Daqui de Cima Eu Vou Me Jogar Sem Medo

Quanto mais você acha que sabe o que quer, mais a vida te surpreende como se chegasse na sua frente dizendo: “Hey, pare de planejar as coisas, pare de organizar seus sonhos, pare de querer que eu faça seus desejos! Confie em mim, faz a sua parte que com certeza farei a minha”. E sabe que isso é uma das coisas mais legais que podem acontecer?

É bom sentir o frio na barriga, mas é ainda melhor tê-la aquecida por outra.

A questão da urgência, do susto, do “não esperava”, do “sério que comigo?”, do “sério que por mim?”, preenchem nossos dias e não por acaso. São essas questões que nos estimulam a refletir sobre o que estamos vivendo, afinal, se existe pergunta na cabeça é porque existe uma possibilidade a ser considerada, não é mesmo? E as possibilidades, todas elas, existem pra gente observar as coisas de outras maneiras.

Pelo amor às tentativas infinitas de felicidade é que atravessamos os dias.

A gente tenta aqui, erra ali, acerta acolá, mas continuamos sempre dando o segundo passo.
Tem gente que julga a gente, né? “Ah, você faz tudo rápido demais, deveria fazer x ou y”, “ah você é lento demais”, “ah você espera que façam demais”, todo mundo cheio de receita de como ser como se ninguém precisasse de um empurrãozinho pra pular no mar.

Viver é um salto no mar de olhos fechados.

A gente fica na ponta da pedra, olha lá pra frente, olha pra baixo, cria coragem, pensa se vale a pena o risco, vê como o mar é bonito, imagina como deve ser a boa a sensação de entrar naquela água com ondas que fazem músicas quando beijam nas pedras, aí a gente salta. Os segundos que precedem a queda são equivalentes aos segundos de espera por uma resposta, da aproximação de dois corpos, do deslizar de um beijo, do afastar de cabelos no rosto. Aparentemente são só segundos, remotos segundos, mas eles mesmo assim tão rápidos são capazes de tornar especial tudo aquilo que era chamado de simples.

Bobagem é acreditar que existe receita pra ser feliz. No entanto, o interessante é acreditar que a tristeza só dura enquanto a gente quiser. Pra que tenha mudança, é necessário que a gente queira. Uma joaninha não pousa na sua mão se você não estiver apto à recebê-la, se você não demonstrar que está confortável para que ela possa chegar e desfilar pelos dedos.

Chega uma hora na vida – e isso depende de pessoa pra pessoa – que a gente simplesmente esgota de sofrer tanto. A ficha cai e somos forçados a entender que: ou mudamos as coisas ou elas continuarão iguais, sendo cicatrizes que nunca fecham. A ideia aqui é falar por A + B que juntos podemos entender alguns pontos de vista sobre o que é aproveitar a vida e tudo que ela nos tem a oferecer. Junto de quem só vocês sabem quem são.

Se você é das pessoas quem não tem paciência para falar sobre o coração, muito provavelmente você não tem um.
Ou nunca usou.

É difícil termos que conviver com a gente mesmo. É difícil acreditar que se partimos do princípio que somos responsáveis pelo que fazemos e pensamos, porque fazemos tanta coisa errada e pensamos tanto em coisas piores ainda? Talvez seja uma questão de reaproveitar o tempo. Uma questão de saber valorizar quem e o que nos valoriza, saber correr atrás de quem deseja o nosso abraço, saber responder “=D” na sinceridade e saber parar com o “:)” por conveniência.

Em um mundo onde os sorrisos são descartáveis, sábios são aqueles que encontram fascínio no privilégio de ter por quem, com quem e para quem sorrir.

Há um mar inteiro ansioso pra receber o seu salto.
Feche os olhos.

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