Que a Palavra Mais Falada Seja a Mais Sentida

Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=0b-cazkmLnU

#POSTESPECIAL

Amor.
Neste momento eu só quero falar sobre amor. Depois explico por quê.
Amor é uma das palavras que menos usei em todos os textos do Um Travesseiro Para Dois. Não fiz uma auditoria e pode até ser que ela já tenha sido bem citada, mas tenho certeza que em menos quantidade com relação a todos os outros sentimentos. E foi de propósito.
Amor todos nós sabemos que precisamos e que é o mais belo sentimento que existe, mas e todos os outros? Minha “preocupação” aqui é escrever sobre momentos que a gente vive todos os dias e não só sobre amor, pois ninguém vive só de amor.

Só que agora eu quero falar somente dele e tudo que o envolve.
Penso que não há uma definição precisa sobre o que é amor. Não há uma explicação que convença à todos, não há uma verdade absoluta, não há uma síntese. É um sentimento absolutamente involuntário e complexo no qual cada um vive e interpreta de uma forma diferente. Há o amor pela família e amigos, amor pelo trabalho, pelo lazer, mas aqui, agora, quero falar sobre o amor por alguém especial.

Convido você a pensar em um alguém especial que sinta um amor único. Seria divertido também, se conseguisse pensar em todas as outras pessoas que já foram especiais em uma fase da sua vida, só não vale resgatar a saudade, deixa ela pra lá. Só quero amor.

Amor pode ser isso que estamos fazendo: relembrar com carinho de alguém que nos fez tão bem, que independente do motivo do fim, nos fez um grande bem, nos mostrando coisas novas, nos ensinando, nos desafiando, enfim, compartilhando parte da própria vida com a nossa. Amor pela pessoa.
Há quem diga que amor só se sente uma vez. Será? Respeito, mas é difícil imaginar. Prefiro acreditar que a gente ama várias vezes na vida, de formas diferentes pois o amor possui licença sentimental para ser vivido de novas e diferentes formas.

Aqueles que tentam definir e julgar o amor, na verdade não o sentem.

São colocadas na cruz as pessoas que amam rapidamente. Atenção, vale o raciocínio: O que é amor rapidamente? Quem determina a velocidade com que as coisas acontecem? Desde quando o senso comum é referência sobre o coração? Reflita. Trocar de amor, ter um amor novo é o tipo de coisa que pouca gente aceita, é absolutamente inacreditável e incompreensível. Talvez por isso seja amor, né? Vale outro raciocínio. Se fosse algo previsível, com data de validade, com começo, meio e fim, com definições, com qualquer coisa que pudesse restringí-lo, eu acredito, não seria amor, seria qualquer outro sentimento.
Sejamos práticos. O que é a saudade? A saudade é a falta daquilo que já tivemos. FIM. Pode até existir novas formas de dizer a mesma coisa, mas daremos voltas e chegaremos à mesma conclusão.

E o amor? O que é o amor? Quem pode responder? Quem pode julgar?
Penso que este sentimento é mais complexo pois envolve uma fase em que está sendo vivida, envolve uma nova forma de ver as coisas, envolve a beleza pelas coisas que nem todos veem, envolve uma vida nova. Exemplo: Pode ser chamado de amor aquilo que se sente quando a pessoa não consegue se tranquilizar sem se certificar que a outra pessoa está segura em casa? Pode ué, por quê não? Quem gosta se preocupa, certo? Todo mundo quer alguém que se preocupe com a gente. Também pode ser chamado de possessividade ou como dizem na gíria: ser grude. E quem está certo? Qual livro podemos confiar? As pessoas mais velhas, em tese, mais sábias, podem nos convencer? O amor de escola não era amor real? Mas crianças não são mais sinceras? Depois que crescemos não estamos mais certos do que pensamos e sentimos? Mas adultos não pensam demais e sentem de menos?

Percebe o looping? Este, repito, é meu ponto de vista, profundamente variável dado a complexidade do sentimento, mas você tem todo o direito de ter o seu e ser o contrário.

É justamente essa magia toda que envolve o amor e é o motivo por acordarmos todas as manhãs. Nós curtimos fotos na internet de frases bonitas sobre o amor, nós achamos bonitinho casais antigos pelas ruas, nós lemos blogs que falam sobre coisas bonitinhas (Obrigado! <3), nós cantamos juntos com os refrões mais melosos,  nós assistimos aos filmes mais românticos, nós choramos por esses filmes, nós somos incontroláveis, nossos sentimentos são, o amor é. Evidente, essas coisas acontecem mais com quem está vivendo uma fase de amor por alguém.

