Foi Demais Te Conhecer Um Pouco Mais

Texto especial recomendado para maiores de 18 anos!

Recebi então o convite para uma festa de um amigo. Era sua comemoração de aniversário em um bar bem gostoso que eu já tinha ido umas poucas vezes. Em tempo: não gosto muito de bares e baladas, minha vida noturna se resume em realmente ser noturna: dormindo.
No dia da festa eu acordei meio desanimado. Fazia frio e eu tenho muita preguiça de fazer qualquer coisa no frio.

Mas as horas foram passando eu até que fui me animando.
Perto da hora de sair de casa, falei com uns amigos que iriam também pra gente combinar como ir e tal. Propus uma carona pra não precisarmos ir com muitos carros e também para racharmos o estacionamento. No fim, todo mundo ia de lugares diferentes e não ia rolar essa facilitação, então, tive que ir sozinho mesmo sabendo que ia pagar o estacionamento sozinho mesmo.

Dizem que há males que vem para o bem, né? É.

Entrei no bar e de longe vi alguns dos meus amigos. Foi uma festa só! A gente se cumprimentava e todos comemoravam minha presença, visto que, como eu disse, não sou muito de sair a noite. Me acomodei em uma poltrona, peguei uma bebida e puxei conversa com o pessoal. Foi bacana porque quando a gente se reúne é sempre igual: falamos de mil assuntos ao mesmo tempo! E é sempre muito legal saber detalhes da vida deles que a correria do dia a dia impede de detalhar.

Entre um gole e outro reparei uma presença que me surpreendeu.
Era uma garota que eu havia conhecido semanas atrás, em uma outra dessas ocasiões, aí em pouca conversa eu já fiquei meio interessado nela. Lembro que no dia seguinte daquela festa rolou aquele momento clássico: Sabe como é né, aquele negócio de adicionar no Facebook e falar ameninas bem rápidas.

Gostaria que ela tivesse dado mais abertura.
Tivesse dado mais abertura.

Bem, ao reparar a presença dela fiquei com uma vontade de começar uma conversa, mas a gente estava meio longe e além disso, eu não sou bom em falar com gente que mal conheço, ainda mais em um ambiente em que eu não estou 100% confortável. Pensei em agir diferente. Já que eu não conseguia me aproximar dela, pensei em fazer algo para que ela me notasse. Me levantei da poltrona e puxei ainda mais conversa com meus amigos, dessa vez gesticulando mais e rindo um pouco mais alto, aí entre uma risada e outra eu olhava pra ela e comecei e perceber que nossos olhares se cruzavam. Ela parecia me estudar de longe, colocando parte do cabelo atrás das orelhas esbanjando charme. Como ela é charmosa!

Como ela,
é charmosa.

Conversa aqui e ali, as horas foram passando, o lugar foi ficando um pouco mais cheio e ficou mais difícil de olhá-la de longe. Isso me incomodou bastante, pois era importante tentar perceber se ela realmente estava interessada. Até que do nada algumas das meninas amigas do meu amigo aparecem em nossa “rodinha” falando: “Gente, tudo bem a gente ficar com vocês aqui? Tá ficando cheio e tem uns caras ali torrando nossa paciência!” Claro que a gente aceitou e só depois eu percebi ali entre elas, meio afastada, a tal garota charmosa. O problema é que eu fico nervoso quando tenho que ter atitude, sabe? É que eu não quero parecer cafajeste e não quero puxar assunto de um jeito besta e infantil, sei lá. Eu não sei bem como xavecar, o que dizer para impressionar, essas coisas.

Mas eu tinha que fazer alguma coisa.

Resolvi aos poucos ir mudando de lugar na rodinha até ficar mais perto dela. E deu certo!
Com uma aproximação suave consegui ficar exatamente ao lado dela! Vitória! A parti dali eu precisaria demonstrar alguma atitude, pois ela poderia simplesmente se virar e me ignorar.

“Nossa, se deixar, o pessoal fala a noite inteira sem parar, né?” Foi o que eu disse me mutilando por dentro por tamanha bobagem. Ué, a gente estava em um bar, uma comemoração, amigos reunidos e etc, é claro que eles vão conversar sem parar, que pergunta mais idiota!

“Meu, estava pensando a mesma coisa, sei lá, eu não tenho tanto pique, por isso fico mais quieta. É que na verdade eu nem sou tão de balada assim e tal.”

“Eu nem sou tão de balada assim e tal”
“Eu nem sou tão de balada assim e tal”
“Eu nem sou tão de balada assim e tal”

Era parte do que eu precisava ouvir. Apesar de eu não saber xavecar – e está claro isso – eu gosto da minha parte que sabe aproveitar as deixas.

