Quando o “bom dia” é só pra você, sabe?

Leia ouvindo:

As coisas não são as mesmas para as pessoas.
Agora me pego pensando nos esforços que já fiz e em qual valor eu tive sobre cada um deles e chego a conclusão de que nada nunca saiu como eu gostaria, e eu sei, raramente as coisas vão acontecer do jeito que nós queremos, mas sim do jeito que precisa acontecer.

A força em ser tanto esforço assusta.

Na ideia de ter uma vida intensa e cheia de coisas boas pra compartilhar, é complicado ver que cada uma das suas atitudes acabam não resultando em algo como gostaríamos.
Ninguém faz ideia do quanto eu penso em que roupa vestir toda vez que consigo marcar de sair com alguém. Ninguém faz ideia em como é difícil eu me sentir bem, olhar no espelho e confirmar que não sou de se jogar fora. É um exercício tão, mas tão cansativo, que toda vez que me vejo sem o resultado que eu espero acabo me perguntando se vale a pena ser 100% esforço assim como eu sou.

Eu sou assim, daquelas pessoas que vivem pra celebrar.
Por isso toda vez que tenho um encontro é esse encontro a primeira coisa que penso ao acordar. Por isso eu tento fazer com cada segundo compartilhado seja um segundo pra ser lembrado, por isso eu não meço os limites pra deixar claro o quão especial está sendo aquele momento ali e o quanto aquilo me faz feliz.

É foda porque aí eu vejo as coisas acontecendo tão mais facilmente para as pessoas lá fora. E não é um lance de inveja, sabe? É um espanto pela facilidade com que aparentemente vivem. Vejo gente começar e terminar um relacionamento da mesma maneira como começam e terminam as refeições de todos os dias; é tipo uma atividade rotineira, sabe? Poucos sabem o valor que eu dou à quem dedica parte do seu dia e da sua vida pra dividir algo comigo, que seja uma ida a sorveteria ou a um show de uma banda qualquer, só o fato da pessoa aceitar ser minha companhia já me realiza, imagina o valor que dou as bocas que beijo? E aos corpos para os quais entrego o meu corpo?

Talvez eu valorize as pequenas coisas até demais, só que eu não consigo ser outra pessoa. Eu sou quem sente frio na barriga quando o celular vibra com uma mensagem nova no whatsapp da pessoa que estou saindo; eu sou quem pergunta para os pais se a roupa está boa quando vou encontrar essa pessoa; eu sou quem vai até o encontro cantando as músicas que eu gosto, fazendo com que de alguma maneira eu me sinta mais confortável para os momentos à seguir; eu sou quem fica feliz quando sinto que o ‘bom dia’ foi só pra mim. Sabe essas coisas? Todas pequenas coisas, mas são delas que eu gosto, são elas que me fazem sentir melhor e me dá mais força pra encarar a rotina.

É que eu fico triste quando encontro quem não vê da mesma maneira que eu.
Fico triste que para algumas pessoas tudo isso não passa de mais uma coisa qualquer, enquanto eu troco qualquer outra coisa por mais dessas. E de novo, não se trata de não esperar que as pessoas reajam como eu reagiria, se trata de dar valor à tudo que envolve viver um momento com alguém. Apesar de cada um dar valor de uma forma diferente também.

Parece um papo de gente chororô e depressiva, né?
É isso que pensam as pessoas que valorizam só o que convém e não o que as mantém.
É especial pra caralho receber uma mensagem de saudade, é especial ver que você está inserido nos planos do fim de semana de alguém. Isso nos mantém estimulados; isso é o que deve ser valorizado.
Aqui vale até pensar, todas as pessoas desse mundo são livres, sendo assim, a partir do momento que alguém decide pegar parte dos próprios dias para dedicar a outra pessoa é onde se constrói o valor ao que vale a pena nessa vida. Aqui estamos na origem do que é gostar de alguém e se sentir gostado por alguém. É a semente da valorização da vida.
As palavras que ouve, os beijos que dá, o sexo que faz, os abraços que divide, enfim, tudo o que te dão na vida é algo que foi dado só pra você, ou pelo menos no momento em que acontecia era só pra você. A fração de segundo ali era só sua.

No que tem a ver a relacionamentos, nossa vida é uma eterna busca por pessoas que se encaixam na fase em que estamos vivendo. Tem vezes que encontramos algumas incríveis mas a nossa fase não é tão incrível assim e acabamos desistindo. Tem vezes que a fase é incrível e nos aparece de tudo na vida menos uma pessoa relativamente incrível. E nisso, a gente acaba nivelando a vida por baixo e se contentando com a média: a pessoa menos pior, a menos cafajeste, a menos grossa, a menos tendenciosa a traição, a menos um monte de coisa, exceto, a menos propensa a desistir em fazer o melhor por nós.

Difícil é quando a gente se vê acostumando não com o mínimo, mas com o pouco.
O pouco aqui é a pessoa que faz pouco caso do mínimo, ou seja, quem não liga tanto assim em se esforçar pra fazer com que a vida seja do caralho e acaba oferecendo o básico do que é preciso pra viver. Não é questão de exigir alguém incrível, mas dá pra começar bem se esse alguém já souber que se for pra viver na média é melhor não viver coisa nenhuma.
É só deixar claro quando aquele ‘bom dia’ bonito foi só pra gente e não pra mais um monte de gente.

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4 respostas em “Quando o “bom dia” é só pra você, sabe?

  1. Meu. … seus textos são fodas. Fodasticos….. sabia que são neles que eu estou encontrando força para continuar e me manter de pé ?? Que Deus continue abençoando vc cada dia mais…. abraços !! Não te conheço mais ja te adoro rs

  2. Realmente seus textos são excelentes, tenho q dizer isso!!
    Estou me consolando neles!! Incrível como as palavras nos fazem sentir melhor!!
    Muito obrigada por me proporcionar isso!!
    Parabéns!!!!!!

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