas acho que faz sentido, não esquenta. Vamos tomar um café ali?”. Concordei e fomos.
Depois de um muito tempo conversando, dando várias risadas, estava ficando tarde já e pra piorar – ou não – começou a chover muito.
Ele me mostrou ser aquilo que eu imaginava: agradável e uma companhia daquelas que a gente não quer ficar longe, sabe? Além de divertido e com um jeito que me arrancava suspiros aqui e ali. Oi, voltei pra 3ª série!

“Você trabalha amanhã? Já tá tarde, e parece que essa chuva não vai acabar tão cedo.” me perguntou.
“Não, eu não trabalho, e é, pelo jeito, vai demorar mesmo!” respondi.
“Que bom, eu também não! E se a gente ficasse ali naquele Hotel?” Sinceramente, eu me assustei com a pergunta, mais ainda com o “que bom”, claro que estava sendo legal estar ali com ele, mas sei lá né, a gente mal se conhece – apesar de eu querer ter conhecido faz tempo – seria muito estranho eu aceitar passar a noite com ele assim já de cara.
“Ah, ok, pode ser, contanto que a gente saia cedo, tudo bem!” Aí eu aceitei. Ele sorriu e falou “Então vamos!”.
Saímos da cafeteria, atravessamos a rua com uma mão na cabeça nos protegendo da chuva e a outra dada um ao outro. Entramos no Hotel, ele escolheu o quarto e subimos.

Entramos, começamos a achar graça em fuçar nas coisas, entre um beijo e outro, já “acostumados” um com o outro, deitamos e ligamos a TV. A ideia realmente era ficar lá até que os ônibus voltassem a passar e a chuva parasse. E posso falar? Eu estava me divertindo muito! A gente ria de tudo na TV, tudo era piada.
Aí ele começou a me fazer um ataque de cócegas e na tentativa de fugir disso, esmaguei o controle e desliguei a TV. Aí ficamos quietos por um segundo, pouco, mas o bastante pra percebermos que ainda chovia.

“Onde está o controle?” me perguntou.
Puxei pro meu lado e o beijei. Começamos então a nos beijar ainda mais, beijos fortes e longos. Todo o frio que fazia já não existia mais. Nos reviramos na cama, o controle caiu no chão e lá mesmo ficou. Não conseguíamos ver um ao outro. O quarto era bem escuro e já se passava das 2hs da madrugada. A trilha sonora era o barulho da chuva que não parava.
Ele subiu em cima de mim. Eu já estava sem moletom quando ele se debruçou sobre mim, vindo até meu rosto, mordendo lentamente meus lábios e apertando a minha cintura. Fazia força com as pernas, era uma pressão boa que estimulava meu corpo inteiro. Sensação curiosa. Procurei não limitar, gosto de ver até onde vai a brincadeira. Ele sabia muito bem como fazer cada coisa, levantou minha blusinha, me erguou o corpo e a tirou de mim. Me beijava e abraçava no mesmo tempo em que “desprendia” meu sutiã. (Pausa: Ele sabe desprender um sutiã!) Enquanto isso eu tirei a camisa xadrez dele (amo!), botão por botão. Queria estar vendo como isso estava acontecendo, comecei a pensar na loucura em que me envolvi, eu só queria conhecê-lo melhor e do nada eu estava num quarto de Hotel com ele. Mas estava tudo muito bom, e o melhor, tudo muito especial.
Ele tirou minha calça e delicadamente a minha calcinha. Voltou e beijar todo o meu corpo,  começando pelas minhas pernas que tremulavam de excitação, eu já estava entregue àquele momento, deixei rolar. Veio beijando todas as partes e articulações até parar na minha virilha. “Meu deus, não lembro a última vez de ter ido na depiladora!” Foi o que eu pensei na hora que percebi que ele parou. Quando me dei conta eu já estava me contorcendo na cama. Ele não demonstrou nenhuma agressividade, e sim, muita intensidade, o que é beeem melhor. Beijando minha virilha se aproximou da minha região mais íntima e aí perdi as forças. Movimentos circulares com a língua, dosagem ideal na intensidade da pressão. Aproveitava para pressionar meu quadril. Indicou que queria distanciar minhas pernas uma da outra. E eu deixei. Se for pra viver, que seja pra valer!
Naquela hora eu já estava com o corpo acima dos 200 graus, sei lá, fazia muito calor, mas eu não queria que parasse! E ele continuou, pacientemente, até eu começar a gritar. Quando isso aconteceu, subiu mais em meu corpo e eu já o arranhava com todas as minhas unhas com esmalte velho recém feitas. Não dava pra controlar! Parou nos meus seios e enquanto revezava beijos em um, apertava o outro, e a soma disso, mais a noite doida que eu estava vivendo, a ansiedade pela situação, a chuva, dormir fora, hotel, sair mais cedo da aula, tudo contribuía para que eu saísse de mim! Engraçado, parecia que a gente se conhecia a muito tempo, não sei explicar, era uma sintonia muito boa e eu não me senti insegura, eu estava bem e muito feliz em todos os instantes! Notei que ele estava ficando cansado, já estava também suado e veio me beijar. Meu corpo nu e ele de calça. Nos beijamos lentamente, na velocidade perfeita para a respiração voltar, até que eu indiquei que queria ficar por cima. Não víamos nada um do outro, rostos desconhecidos naquele momento. Não sei da onde tirei força mas eu não queria parar de viver aquele momento. Comecei a beijar seu peito, e continuei o arranhando, amo gosto muito de fazer isso, mas é meio involuntário também.

