Me faça querer responder e não só visualizar a mensagem

Sabe o que tem aqui dentro?
Aqui tem todas as experiências que coleciono nessa vida.
Eu sou cada dia que vivi e cada dia que vou viver.
Aqui dentro tem também muito choro pra derramar, só não sei ainda pelo quê.
Tem também os meus melhores sorrisos pra dar, cujos quais também ainda não sei pelo quê ou pra quem. Mas olha, vou gostar se forem sorrisos por sinceras mensagens de saudade no meu celular. Vou gostar se for pela demora pro abraço acabar.

Bem, já me peguei pensando sobre o que estava fazendo da minha vida.
Sabe quando a gente se vê dentro de uma grande bosta e não sabe como sair de lá? Ou pior, sabe quando a gente se vê fazendo um monte de bosta e nem sabe exatamente por quê está fazendo tudo isso? É então, aconteceu comigo e não foi só uma vez.
Num raciocínio rápido faz sentido pensar que tudo isso se tratava de uma fuga das coisas que me faziam mal, então eu fazia coisas que nem eu mesmo entendia, beijava bocas que eu nem queria conhecer, dava risadas que eu não queria dar e respondia mensagens que eu não queria responder. Bom, pelo menos eu respondia.

É difícil ser nós mesmos, né?
Muito complicado ter que lidar com as coisas que a gente quer e as coisas que de fato aparecem na nossa vida. Vivemos uma mistura de “que saco, nada melhora!” com “hmm, estou gostando disso!” mas no fim nem a gente sabe o que quer. Parando pra pensar e mudando um pouco esse jeito de pensar, se a vontade de viver coisas boas for melhor que a de viver as coisas certas, a vida pode ser mais fácil. Quem sabe.

Coisa boa é ter motivos carinhosos pra acordar.
Já é tão pesado ter que acordar cedo pra encarar a rotina dessa cidade, que faz um bem danado saber que a gente tem companhia pra compartilhar até essas chatinhas coisas da vida.
Às vezes eu me escondo na pose de uma pessoa seca e insensível, mas é só mais uma maneira de me defender e não mostrar o que eu tenho de mais valioso: o meu coração.
E isso, claro, tem tudo a ver com o medo de sofrer de novo.
Meus sonhos podem não ser tão grandes assim pra serem chamados de sonhos, mas são só meus e eu gosto de me inspirar.
Tipo, seria muito legal ter alguém pra viajar pra fora do país e conhecer um monte de coisa nova, a gente poderia tirar uma monte de foto fazendo aquelas poses engraçadas e eu poderia fazer um vídeo na volta, com nossos melhores momentos. Mas eu juro que também ia gostar muito se eu já tivesse companhia pra ir naquela feira de artesanato de metrô mesmo. Sem nenhum luxo ou facilidade, só pra gente curtir todos os segundos: a dúvida em que catraca passar, a torcida pra escada rolante rolar devagar, a demora pro metrô chegar, o banco pra gente sentar, os quarteirões que a gente caminhar, até o passeio entre as barracas em meio a discos de bandas que gostamos à peças de decoração divertidas.

Já pensei em estar dificultando demais a minha própria vida.
Sabe quando a gente exige um monte de coisa, esperando que a vida só seja boa se tiver x e y? É então, mais ou menos por aí. Já pensei estar descrente demais das pessoas e vou confessar que qualquer aproximação em minha direção não me faz pensar em nenhuma outra além das segundas intenções. Mas também, pudera, das vezes em que permiti poucas foram aquelas em que me surpreendi.

Eu mais vejo gente se esforçando em ser mais do mesmo do que ser o melhor de si mesmo.

Sabe o que é o pior disso tudo?
É que as minhas experiências nem tão boas assim e as minhas opiniões sobre como estão sendo as pessoas, se fazem já o bastante para eu desacreditar de coisas boas e de notícias felizes na minha vida. Só que lá no fundo eu não consigo pensar assim.
Ao escovar os dentes antes de dormir, eu sempre o olho pro lugar onde guardo a escova e penso que ela seria mais bonita se tivesse uma companhia. Quando preparo alguma bebida quente e rio do fumaça no óculos eu sempre penso se alguém também ir achar graça como eu acho. Nesses dias em que o calor não tem dado trégua, fico pensando que seria legal cuidar de quem eu estivesse, passando um protetor solar e avisando pra beber muita água. Eu gosto de cuidar. Quando vejo algum filme e comento em voz alta, alguma coisa me diz que seria bem mais divertido se tivesse mais alguém no meu sofá pra vibrar, chorar ou rir comigo. Quando estou preparando alguma comida e com uma colher pego um pouco do caldo para experimentar, eu ia gostar de perguntar pra alguém se está salgado demais ou não, bem como eu ia gostar de colocar mais um prato na mesa além do meu.

E sabe o que tudo isso significa?
Que apesar de todas as experiências que coleciono dessa vida, eu ainda prefiro pensar nas que ainda tenho pra colecionar. Por algum motivo eu penso que tenho muita coisa boa pra viver e pra oferecer, a questão é que eu só não consigo mais cair em encanto de plástico ou em meia dúzia de palavras para me confortar. Não precisa ser alguém perfeito, só precisa ser alguém que me faça querer responder e não só visualizar a mensagem.

ps.: Pessoal, sei que tá rolando um problema na hora de ouvir a música pelo celular e ainda não descobri o que houve, mas em breve, o blog vai mudar completamente e tudo voltará ao normal. Aliás, voltará melhor. <3
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