“Nossa, nem eu, hahaha, me sinto meio perdido aqui, mas é legal saber que não sou o único”. Falei comemorando.
“É, não que eu me sinta perdida, mas eu só não curto muito”. E ela fez questão de completar me dando um tapa na cara. Ora, como eu vou falar que a garota é perdida na cara dura? Sei lá, poxa, nem sabia o que falar.

“Vou ali na parte externa tomar um ar, quer vir comigo?” Este é um momento importante! Quando a gente faz um convite, quando a gente demonstra interesse em falar mais, quando a gente deixa claro que em outro ambiente é melhor para conversar coisas que poderiam ser conversadas em qualquer lugar! Ainda bem que lembrei disso.

“Ah, pode ser, está muito barulho aqui mesmo!” Ela aceitou e eu vibrei.

Lá fora a gente conseguiu sentar. Já era meio de madrugada e o frio aumentava. Ela estava de vestido. Começamos a falar sobre como é engraçada essa galera de balada, com as pessoas se comportam. E o que eu achei mais legal é que ela estava sendo recíproca pelo que eu falava, ela estava realmente curtindo a conversa.

“Meu, cê tá meio que tremendo, pega minha blusa e nem vem falar que não quer!” Ofereci meu casaco xadrez já colocando nos ombros dela.
“Aiii besta, não precisava, mas obrigada! Está quentinho!” agradeceu.

Tínhamos esquecidos dos nossos amigos lá dentro. A conversa estava tão boa e eu não queria sair dali.
“Sério, hahaha, não ri, teve um dia que eu estava segurando no metrô e do na…” bati na mão dela explicando a história e derrubei bebida no vestido. Na hora eu me desesperei!
“Por favor, me desculpa, aí meu deus, que burro, foi sem querer, mesmo!” tentava me justificar.
“Não tudo bem, só era um vestido novo mas ok, acho que sai quando lavar!” ela gentil, me dando um tapinha de leve.
“Deixa eu ver se já secou…” No momento em que me abaixei perto do pescoço dela pra ver o vestido senti uma mão no meu pescoço.

Era a mão dela.
Então fechei os olhos por um segundo e fui levantando devagar, vindo do pescoço, passando pelo rosto, até chegar de frente pra ela.

O beijo aconteceu ali.

Nos beijamos e não queríamos parar! Apoiava minha mão no rosto dela enquanto ela entrelaçava os dedos no meu cabelo vindo pela nunca! Que momento, que beijo!
Estávamos sentados um ao lado do outro, então com uma das mãos coloquei as pernas dela em cima da minha para poder chegar mais perto e para ficar mais confortável. Ela deixou.

Quando finalmente paramos de nos beijar, voltamos a outro beijo. Foi um negócio meio estranho porque a gente não queria parar! E começou a fazer mais frio, nem sei que horas era àquela altura.

“Vamos pra dentro? Vi um lugar ali!” Sugeri sem nem saber que lugar era esse, só apostando que ela confiaria em mim.
“Tá, vamos!” Confiou.
Discretamente entramos de mãos dadas e fomos para um espaço perto do palco, onde havia uns sofás meio escondidos e aquela hora vazios, pois o pessoal todo estava na pista dançando. Estava tão escuro só com aquela luz piscante que acabei tropeçando e bati meu dedo numa mesa. Mas até aí nada sério.
“Eita, se machucou?” Ela perguntou.
“Não, não, está tudo bem” E naquela altura, mesmo que eu tivesse perdido um braço eu ia fingir que estava tudo bem.

Sentamos no sofá e em questão de segundos ela sentou em meu colo. Eu estava sentado com ela em cima de mim, envolvendo minhas costas com as pernas. Como lá dentro já estava calor, só me preocupei em tampar parte do vestido dela com a minha camisa que ela havia tirado.
Voltamos a nos beijar como se nunca tivesse acontecido antes! A música era alta, as pessoas falavam mais alto ainda. O engraçado é que chegou um momento que parecia que não tinha nada nem ninguém ao redor da gente, eu não conseguia ouvir mais nada.
Comecei a intercalar beijos e mordidas, passando pelo rosto, descendo pelo pescoço até chegar nos seios. Que chegada, que momento.
O vestido era ousado, embora não vulgar, aquele tal de “frente única”. E isso facilitou a entrada da minha mão pelas costas chegando aos seios. Com uma das mãos comecei a apertá-los com certa delicadeza, variando a intensidade, até que ela falou:
“Calma, aqui não, melhor a gente ir pra outro lugar!”
E pra eu pensar em um lugar melhor aquela hora com aquela circunstância?
Só veio o meu carro na cabeça!
“Vamos para o meu carro, está no estacionamento!” sugeri.
“Melhor, vamos!”.

