Não confie nas minhas risadas na internet

(Pessoal, sei que muita gente lê os textos mas não ouve as músicas, por isso peço: ouça. Não é só uma trilha sonora. A música que você ouve ao ler é a mesma que eu ouço ao escrever, com isso, a troca de sentimentos fica mais real. Tente! <3) 

Mal sabe você, mas a maior luta não é te esquecer, é lembrar mais de mim.
Todo dia eu acordo um pouco mais longe de você e um pouco mais perto do que eu sou. Você já parou no risco que é sentir isso?
A minha vida não parou e as contas não pararam de chegar, porque eu deveria parar minha vida pra tentar entender a sua? Eu nunca farei isso.

Quando a história termina o que a gente mais quer encontrar é uma maneira rápida de fazer com que a dor termine. Mas não há. É sangrar saudade.

Só que ao mesmo tempo disso, nós precisamos também lembrar que este fim não é a morte. Este fim é o único fim que podemos acreditar ser um recomeço.

Todo “não quero mais” que você ouve é um “deixa eu chegar mais perto” que você ganha. Portas se fecham para que janelas inteiras se abram e novas luzes entrem.

A teoria de que “tudo passa” vende uma ideia pra prolongar nossas horas de sono, pois as noites inteiras se vão, até que novos motivos apareçam para nos trazer felicidade ao dormir.

O problema do fim é pensar que a nossa força também chegou a o fim.
É difícil se reerguer, eu sei, é difícil ter que aceitar que tudo vai recomeçar. Que você só vai poder viver a sua noite de sono na conchinha preferida quando se sentir a vontade de novo pra se entregar para alguém novo. Mas numa vida real, essa é a realidade.

Há quem diga que nos não esforçamos tanto.
Dá uma preguiça em contar a história pra alguém e este mesmo alguém desdenhar da dor que você sente. “Ah, a vida é assim mesmo!” Assim mesmo é o caralho! Se não quer saber da minha história, se não se interessa por ela, se não faz o menor sentido pra você, não pergunte sobre como anda a minha vida. E não se trata de falar o que quer e ouvir o que não quer, se trata de respeitar.

Eu nunca vou fingir viver uma coisa que não vivo.
Eu nunca vou dar risadas sobre coisas que não acho graça, tão menos vou chorar por coisas que não me tragam emoção.
E posso falar? Bem que eu gostaria de fingir essas coisas, mas o problema é que eu não consigo, eu não sou assim. Seria muito mais fácil, claro, se eu conseguisse forçar risadas reais o dia inteiro para remediar todas as raivas e dores que comecei a sentir depois de cada palavra que me falou, depois de cada esforço que fiz por nós dois, depois de cada um dos seus amigos que fizeram o meu sentimento de chacota, mas isso seria uma tentativa de controlar a minha vida, de querer por querer superar o que estou vivendo, e não de querer por precisar melhorar o que vivo.

Querer por querer não é querer por merecer

Eu não sou quem monta um mundo só para parecer tudo legal e divertido, também não sou quem brada o quão a vida é difícil em troca de virtuais palavras de conforto, eu sou o que eu sinto e isso se reflete em todos os lugares nos quais estou inserido. E se hoje eu ficar com vontade de te ligar pra dizer que te amo, pode acreditar que é verdade. Se eu ficar com vontade de te dizer que a saudade sua é maior que a minha própria vida, pode acreditar que é verdade. Do mesmo jeito, pode acreditar que é verdade se amanhã eu disser que mal lembro de você.
Sobretudo, a tentativa é de continuar vivendo.

Eu não tenho medo de mudar. Eu espero sempre poder mudar.
Quem fui ontem talvez não seja aquele que eu gostaria de ser amanhã.

Só não podemos nos torntar reféns do que sentimos.
Não posso me viciar em falar que as coisas não dão certo na minha vida e que eu sou a pior pessoa que poderia ser. Não posso ignorar quando as palavras do bem são lançadas ao meu ouvido como beijos de primeira vez. Não posso renegar ajuda de ninguém.

Mas eu também não quero que se importem com o que julgam não fazer sentido.
Muito ajuda quem não atrapalha. Muito ajuda quem respeita. Muito ajuda quem deixa de se expressar.
Tem gente que possui uma necessidade filha da puta de forçar as coisas passarem, e quando o problema não é delas, elas sentem uma necessidade de julgar, de dar receitas de como resolver.

As pessoas não desabafam mais por medo de terem dedos apontados falando que errou demais.

Também não se trata de não querer ouvir verdade no caso, se trata de ajudar de outra maneira que não seja piorar o que já está ruim. Nós sabemos muito bem como podemos ajudar. Só que nem sempre a maneira que pensamos ser certa é realmente a certa, é apenas uma maneira prática. As histórias que vivemos por mais parecidas que possam ser, não são as mesmas histórias. Os “te amo” que ouvimos, por mais que sejam as mesmas duas palavras em todas as histórias, não são as mesmas em todas as histórias, não são ditas iguais, não são sentidas iguais, não são demonstradas iguais.

Então, apesar de eu ser verdade e não conseguir fingir o que sinto, desconfie do que eu escrever, da música que estiver gostando, das risadas que eu der e dos elogios que eu fizer por aí. O único jeito de saber a verdade sobre como anda a minha vida sem você é vindo me perguntar como ela está depois da nossa vida juntos.
Tudo isso é pra te dizer que a luta não é pra te esquecer, mas sim pra lembrar mais de mim. Por isso estou tentando seguir, tentando levar o bem para as pessoas que gosto, as risadas virtuais nem sempre são reais, mas sempre são tentativas de que sejam reais. Estou tentando encontrar nas coisas boas da minha vida e das pessoas que gostam de mim, tudo aquilo de bom que desejei pra gente mas que você não quis mais aproveitar. Mas veja, não estou procurando uma felicidade para substituir a nossa, estou retomando meus motivos preferidos para ocupar os meus dias, mais com a felicidade que gosto de sentir, do que com a saudade que, em vão, tento impedir.

CURTA: http://www.facebook.com/umtravesseiroparadois
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3 respostas em “Não confie nas minhas risadas na internet

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