Resultado de um “Vamos Marcar de Sair?” e Finalmente Sair

A gente se via às vezes.
Ou melhor, eu a via às vezes, porque ela nem sabia da minha existência.
Reparei que ela usava camiseta de bandas que eu gosto. E disso, eu gostei ainda mais.
Só que eu sou assim: tenho vergonha até de elogiar. Que negócio estranho. É que sei lá, esse mundo anda tão louco que até o fato de elogiar alguém pode parecer que você possui segundas intenções. Não que eu não tivesse com ela. Mas enfim, rs.

Carência é ver em um elogio alguma outra intenção além de ser elogiado.

Comecei a encontrá-la mais vezes. Nas mesmas e corriqueiras situações de transporte coletivo.
Meio que tinha virado uma rotina, pois era impressionante: quase todo santo dia (não, espera… “santo” não porque ela não é tão religiosa assim), quase todo dia, (agora sim!), a gente se encontrava, e sabe sobre o que conversávamos? R: NA-DA. Ué, eu dentro do meu direito de ser tímido, e ela no direito dela de não fazer nada, afinal, tenho minhas dúvidas se ela sabia que eu existia… Na minha cabeça, aquilo tudo só existia pra mim, tendo em vista que eu nunca reparei se ela olhava pra mim, ou melhor, ela até olhava, mas só quando eu já estava olhando e praticamente “secando”, sabe? Eu não sei lidar com flertes. Que bagunça!

Paciência é a cereja da vida.

Depois de tanto tempo com a gente se encontrando sem querer (pausa: confesso que muitas das vezes que nos encontramos, eu forcei isso hehe, corria pra estar no lugar de sempre na hora de sempre!) finalmente resolvi tomar alguma atitude, porque olha, pelo jeito que as coisas caminhavam, nosso destino seria se conhecer tão bem a ponto de decorar a roupa um do outro, mas, sem nunca falar um “oi”.

Pela falta de tentativa é que não se deve morrer nessa vida.

Esperei a oportunidade ideal e fui conversar com ela. Os assuntos eu nem quero lembrar direito, e pra ser sincero, nem lembro exatamente direito, porque eu fiquei tão nervoso com essa ansiedade de falar com ela, de ouvir a voz, de poder falar um ‘oi’ e talvez ganhar um beijo no rosto de brinde *-*, que eu praticamente congelei no mesmo lugar. Tá, exagerei totalmente um pouco. ÓBVIO que eu lembro de como foi, do jeito que eu falei e de como eu fiquei.
Ela foi muito simpática. Trocamos e-mails e contatos na internet para continuarmos a conversa. Lembro que no dia seguinte eu fiquei desesperado, mal dormi, mal comi meio ansioso para falar com ela de novo. A vida sorriu pra mim, e pela internet, voltamos a conversar. Falávamos de amenidades, nada muito profundo e não dei detalhes das minhas intenções, na verdade eu nem sabia o que falar sobre intenções. Como sempre, sem novidades.
Conversamos algumas vezes durante a semana e eu até que mencionava uns ousados “vamos marcar de sair” tirando coragem sei lá de onde pra falar isso, e ela respondia uns elegantes “vamos, claro!” que óbviamente, como 90% das histórias das pessoas, nunca saíram do papel. Ou do computador.

A gente pode até não ter uma vida surpreendente, mas podemos fazer com que seja uma vida recheada de surpresas.

Depois de mais uma conversa virtual, e as minhas esperanças de qualquer outra coisa indo pelo ralo, fui dar uma dormida. Era umas 19hs de sábado.
Até que a vida (olha ela aí de novo!) sorriu pra mim caprichosamente, foi até minha cama e falou: “HOJE TEM!”, ou em outras palavras, foi quando meu telefone tocou, e adivinha? Era ela: uma moça vendendo cartões de crédito. Sério.
Aí o mundo deu voltas, a  vida =D e o telefone tocou de novo: “Meu, você falou que queria fazer alguma coisa, vamos sair agora?!” Não posso comprovar, mas eu senti que o meu semblante naquele momento foi o mesmo de quando a vi pela primeira vez. Vez ou outra eu penso em tatuar “Vamos sair agora?” tamanha a surpresa e alegria pela atitude dela! Eu achei sensacional o fato dela querer me ver e ir atrás de mim, sem ficar naquela ladainha de “os homens tem que vir atrás”, (até porque se ela esperasse, no meu caso, nos encontraríamos num asilo qualquer um dia!) ela sentiu, quis sair, ME LIGOU e fim. Honestíssima, mais mulher que muitas que eu vejo por aí postando foto na internet pra ganhar like, já que abraço não vai ganhar.
Respondi: “Sim, claro!”, meio sem entender direito, e já fazendo mil planos do que fazer, pra onde sair, a que horas, se eu tinha dinheiro, se eu teríamos como voltar, se eu tinha roupa legal, se meu cabelo estava bom, essas coisas de menina qualquer pessoa ansiosa.

Criativo, sugeri uma passeio surpreendente: irmos ao cinema.
(Por quê????????? Meu cérebro gritava escandalosamente!)
“Jura que é isso que você vai me chamar pra fazer?” tenho 99% de certeza que ela pensou algo do tipo. MAS UÉ, era um sábado a noite, convidar pra ir em um restaurante tailandês é o que eu não faria. Por óbvias questões financeiras.

SAÍMOS! Ela estava bem bonita, eu lembro.
Pra mim aquilo tudo era um sonho doido. Comecei a lembrar das primeiras vezes que nos vimos – ou que eu a vi! – e de todas as outras que eu queria falar com ela sem nunca ter coragem.
Na sala de cinema, nos beijamos! ♥ Olha, pode escrever, foi um dos momentos mais especiais da minha vida.

Depois de tudo isso, a gente resolveu deixar as coisas mais sérias, se é que me entendem.
Mas não durou muito tempo, e como na maioria das vezes da minha vida, ela que quis dar um fim, alegando que éramos muito diferentes e que não ia fazer bem pra gente. Foi algo que eu não entendi direito, afinal, o que a gente busca na vida são pessoas diferentes da gente, pois se for pra encontrar alguém igual, que fiquemos com nós mesmos. Mas o que eu podia fazer? Pedir pra voltar? Pedi. E o que ela poderia fazer? Pensar melhor e dar uma chance pra gente? Não pensou nada e não deu chance coisa nenhuma.

Hoje ela tem outro namorado.
E eu tenho uma história muito especial pra contar, que aliás conto com o maior =D no rosto.

CURTA: http://www.facebook.com/umtravesseiroparadois

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