Você Quer Soluções ou Uma Plateia?

A gente sempre precisa, pode até não estar fazendo falta agora ou sei lá, pode não ser um motivo tão gritante hoje, mas no fundo, todo mundo precisa, e mais, todo mundo quer um alguém pertinho, respirando no pé do ouvido, fazendo o corpo se arrepiar e nos arrancando um riso infantil e sincero de canto de boca.

Tem as pessoas que gostam de fingir que não precisam. Rio delas, porque pra mim elas são as mais fracas e mais carentes neste sentido, só que elas não gostam de demonstrar isso.

Parece que é defeito demonstrar carência. Sendo que independente da pessoa, todos nós somos em algum momento da vida.
Não costumo confiar na distribuição escancarada de sorrisos por todos os cantos. Ninguém é morada da felicidade. Como já pensei tempos atrás, somos e seremos uma perfeita gangorra… E isso deve ser respeitado.

No mundo em que vivemos, demonstrar uma sensibilidade particular é um crime inadmissível, se você for homem então, prepare-se para ter dedos apontados à você acompanhados de afirmações do tipo: “Cara, você é muito gay!”, “Nossa, mas só escreve coisa de bichinha!”, sabe? Faz parte. Mas você não precisa se sentir reprimido ou discriminado por isso, por um simples motivo: As pessoas que te dizem isso são as que mais leem escondido o que você escreve. Afinal, se eles te julgam dessa maneira, é sinal que leram o que escreveu. Entenda.

Esse mundo está carente de pessoas realmente carentes.

Além das pessoas que fingem carência para ter audiência, há também as outras pessoas que sofrem por tudo que entende ser um motivo. Não me cabe definir o que de fato é carência ou não, mas há um bom senso a ser respeitado que algumas pessoas não respeitam. Com qual objetivo? Elas querem atenção. Elas querem ser reconhecidas, querem ser um motivo a mais para ter vida nesse mundo além de só mais um pessoa. Por isso, ela parece planejar o que escrever nos lugares para demonstrar – infantilmente – que não está bem. Ela espera uma chuva de: “Conta comigo, fica bem!”, porque aí ela vai se sentir querida. Essas pessoas não tem culpa de serem assim e nada vai mudar isso a não ser o decorrer dos dias; a lágrima assumidamente escorrida e o sorriso honestamente dado.

É mais fácil encontrar corações de pelúcia do que pessoas com coração.

Há uma motivação contundente que me convence de que as coisas mudam: a lei do plantou, colheu. Penso pelo princípio de que todas as coisas que fazemos na vida possuem uma interligação, afinal, nós protagonizamos todas os momentos das nossas vidas, dos que gostamos e dos que não. Dada a nossa participação nisso tudo, vale a reflexão sobre como estamos nos comportando diante delas. Não quero convencer ninguém da minha tese, mas eu acredito que se  a coisa A não deu certo, talvez tenha sido porque na coisa C eu fui deficiente em algum momento. Talvez.

É um erro buscar a felicidade suprema, nós precisamos é do equilíbrio da vida, recheada de lições, com cobertura de “aprendi”, “errei” e “vou tentar”.

Sejamos práticos. Se até hoje nenhum relacionamento seu deu certo como esperava e queria, pense sobre todas as outras coisas que tem feito na vida. Pense sobre você no trabalho, na família, com os amigos. A gente não precisa ser perfeito em tudo, mas cabe a nós mantermos as coisas devidamente equilibradas, ainda mais se pensarmos que a vida dá pra gente o que precisamos e não o que queremos.

E eu sei, é uma droga ter que pensar sobre a gente enquanto a vida parece correr a vontade de ter uma ligação de “estava com saudades” só aumenta. Só que tudo isso faz parte, ainda mais, por não podermos controlar o relógio dos nossos dias.

É importante sermos sinceros com nós mesmos. Se não está bem, não forje o sorriso; Se não tem motivos pra reclamar; não cave motivos. A vida é muito sincera – o que não significa ser justa – e o nosso papel com ela é muito simples e efetivo: que sejamos mais coração e menos frases de efeito.

Acho o termo “auto-ajuda” pesado e psicológico demais, prefiro chamar de “abraço por palavras”, nos quais, todos precisamos, inclusive eu mesmo. E já me faz um bem muito grande ser quem dá o abraço.

Todo mundo precisa e todo mundo quer dividir o edredom e bater os pés com meias numa noite de inverno. Todas as pessoas, sem exceção!
Talvez seja só uma questão de ver o que você tem feito para merecer isso, talvez devemos perceber se não estamos supervalorizando as dores dessa vida, ou, talvez, devemos perceber, aceitar e respeitar que tudo não passa de uma questão de tempo e que varia de pessoa para pessoa.

Na falta de saber o que fazer, podemos começar acreditando que o melhor está por vir.

*título especialmente inspirado na música “Felicidade Relativa” da extinta banda Fullheart.

Anúncios

Uma resposta em “Você Quer Soluções ou Uma Plateia?

  1. Voltando a comentar,pq sempre leio do celular e não consigo comentar rsrs.Adorei o texto,super verdadeiro e a carência com certeza existe,não é algo invisível nas nossas vidas,acho q todo mundo um dia,alguma hora já sentiu ou irá se sentir assim mas o melhor a fazer é seguir em frente e plantar certo pra colher algo maior.=) bjoo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s