A chuva não parava e eu também não queria que parasse. Tirei o cinto, desabotoei e no mesmo momento que tirava a calça dele, tirei a cueca. Senti que ele se arrepiou como se não esperasse que eu fizesse isso de uma vez. Gosto de fazer surpresas! Tirei tudo e ali estavam nós dois, corpo com corpo. Me aproximei da parte íntima dele e sem muita demora, distribuí beijos pela coxa enquanto o estimulava com uma das mãos. Revezava entre uma mão e outra, beijos aqui e ali, tão bom quanto ter prazer é dar prazer. Então aproximei minha boca e comecei. Movimentos, intensidade, saliva. Momentos assim não requerem força, mas sim a medida certa de intensidade. Aumentava a velocidade enquanto o ouvia ofegar, ele também já parecia estar entregue ao momento. Passeei minha língua lentamente e finalizava com um beijo molhado. Repeti isso algumas vezes. Em um certo momento ele colocou uma das mãos na minha cabeça mas foi prontamente punido quando eu parei, deixando claro que aquilo é deselegante e tínhamos um acordo silencioso: ou ele parava, ou parava eu. Ele é inteligente, gosto assim. Continuei e meu cabelo na sua pele só contribuía para o aumento da excitação, ele puxava o lençol da cama. Eu não parava, eu aumentava a intensidade, alternando a dosagem. Parei e subi seu corpo distribuindo novos beijos.

“Você tem?”
“Tenho!”.

Foi o bastante, alguns segundos e sentei sobre seu colo, orientei a penetração e a nossa respiração aumentou juntos. Cima, baixo, força, ele colocou as mãos no meu quadril e eu coordenava os movimentos. Força, mais força, comecei a gritar, estava fora de mim, é uma sensação inexplicável. Ele me tirou de cima, veio por cima, afastou minhas pernas e fez felicidade. Força, com força, esquece essa de intensidade, força, tudo que eu queria era força, ele entendeu e continuava, eu gritava, alto, GRITAVA, ALTO, MAIS ALTO, dane-se o Hotel, ALTO, MAIS ALTO! Os dois exaustos, embora felizes, mudamos de posição. Ele se levantou e me estendeu a mão, fomos nos beijando para perto da janela e a abriu 5 centímetros, o bastante pra ter luz dentro do quarto. Me orientou a me inclinar na janela, entendi e o fiz. Pernas novamente afastas, os dois de pé, uma linha de luz de chuva, mas na cintura e uma nova penetração, velha sensação de prazer inenarrável. Eu tinha a visão da rua, ninguém passava naquela hora e eu não fazia ideia de qual era. Olhava para pra dentro, queria vê-lo nos movimentos de frente e trás, notei que ele estava com a cabeça para o alto, como se buscasse mais força e eu voltei a olhar pra frente. Grito, voltei a gritar, essa posição é muito boa, não lembro de ter ouvido mais a chuva, grito, só grito!
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH…


..
Comecei a me tremer infinitamente. Meu corpo inteiro amoleceu. Nos abraçamos na mesma posição. Respirávamos com muita força como se buscássemos oxigênio em algum lugar. Corpos molhados, os dois, exaustão, combustão, não sei, tudo que for de pressão. Me vi rendida àquela sensação. E ele também. Me virei pra ele, encolhida, ainda tremendo. Ele me abraçou e fomos até a cama onde deitamos. Ficamos lá, sem falar nada. A janela continuou sutilmente aberta. A chuva não parou. Demorou até eu me recompor, e quando aconteceu, olhei pra ele e vi a luz que vinha da rua traçando seus dois olhos. Foi uma das coisas mais bonitas que já vi. Ele sorriu e:

“Eu já te conhecia, eu já reparava em você, eu já queria ter falado com você, eu já vivi algumas histórias nossas em sonhos meus, eu já imaginei como seria legal ter você nos meus dias. Olha, eu já quis tanta coisa com você, mas agora, eu só quero continuar aqui,  prolongando este nosso momento. Eu não quero saber de mais nada além de saber se você está feliz, porque o que eu estou sentindo está escancarado no sorriso que vou dar agora: =)”

Olha, eu não se lidar com esse tipo de coisa. Eu não esperava ter alguém na minha vida tão cedo, fazia muito tempo que não me relacionava com alguém, estava numa fase minha, curtindo a mim mesma. Aí vem a vida, me empurra e olha o que eu sou obrigada a ouvir depois de viver o que eu vivi naquela noite?

Não vale aqui contar detalhes do que aconteceu depois, o fato é que logo mais a gente completa 1 ano juntos.
E felizes.

São as oportunidades que constroem a vida.

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