Saímos do bar ainda mais discretamente e entramos no estacionamento que era ao lado.
Ela envolta com a minha camisa novamente e eu conversando com o manobrista. Expliquei que a gente ia ficar um pouco no carro porque ela não estava bem. Prontamente ele concordou e me deu a chave.

Liberei o alarme e já entramos pela porta de trás.

Pela porta de trás.

Sentei no meio do banco e enquanto ela me beijava eu tentava abaixar os bancos da frente para aumentar o espaço, não consegui. Resolvi ficar do jeito que estava sem saber no que ia dar.
Acabei descendo todo o vestido dela até a cintura e me vi com aqueles seios nu na minha frente. Abruptamente ela tirou minha camisa.
Comecei a lamber seus mamilos, mordendo devagar, arranhando suas costas e apertando sua cintura. Ela fazia a mesma coisa com as minhas costas, com a diferença do nosso tamanho de unhas.
Então ela se virou e indicou que queria sentar no banco e que era pra eu ficar por cima.
Naquela dificuldade que é o carro me levantei e deixei claro que entendi.

Atitude. É preciso ter atitude.

Ao vê-la naquela posição não pensei duas vezes em tirar todo o seu vestido. E ela riu comprovando que era isso que esperava de mim enquanto tirava a minha calça. Disfarçadamente, aproveitei e peguei embaixo do banco de motorista um pacote de camisinhas que lembrei ter escondido ali – escondo assim para não ficar muito a mostra e todo mundo ver, afinal, nunca se sabe, né? – e joguei num canto  em cima do banco.
Me joguei em cima dela e voltamos e nos beijar. Levantei suas pernas jogando atrás do meu corpo e comecei a pressionar a sua região mais delicada. De repente, os dois tiveram uma atitude e tanto: Quando pensei em tirar a calcinha dela, ela já estava com a mão na minha cueca. E fomos certeiros! Ficamos os dois ali nus. O calor começou a aumentar, reparei rapidinho que os vidros já estavam embaçados e que somados com o insufilm seria impossível ser percebido ali. Entramos nesse momento preliminar de enrosco.

Preliminar.

Ela me jogou de volta no banco sentado e se abaixou na minha frente. Com uma das mãos pegou meu pênis e começou a me fazer perder o ar.
Lambia, molhava, mordia, deslizava, babava, apertava, esfregava. Eu nem conseguia olhar essa delícia toda. Me revirava com a cabeça e só sentia meu corpo tremer! Ela sabia exatamente o que estava fazendo, não era uma iniciante muito menos tímida nesse sentido.

Todo mundo pode ser tímido, mas tem momentos que é proibido.

Eu ouvia o barulho da saliva junto aos movimentos de cima-baixo e vi como ela parecia sentir um grande prazer em me deixar maluco! Interrompia o momento me inclinando pra frente, puxando seu cabelo pra trás e dando alguns dos mais intensos beijos. Era meu sinal para mostrar gratidão ao esforço dela e em como ali estávamos sendo um só. Quando eu não estava mais aguentando, novamente a fiz sentar no banco enquanto a beijava e com uma das mãos pegava uma camisinha.

Há habilidades que a gente só desenvolve com o tempo.

Sem enxergar, só sentindo a parte certa que eu deveria puxar, cortei o pacote e tirei.
Interrompi um beijo para nos proteger e me voltei à ela. Segurei meu pênis para encontrar o lugar certo, respeitando a sensibilidade daquela região pra ela – e pra mim também – até que encontrei. Tranquilamente fui entrando devagar.

Fui entrando devagar.

Na companhia do momento o som molhado do prazer que lubrificava nossos corpos.

Não percebi qual dos celulares, mas batemos em algum que começou a tocar uma música intensamente bonita. E agitada. Era a deixa.

Me movimentei de acordo com o compasso da música e fazia meus movimentos de frente e trás. Ela começou a gemer, a gemer lentamente e depois mais de pressa, mais rápido, mais e mais, e começou a ser mais alto.
Me arranhava sem parar! Mordia meu pescoço, não queria parar!

“Isso, isso, mais, mais, mais!” me pedia.

E eu fazia meu papel.
“É isso que você quer? Quer mais então?” provocava usando a voz ao meu favor.
Aumentei a velocidade e indiquei que ia mudar de posição. Coloquei minhas mãos uma em cada banco da frente e apoiei as pernas dela em meus braços para facilitar a abertura.