Pense sobre qual outro sentimento a gente fica na dilema pra falar x ouvir. “Ele me disse eu te amo!“, “Ela parou de falar eu também e disse eu te amo!“. A gente celebra esses momentos. Comemoramos como se nada mais fosse importante na vida, dane-se tudo, ouvimos alguém revelar que nos ama, ouvimos uma pessoa dizer que além de cuidar da própria vida, agora está disposta a cuidar da nossa, e mais, ela ama fazer isso, ela ama cuidar da gente, ela faz por amor. Louco, não?
Mesmo na ansiedade em momentos como esses não há uma certeza se podemos chamar de amor. Neste caso, o senso comum, faz sentido, e por questão de amostragem, nos comprova que é algo próximo do que em geral as pessoas consideram amor.

Terminar com alguém por não se sentir no mesmo nível. É amor? Terminar com alguém por achar que a pessoa merece mais. É amor? Terminar com alguém dizendo: “Você gosta mais de mim do que eu de você!” É amor? Se diz tanto que ama, por quê terminou? Seria o desdobramento mais fraternal e angelical que se tem notícia do que é o amor por alguém? Quem está certo? Por quê alguém deve estar certo? É, as coisas simplesmente acontecem e quando o momento é o do fim, tudo que a gente faz é se desesperar em busca de uma resposta que nos traga alívio. Mas precisamos desse alívio? Será que não seria mais proveitoso mudarmos a vida, comprarmos roupas novas, mudar o visual, se permitir encontrar um novo amor ao invés de ficar querendo entender o amor passado? Se a gente entender, vai mudar alguma coisa? A pessoa vai voltar? Nascerá amor nela? Será que não esperamos o amor dela da mesma forma que sentimos? Mas aí não seria uma “manipulação de sentimentos” e não estaríamos vivendo em troco de alguma coisa? Atenção para não confundir reciprocidade com ansiedade. Será que toda essa teoria se concretiza na prática? Olha, dá pra perder o ar só de pensar. Falar de amor envolve mais sentimentos do que se pode imaginar.

Vou dividir um pouco do meu ponto de vista sobre o amor.
Primeiro eu acredito que amor não tem explicação. Ponto. Segundo que cada pessoa sente de uma forma diferente. Ponto. E terceiro, que se fosse fácil de entender milhões de bandas e artistas não existiriam, livros não seriam vendidos, novelas não seriam escritas, bombons não seriam criados, flores morreriam, abraços seriam mais curtos, beijos seriam públicos, bebidas não seriam refúgio, corações não seriam de pelúcia, laços não seriam dados, poesias não seriam escritas, estrelas só seriam estrelas, lua, céu, vento, mar, sol e chuva seriam só “coisas legais”. E nós sabemos que dentro do amor todas essas coisas possuem valor especial.

Valor. Amor. Valor. Amor. Valor. Amor. Valor.
Penso que são coisas que andam juntas. Melhor alguém que nos valorize do que alguém que diga que nos ama, melhor alguém que nos convença do que alguém que gaste dinheiro com a gente, melhor alguém que se esforça do que alguém que nem tenta, melhor alguém que chore na nossa frente do que alguém que diz gostar de comédia romântica.

Com amor tudo fica melhor. O beijo tem um novo sabor, o abraço é o melhor lugar do mundo, o sexo é um momento único onde dois se sentem um só, a risada é mais gostosa, a saudade é cada vez mais urgente e incontrolável, os fins de semana passam mais depressa, os perfumes ganham voz, as poltronas do cinema se tornam nossa cama, as filas podem demorar mais, as escadas rolantes não precisam parar, o elevador pode demorar, o ônibus pode não passar, o dinheiro pode até acabar, o frio pode congelar, o sol pode queimar, o vento pode levar, a chuva pode molhar… Só o amor transforma, só o amor constrói, só o amor revigora, justamente por ele ser inexplicável. O amor foi criado para ser sentido e não explicado.

Não há regra, não há receita, não há conclusão. O amor sobressai diante de tudo e todos. Quem nunca chorou aprende a chorar, quem nunca se desculpou aprende a se desculpar, quem nunca errou aprende a consertar. Ele é quem manda. Diante do amor nós não somos nada além de máquinas prontas e submissas à ele, que nos guia, que nos diz sobre o que rir e sobre o que reclamar. E ele é tão sincero.

Vejo mais ou menos assim.
Amor real é o amor que a gente sente, cada um de foma diferente. Fim.
E melhor do que falar “mais amor por favor”, é falar “mais amor pelo valor”.

Deixo meu amor pra você aqui,
Márcio Rodrigues.

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Pessoal, 
Obrigado por tudo até aqui, pela companhia e pelas incríveis palavras! O melhor está por vir e tudo é especial se quisermos que seja!

Este é o 200° POST NO UM TRAVESSEIRO PARA DOIS e espero que tenham gostado!

Foi escrito com amor.

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2 respostas em “Que a Palavra Mais Falada Seja a Mais Sentida

  1. mais é um lindo e muuuuuuuuito querido esse Má!
    fico besta em ver o qto você se supera cada dia mais com esses textos,
    colocando as palavras certas em tudo que sentimos,
    parecendo que entrou em nossas mentes, em nossos corações.

    muito obrigada por cada texto, já me ajudaram e muito!
    e parabéns Má. um beijo da hellô de umuarama. :D

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