Antes Nós, do Que Mal Acompanhados

Teve uma vez que eu me entreguei de verdade, sabe?
É, não medi esforço e ignorei qualquer blá blá blá tipo “cuidado pra não gostar rápido demais”. Vivi uma fase que vou levar pra sempre comigo e conheci uma felicidade especial enquanto existiu.
Aí o tempo mostrou que eu deveria viver coisas novas.
E eu bem que tentei.

É difícil gostar de outra pessoa quando a gente nem gosta tanto da gente.

Não é papo de confete, é um negócio de auto-estima mesmo, sabe?
Levei muito tempo até que eu me aceitasse exatamente do jeito que eu sou. E mesmo assim, vez ou outra tenho algumas recaídas.

É difícil quando a gente tem mais vontade que oportunidades.

Também é bem complicado quando as oportunidades aparecem, desenhando um mundo novo e diferente pra nossa vida, e a gente se decepciona.
As pessoas cansam rápido demais, desistem rápido demais e mesmo assim querem tudo rápido demais. Aí fica fácil, né?

Vou falar que até que eu me dei algumas oportunidades.
Facilitei para que algumas coisas acontecessem de modo que me fizesse entender o que eu quero e quem eu sou. Em outras palavras: bem que eu tentei encontrar o carinho que eu gosto em bocas que eu nem me lembro o nome; bem que eu tentei sentir aquele frio na barriga fazendo coisas que eu jamais faria novamente. E que coisas.

Todas as tentativas de ser feliz nessa vida me renderam – e ainda rendem – lições.

Vendo que as coisas não andavam como eu gostaria, pensei em dar uma revitalizada e a mudança começo por dentro de mim.
Mudei o foco e me tornei a maior das prioridades.
Ainda com aquele meu jeito meio que não me importando com coisas que todo mundo se importa, tipo um guarda-roupa recheado de roupas da moda, mas mesmo assim finalmente consegui me colocar à frente dos meus dias e coloquei na cabeça que eu sou a minha melhor companhia.

Não há solidão que resista ao amor próprio.

E quando eu levava uma vida tranquila tudo virou de ponta cabeça de novo. Ainda bem.
Até hoje eu agradeço por existir uma coisa para unir pessoas nessa vida: a internet.
Foi através dali que a gente começou a se falar preguiçosamente.
Eu claro, com aquele meu jeito não com um, mas com os dois pés atrás. E você na ofensiva mas até que me respeitando bastante. Começou bem.

Tem fases na vida que estamos tão sensíveis que até uma mensagem com demora pra ser respondida se torna um motivo pra chorar. Acontece.
Nossa cabeça entra em parafuso e a luta é sempre contra nós mesmos.

O atalho para a felicidade que queremos é a paz que vivemos com nós mesmos.

Resolvi te dar corda e ver até onde ia dar.
O problema é que a corda acabou e ainda não sei como tudo vai acabar.
Se é que vai acabar.

Eu ainda não sei muito sobre a sua vida, todos os detalhes que só o tempo pode me falar. Mas só de saber que apesar de tão pouco tempo a gente já está se dando tão bem assim, eu já fico feliz e você nem sabe quanto.
Meus amigos já me ridicularizam por eu suspirar pelos cantos. Mas também pudera, só eu sei como doeu me reconstruir, só eu sei o quanto eu demorei pra voltar a ter confiança na minha própria vida, o quanto demorei pra mudar meu jeito de pensar e finalmente perceber que os elogios podem ser reais.

Além de galanteios, os elogios podem ser reais.

E eu gosto do que está acontecendo.
Essa rotina de conversa no WhatssApp não é o que eu chamo de preferida, mas é melhor te ter dessa maneira do que não te ter na minha vida.
Eu gosto de saber como você tem vivido seus dias tão agitados, e bota agitado nisso, né?
Não quero fiscalizar seus passos, não quero te prender a nada, você sempre vai ter a sua liberdade para fazer o que me bem entender, o negócio é que se você quiser alguém pra compartilhar dos seus prazeres, eu quero ser esse alguém pra você.
Também não te peço muito coisa, está tudo indo muito bem, as coisas estão acontecendo no tempo delas e você tem conseguido o que eu não imaginei que alguém conseguiria: você tem me feito sentir especial. Você tem me deixado ocupar um lugar pra chamar de meu dentro do teu peito. E isso é tão bom.

Ainda sobre te pedir alguma coisa, gostaria só que a gente fizesse um acordo.
Gostaria muito que fizéssemos o exercício da sinceridade e da verdade mais clara e absoluta pra nós dois. Todas as outras coisas que restam pra nós, eu vou gostar de conhecer em você sem você me explicar.
Pode deixar que eu vou gostar de decifrar seu jeito, vou gostar de saber suas manias e de decorar o som da sua risada. E se me cabe alguma coisa, posso te avisar pra não se importar muito com o meu jeito instável e sentimentalmente incontrolável.

A gente pode combinar assim: vamos dando nosso melhor um pro outro sem pensar no fim.

Inspirado em uma história real.

CURTA: http://www.facebook.com/umtravesseiroparadois <3

Anúncios

2 respostas em “Antes Nós, do Que Mal Acompanhados

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s