Atenção você que eu nem conheço ainda

Leia ouvindo:

Perto de mim eu só quero aqueles que também me querem por perto.
Eu sinceramente não quero mais passar por algumas coisas que já passei.
Não digo que são piores que de ninguém, são coisas minhas, mas são coisas que eu quero esquecer, são coisas que me fizeram mais mal do que bem.
Por exemplo, dói demais ter boa memória, pois quando você lembra das coisas com mais facilidade, você revive tudo e dentro desse tudo também está tudo aquilo que não precisa ser lembrado. Faz parte, eu sei, mas é algo que faz mal também.

De vez em quando eu me pego lembrando dos meus esforços.
Lembro de quanta coisa eu já falei, de quanta coisa eu já fiz, de tantos momentos que eu tentei transformar em algo além de momentos. De vez em quando eu lembro de cada nova vez em que entreguei o meu corpo na esperança de ser a última vez. A verdade é que eu nunca me arrependi, mas em todas as vezes me vi de pé na beira do penhasco onde depois que tudo acabasse eu seria empurrado dali pra baixo. Parece drama vendo de fora, mas eu também nunca quis que me entendessem, ainda mais porque a minha vida nem eu mesmo entendo.

O coração chora de frustração ao lembrar dos melhores beijos que dei sem saber que se resumiriam à apenas beijos ali, naturais como um aperto de mão.

O problema não é ter expectativa que as coisas acontecem, mas sim se tornar refém dessa expectativa. E quantas vezes eu me vi dentro disso!
Sabe quando a gente começa a conversar pelo whatsapp e a pessoa demora mil anos pra responder? Sabe quando no facebook ela dá “mensagem visualizada” e depois diz que não podia falar naquele momento? Sabe quando você demonstra interesse na pessoa e ela, por sua vez, demonstra tudo menos algum interesse em você? Pois é, são coisas como essas que eu travo uma luta diária. Eu tenho tanta ansiedade de coisas boas e por isso fico tão mal quando vejo que a outra pessoa não sente o mesmo. Ou que pelo menos não comigo.

É difícil acreditar no que dizem sobre a vida ter a hora certa pra acontecer.
Não que eu queira saber quando as coisas boas vão chegar, mas já ia ser bom se eu soubesse como evitar com que as coisas ruins cheguem. E aqui estou falando de coisas ruins sobre eu me cegar e não ver a merda que estou fazendo; sobre eu responder a mensagem rápido demais na melhor das intenções e ser julgado como “gostando rápido demais”. Que saco! Aliás, esse negócio de viver de joguinhos me tira a paciência e nunca vai entrar na minha cabeça.
Eu não consigo assimilar a ideia de que a gente precisa encontrar maneiras de controlar o nosso próprio coração!

É difícil entender que tem horas que o coração não precisa bater tão rápido.

Ou seja, tem horas que a decisão mais acertada é fingir sentir menos do que estamos sentindo de verdade; é demonstrar menos do que queremos demonstrar; é provar menos do que queremos. Em outras palavras: tem horas que precisamos deixar de ser o que somos para sermos o que precisamos ser. E eu até entendo que isso faz sentido, pois assim encontramos uma maneira de nos defender, mas a outra parte da minha vida luta contra e não consegue digerir essa história.

Bem, mas a vantagem de viver é ver que a gente sempre pode viver melhor.
Quando falo que não quero passar por algumas que já passei, falo sobre a forma que vou consumir essas coisas. Mudei o jeito de ver e minha vida mudou pra valer. Comecei a enxergar tudo que acontece comigo entendendo a relação entre benefícios e esforços. Todos os dias eu trabalho o meu jeito de entender a vida. Entendi que quanto maior for o meu esforço, mais benefícios terei na vida, e isso significa que eu não preciso parar de ser quem eu sempre fui, apesar dos pesares, mas sim, que eu só preciso mudar a forma de ver como eu posso ser em todos momentos. Eu preciso aprender a consumir melhor a vida. Preciso aprender bem como lidar com as dificuldades para então superá-las e preciso aprender a respirar quando as coisas forem boas. Ansiedade não combina com felicidade.

A minha expectativa sempre foi tamanha que eu acabava nem sentindo o sabor quando acontecia.

Continuo sendo a mesma pessoa e até gosto de quem eu sou, o que mudou foi a forma que tento ser. Estou tentando jogar a favor da ansiedade e com isso saber a respeitar espaços e momentos. Não é fácil, mas estou tentando. Outra coisa que tem mudado foi o jeito como eu encaro o meu cotidiano. Tenho tentado pensar que aquela mensagem não respondida não passa de uma mensagem respondida e não mais do fim da vida no planeta terra.
Esses exemplos de mudança podem parecer pequenos demais diante do jeito que a gente dramatiza a vida, mas no fim, eu sei bem como isso está me fazendo bem e como me sinto melhor, não com ninguém, mas comigo mesmo.

Pouco a pouco estou conseguindo lidar com a lembrança dos meus esforços e frustração por não resultarem no que eu imaginei.
E o mais legal é que com isso estou enxergando uma nova maneira de encarar quem já fui um dia: vendo que posso ser alguém ainda melhor pra quem nem conheço ainda.

NOTÍCIA IMPORTANTE!
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Gente, sexta-feira agora, às 14hs, estarei AO VIVO, em TV aberta para todo o BRASIL, no programa MULHERES da TV GAZETA, junto com a Catia Fonseca e a Mama Bruschetta. Fui convidado para participar de uma roda de conversa sobre relacionamentos com outros participantes.
Então está dado o recado: QUEM VAI ME ASSISTIR NA TV? =)
Pra quem não puder assistir, poderá acompanhar online: http://mulheres.tvgazeta.com.br/ ♥

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Uma resposta em “Atenção você que eu nem conheço ainda

  1. Republicou isso em A mesma coisa. Só que totalmente diferente!e comentado:
    “Cada pessoa que passa pela gente, deixa um pouco de si e leva um pouco da gente”
    Acredito nisso!
    A maioria é coisa boa. E acho que o acaso é um menino travesso, cheio de traquinagem, mas que no fundo só quer um abraço para depois sair correndo sem rumo.
    Sou uma leitora/viciada em blogs. E o acaso, um dia me fez correr atrás dele e acabei me deparando com esse texto do Márcio.
    Já li muitos textos. Chorei e solucei demais nessa mania irreparável de encontrar textos que traduzissem tudo que meu coração sente. Li outros que eu desejei profundamente ter escrito (Estão na minha página de favoritos para que eu fique admirando e flertando com cada palavra).
    E tem esse! Que eu não desejei ter escrito, mas que senti. Que se tornou um “eu” fora de mim. Um cafuné meu em mim mesma. Para onde eu recorro quando os pensamentos me sufocam e onde meu coração desafoga!
    “E o mais legal é que com isso estou enxergando uma nova maneira de encarar quem já fui um dia”
    :”)

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