Digamos Que é Uma Delícia

É bom, né?
E como é bom. É tão bom que nem dá pra explicar direito.
Fazer sexo, fazer amor, tão logo, fazer sexo com amor é tão bom que nem dá pra explicar direito.
Só que a gente precisa respeitar a nossa vida antes de sair por aí achando que “é a hora certa”. Tudo bem que não há uma certa, tipo: “Daqui a 1 mês vai rolar”, porque aí pode acontecer na próxima meia hora. Mas é importante ter consciência de que se tudo tem sua hora, a primeira vez de momentos como esse nos quais a gente vai lembrar pra sempre, também tem a sua.

Mas que é bom, ah isso é.
O descompromissado tem o seu fetiche.
Aquele negócio inesperado que isenta a gente de ficar com remorso depois ou com o sentimento de ter que fazer algo, algum agrado, sei lá, alguma coisa. Aquele que a gente faz quando dá na telha, que a gente faz só por ouvir o corpo gritando, que a gente faz no primeiro encontro (qual o problema?), ou até mesmo quando é organizado e a gente consegue marcar os detalhes, dia, hora e lugar. Faz bem para o corpo, faz bem para a saúde e para a alma. A gente fica mais leve e acima de tudo mais felizes, pois nos divertirmos sem arrependimentos.

Já o compromissado, aquele de fazer parte do dia a dia, que a gente também faz com o coração, consegue ser tão bom quanto. É que ali estamos depositando muitos outros sentimentos além dos convencionais e sensoriais. Ali a gente olha no olho e pensa no depois. É tão bom fazer bem a alguém, né? Poder rechear esses momentos com algumas palavras que moram lá no coração e a gente solta assim meio sem querer só por estar sentindo com mais força que o normal.

Em ambos, há muitas coisas em comum. Primeiro porque são relativamente a mesma coisa.
Bom mesmo é quando para os envolvidos há o pensamento de que tem que ser um momento histórico e não só essa de “mais uma vez”. O limite é imposto pelos dois. São os envolvidos que determinam até onde o negócio pode fluir.
Nesse cenário, é muito bem vindo aquele puxão de cabelo torcendo a cabeça pra cima ou aquele arranhão nas costas que em qualquer outro momento da vida é horrível, mas ali é liberado, bem como o olhar dentro dos olhos falando mais do que qualquer outra palavra. Também é bem-vindo saber demonstrar o que sente, demonstrar um ao outro que há um prazer ali no meio, saber convencer de que está sendo bom, delicioso e mais que isso, de que está sendo especial.

Não deve existir preciosismos.
Se as imperfeições corporais não devem ser nunca consideradas, muito menos em momentos de sexo, de amor ou de sexo com amor. O foco é um só: ter um momento incrível e não ser egoísta, ou seja, proporcionar prazer da mesma maneira com que está sentindo, pois ali um completa o outro, um está fazendo do outro seu atalho para o clímax do corpo, para os momentos em que o corpo se queima em sensações. Não há cartilha, não há manual. O jeito com que as coisas acontecem é desenhado por quem está envolvido, o importante mesmo é fazer com vontade. Ninguém é perfeito em nada, muito menos nisso, então a saída é fazer com que os pontos positivos sobressaiam os negativos.

Sexo é dar um tapa – aquele tapa! – sem pedir permissão. E depois, dar outro. E outro.
Amor também.
Embora normalmente seja praticado como uma coisa diferente da outra, ambas se completam.
Não é porque o sexo é casual que se deve fazê-lo de um jeito casual. É claro que dá pra colocar amor ali no meio. Não precisa falar “eu te amo” mas é importante fazer com se tivesse esperando uma declaração dessas, em outras palavras, se amor é o melhor sentimento que temos, no sexo a gente tem que de usá-lo de uma maneira que represente o melhor que somos. Direto e reto: dá muito bem pra morder, puxar o cabelo, arranhar o corpo, gritar, falar sacanagens e tudo que tem direito, com amor. Até porque, se o outro não for convencido de que o que vai acontecer é bom, pode esquecer, nada vai acontecer. Para tal, nada mais justo que a sinceridade, nada mais justo que se esforçar em fazer daquele momento nu o melhor da vida de cada um.

Amor é cuidar dos preparativos, é fazer carinho com uma mão a mais, é deitar no peito depois.
Sexo também.
As mesmas surpresas do sexo casual podem ser vividas dentro de uma relação estável.
Qualquer lugar pode se tornar cenário para um carinho inusitado, uma proposta deliciosamente indecente e uma atitude escandalosamente inesperada. É a busca pelo nosso prazer e por proporcionar prazer ao outro que importa.

Sexo não é brincadeira.
Fazer amor muito menos.
Por isso que não se deve ridicularizar quando acontece. É um momento onde os envolvidos expõem toda a própria intimidade, – muitas vezes nunca exposta – onde um conhece ao outro em detalhes, sente ao outro por inteiro, e só isso já é motivo de ser valorizado como algo profundamente especial.

Pode parecer meio confuso até aqui, mas é justamente isso que é: impossível definir. Só que dá muito bem pra gente nortear algumas coisas e traçar algumas importâncias.
Não há dúvida de que o respeito também mora dentro do sexo. Infelizmente muitas pessoas ainda tratam esse assunto com chacota e isso só deprecia ainda mais este que deveria ser um dos momentos mais cruciais da vida de qualquer pessoa. O cara que não conseguiu funcionar como o esperado, a garota que não gemia, alguém que não topava alguma loucura, são exemplos de coisas que podem acontecer com qualquer pessoa, só que mais do que transformar isso em piada, pode ser transformado em algo que a pessoa possa trabalhar para melhorar. Muitas vezes não dá certo pela tensão, muitas vezes é insegurança do próprio corpo, muitas vezes é só uma sede de dar prazer ao outro que acaba desfocando o próprio prazer. Mas como a gente pode esperar compreensão e empenho de um mundo sexualmente egoísta onde o cara que faz sexo com várias mulheres é homem de verdade e a mulher é vadia? Mas isso é tema para outro momento.

A gente sabe quando está gostoso quando a gente fica fora do ar. Tem também o tal do suór, a força que praticamente rasga o edredom, a cama que fica desmontada, a sensação ao ver outro corpo ali entregue.
E muitas fatores influenciam um momento como esse.
Tem gente que não tem a beleza que a sociedade exige, mas tem o sex appeal que a sociedade não consegue ver. Tem gente que não é sexy, mas tem beleza que excita. Tem gente que não tem o corpo sarado, mas sabe usar muito bem o corpo que tem.
Tem gente de todo o tipo e isso que faz o sexo ter graça, isso que constrói o amor dentro da gente.

Em últimas palavras, não existe manual e nem esteriótipo do sexo perfeito, existe a consciência do que gostamos e a sensibilidade de perceber do que o outro gosta,
e a partir daí, existe a atitude em dar
o nosso melhor.

CURTA: http://www.facebook.com/umtravesseiroparadois

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