Ela deu mais abertura. (E o quanto eu queria, lembra?)

Naquele momento já éramos um só, já éramos o máximo do prazer e ninguém queria parar!
Então ela mostrou que gostaria de outra posição. Voltei a sentar no banco e ela em mim.
E ela em mim.
Encontrou o encaixe perfeito e foi descendo devagar. Conseguia ver sua expressão de prazer e o jeito que mordia os lábios, ali, totalmente entregue pra mim!
Nos encaixamos e ela começou a pular! Com o cuidado para não bater a cabeça no teto do carro, ela pulava, mais e mais, mais rápido, mais forte, mais precisa. Apoiei minhas mãos em sua cintura e conduzi a dinâmica. Ela pulava e também revezava em movimento de frente e trás, como se fizesse um “S” com o corpo, rebolava em cima de mim. Levei minha boca aos seus seios e mordia sem parar. Tocava, mordia, lambia.
Suávamos incansavelmente. Que momento! Ela gemia, gritava, sussurrava. Apoiava a cabeça em meu ombro para inovar o movimento e eu conseguia sentir sua respiração quente em minhas costas, que aliás, molhava o banco de tão suadas. Seu cabelo caía no meu peito e se mistura ao suór do momento. Mas ali nada mais importava, eu só queria mais, ela só queria mais.
Uma nova posição.
Saiu de cima de mim, apoiou a barriga no banco e levou as mãos até a janela dos fundos.

Delicadamente de quatro.
Me aproximei e novamente penetrei. Confesso que havia a preocupação dos manobristas aparecerem, mas eu tinha reparado que eles guardaram o carro bem longe da entrada como se previssem que ele seria muito utilizado ali, mesmo parado.
Enrolei parte do seu cabelo na minha mão e com a outra a pressionava no banco e então eu acelerava.

“Isso, entra forte! Mais, mais, mais mais! Assim, gostoso, que delícia!” ela sussurrava.
O efeito visual de vê-la naquela posição mais os comandos de voz que ela dava faziam com que eu me tremesse por inteiro. Não evito de demonstrar minha sensibilidade, não sou melhor que ela, estava ali para fazer a minha parte ao mesmo tempo que ela fazia a dela. Havia uma troca de prazeres, como deve ser.

A impressão que eu tinha era a de que o som dos nossos corpos colidindo poderia ser ouvida de bem longe dali, tamanho o volume.

“Vem, vai, quero ver você gozar, vai, me mostra, quero só ver, vai, vai, vai!” ela me provocava. E como é difícil aguentar a uma provocação. É o tipo de coisa que ativa o instinto mais animal que existe. Me nasceu um ódio ali que eu tinha que mostrar que conseguiria resolver o desafio que ela lançava. Que malícia, que jeito de lidar!
Fui mais forte, segurando e quase arrancando os cabelos dela! Comecei a dar tapas na bunda, tapas que mais pareciam socos e ela parecia não se incomodar.
“Ahh, agora quer bater? Então bate mais forte, que só ver!” Que momento, que momento…
Ali então estavam somadas a nossa penetração, meu corpo todo arranhado por ela, seu cabelo enroscado na minha mão e um tapa aqui e outro ali.

“AHHH, AH AH AH ah ah h h…” Foi meu grito de misericórdia.
Os corpos desacelerando devagar, respiração ofegante, completamente suados e devidamente dentro um do outro, sendo um profundamente um só. Me joguei para o banco e procurava ar pra respirar. Senti que ela tremia o corpo inteiro e também tentava respirar, então me aproximei e indiquei que ela poderia descansar em meu peito. Estávamos ali, entregues.
A camisinha caiu no tapete embaixo do banco, exatamente de onde ela veio.
Momentos depois e alguns beijos para selar o acontecido, balbuciamos algumas poucas palavras e ela perguntou como faríamos para sair dali.
Sugeri que saíssemos com o carro mesmo, já pagando o estacionamento e tudo. Ela concordou. Nos vestimos e pulamos por dentro do carro para o banco da frente. Dei partida e fomos até o portão.

“Tó, metade, vi quanto era na porta!”
Ela rachou o estacionamento comigo.

Ah, sobre o aniversário do meu amigo?
“Cara, desculpa, tive que sair correndo, uma das garotas amiga da sua amiga passou meio mal e a gente veio procurar uma farmácia, beleza? Te ligo amanhã. Feliz aniversário!” e cliquei em enviar.

CURTA: http://www.facebook.com/umtravesseiroparadois =)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s