Como é Que se Diz Mesmo?

É, como que faz?
Não lembro direito como eu fico e o que eu tenho que fazer quando acho que estou começando a gostar de alguém. Que confusão, meu deus!
Mas é assim que funciona, né? A gente fica bem confuso e os sentimentos começam a virar uma salada fazendo com que uma hora a gente sinta uma coisa, e ali em outra, a gente sinta algo completamente diferente. Que loucura!

E o que seria de nós se não fosse a loucura que nós mesmos criamos?

Acho que estou começando a entender.
Quando a gente gosta a gente fica bobo, né? Isso mesmo! A gente fica! A gente começa a achar graça em coisas que nem sequer percebíamos, tipo o jeito que um bebê ri no colo da mãe ou na música que o cobrador de ônibus canta assobiando. É engraçado porque tudo vira motivo de festa e até o que não é, a gente transforma em pelo menos algo positivo pra lidar de uma maneira mais gostosa.
Esse negócio de gostar faz bem.

Quando a gente menos entende é quando mais estamos sentindo de verdade.

Aparentemente é sim.
Porque tipo, se eu soubesse exatamente o que estou sentindo e como me comportar, eu poderia me poupar e calcular mais as minhas atitudes, aí acho que não seria tão legal no fim. Nessa fase a gente gosta de ser brega mesmo, dane-se. A gente quer passar o dia trocando mensagens, a gente quer saber de detalhes da rotina da outra pessoa para que possamos opinar em algo, estimular em algo e ajudar em tudo. Nasce uma tal de cumplicidade.
É quando a gente se vê sentimentalmente cúmplice de alguém? Aí é sinal que as coisas estão ficando um pouco mais sérias do que diz o horóscopo.

Faz um bem danado fazer um bem a alguém.

Outra coisa legal quando a gente entra numa fase dessa são os novos prazeres que a gente aprende. Normalmente nos sentimos bem fazendo coisas que gostamos, mas aí é só a gente perceber que o coração começou a bater um pouco mais rápido por alguém que a gente começa a ficar feliz em ajudar a pessoa gostamos, mesmo que, de alguma maneira, não gostemos em nada do que fazemos. Mas só de ver alguém ali rindo por algo que a gente disse ou fez já é motivo pra ir dormir sorrindo.

Nossa, e ir dormir então?
Isso é demais! Já bate até uma ansiedade para que aconteça logo! Sabe, aquilo de comprar um montão de comidinha gostosa, escolher alguns DVDs e passar as noites dos fins de semana se fazendo de colo um para o outro, revezando a conchinha, enroscando as pernas e falando sacanagens ao pé do ouvido. Afinal, quem nunca?
Aí a madrugando chega e o sono também. Então a gente acorda torto pela manhã: meias de um lado, edredom de outro, braço por cima, por baixo, cabelo amassado, perna pra fora, perna pra dentro, frio e aquela cena embaçarada de quem dormiu e nem viu a noite passar.

E por falar em nem ver a noite passar, e o tal do relógio?
Aff, é até difícil explicar. Durante a semana ele passa se rastejando, durante o horário de trabalho, nossa senhora, se não fosse pelo Whatsapp, SMS’s, e-mail e chat, não dá pra saber como daria pra aguentar ficar tanto tempo sem trocar um carinho. Se bem que, pensando bem, por essa quantidade de meios que existem pra se comunicar hoje em dia, conforta pensar que já foi pior. Só que a gente quer sempre mais! É que quando a gente tá gostando, nada é demais. Podemos passar o dia inteiro conversando e quando a gente se vê os assuntos só aumentam. É realmente um negócio louco. Mas tão bom.

Se melhorar, não estraga nada. Melhora mesmo!

Concordo que a gente não deve se precipitar.
Às vezes esse sentimento doido não passa de uma loucura temporária, sei lá, algo bem de momento que nasce só pra movimentar a vida – e isso é ótimo. Só que esse sentimento tem total chance de se tornar algo maior e mais forte, e aí, a coisa realmente começa a ficar bem séria.
Por exemplo quando a gente começa a sofrer com a saudade que por algum motivo maior somos obrigados a conviver. Bem como quando a gente começa a ter que lidar com outros sentimentos só que não tão bons assim.  Tipo o ciúmes. E a raiva que dá ver aquela pessoa conversando com quem a gente “não gosta”? E pior, quem não gostamos muitas vezes até sem por quê. Como somos problemáticos! Mas acho que isso talvez seja uma defesa, sabe? A gente não quer que a pessoa sofra e temos o direito de não gostar de todo mundo, daí por algum motivo, que seja um motivo só nosso, a gente começa a imaginar coisas e tentamos de alguma maneira controlar a situação. É, falei bonito, mas estou falando de ciúmes mesmo. Fim.

Ciúmes não faz bem, o que faz bem é fazer bem a alguém.

Pena que a gente não consegue controlar, né?
Vai “curtir” a foto de outra pessoa, não dessa que odeio!
Vai “encontrar sem querer” outra pessoa, mas não essa.
Até que dá pra justificar essas coisas, mas isso só não pode virar algo neurótico, porque aí tudo que a gente fez de bem para a pessoa acaba se desgastando; tudo acaba se transformando em nada e não mais acrescentando e muito menos dando prazer em nada. Por isso a gente tem que tomar cuidado.

É, como que faz?
Falei, falei e falei e praticamente não saí do lugar, só poluí conceitos.
Mas isso tem a ver com aquele estágio que a gente se encontra onde não importa o que falamos, sempre vai ser pensando em alguém, por alguém, pelo bem daquele alguém.
Como é que se diz mesmo?
Ouvi falar que quando a gente tá assim tão dedicado e sentindo alguém mais presente na nossa vida do que nunca, isso é sinal de um troço chamado amor.

CURTA: http://www.facebook.com/umtravesseiroparadois

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3 respostas em “Como é Que se Diz Mesmo?

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