Essa dúvida pode te matar

Leia ouvindo:

Tudo bem não saber que roupa vestir de manhã e ficar horas em frente o guarda-roupa escolhendo, agora, ficar em dúvida sobre ter ou não a presença de uma pessoa na sua vida, ah, por favor, cuidado com isso.
Não cabe a ninguém julgar como as coisas acontecem, sem contar que a velocidade de cada uma delas depende de cada pessoa, mas talvez valha pensar que a partir do momento que as nossas decisões influenciam a vida de uma outra pessoa, devemos considerar que não somos tão independentes assim.

Nessa vida cheia de incertezas, é cruel manter mais uma dentro da vida de uma pessoa.

Há verdades que doem, mas por mais doloridas que possam ser, sempre serão verdades, sempre serão coisas impossíveis de se contrariar. Desse modo, é valioso quando optamos por falar a verdade ao invés de desenharmos um mundo com tantas voltas que não saem do lugar e que no fim significam a mesma coisa.

Esse negócio de “estou em dúvida do que eu quero” não faz bem pra ninguém e é só tempo perdido.

A gente tem tanto medo de tentar que nem consideramos acertar.
A nossa prisão no passado nos afasta de dias melhores no presente e no futuro.

Isso quer dizer que os problemas que criamos pra nós mesmos, tipo a dúvida em continuar ou não uma história com uma pessoa, só alimenta uma angústia que empaca a nossa vida e não nos deixa crescer. É que a gente acaba ficando refém de algo que nem aconteceu ainda, a gente acaba dependendo da possibilidade das coisas, e o que é pior, de possibilidades que estão nas nossas mãos.

As oportunidades são as passagens dessa viagem que é viver.
Está nas nossas mãos a escolha de agarrar a alguma delas e sair por aí correndo atrás de ser alguém melhor. Tentativas sempre são válidas, sempre trazem paz.

O mesmo acontece com as chances.
Entre dar uma chance ou viver com uma dúvida, a melhor saída talvez seja sempre eliminar alternativas, ou seja, não dá pra enxergar problema em algo que não aconteceu, apesar da nossa mania em querer prever o futuro: “ah, aí vou dar uma chance  e já sei como vai ser; vai ser assim e assado” Quem garante? Entendo que temos uma preocupação em errar, só que maior que isso deve ser a vontade em acertar e não precisar ter dúvidas de novo. Melhor que a dúvida em saber se algo vai dar certo ou não, é ter a certeza de que você tentou tudo que podia, independente do resultado. No fim, ninguém perde nada, você respeita sua vontade e a si mesmo ao tentar todas as vezes e aqueles que chances tiveram de você se veem com uma oportunidade valiosa de fazer diferente do que foi feito na última vez. O curioso é que isso não se aplica só em “segundas chances para pessoas que desperdiçaram a primeira” mas sim em casos de “tenho medo de tentar e ver que a pessoa não era o que eu esperava”. Nem todas as chances justificam os fins.

Já é tudo tão difícil nessa vida. É difícil ter que lidar com tanta conta pra pagar no fim do mês, difícil ter que lidar com a vontade de ter coisas que não podemos, difícil ter que lidar com todas as coisas que não gostamos em nós mesmos, que vendo de uma forma generosa, é injusto também dificultar as escolhas que dependem da gente. Temos um terrível tendência em dificultar ao invés de facilitar. E apesar de coerente, o discurso de “é que já passei por isso antes” não pode nortear um futuro que você nem conhece! As pessoas não são iguais. E que bom.

Aquela história de “preciso de um tempo pra saber o que eu quero” é extremamente perigosa. Por um lado faz sentido esse tempo ara se avaliar e perceber quão importante tal pessoa é na sua vida – pois alegar que o tempo serve “pra ver se me faz falta” é uma loucura, pois claro que fará, cedo ou tarde, de um jeito ou de outro – por outro lado, no entanto, com esse tempo é dada a largada para dias de caos e desespero por parte de quem espera a resposta, seja qual for. E eu sei que tem vezes que a gente evita esse assunto só pela pessoa parecer “estar gostando demais ainda” e vez ou outra somos flagrados fazendo joguinhos do tipo “vamos ver se a pessoa mudou mesmo”, mas no fim, o que essa pessoa precisa da gente é só alguma definição, seja ela qual for. Se você não querer mais nada e sentir que ela quer o contrário, ninguém tem culpa, desde que seja esclarecido por você quais suas intenções. O mesmo vale se você estiver no lugar de quem espera uma resposta, não adianta também parar toda a sua vida e viver alimentando uma incerteza ao invés de sair por aí vivendo certezas.

Nós podemos até não saber o que queremos, aí entra naquela de um dia querer algo e no outro dia, outra coisa, mas nós sabemos muito bem o que não queremos, e a partir disso é justo que saibamos respeitar à nós mesmos. Na dúvida entre continuar e parar, é preciso encontrar a paz. Se a opção for continuar, que continue sabendo que pode dar certo ou errado, que pode ser incrível ou uma bosta, que pode durar 1 dia ou 100 anos; já se a escolha for por parar, que perceba também que está jogando uma oportunidade embora da sua vida, que a partir de então será só mais uma incerteza de companhia, que talvez você comece a pensar “como seria se eu tivesse tentado?”, que talvez você se arrependa e queira correr atrás, mas que sobretudo, que perceba que o que tinha você não tem mais.

O medo de não fazer a melhor escolha só te faz perder tempo para aproveitar alguma delas. E você nunca saberá qual a certa ou errada se você não tentar. Pense em você, mas pense também na outra pessoa. Vocês podem até não darem tão certo como espera, mas podem e devem viver em paz com a morte da dúvida.

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Em Dezembro de 2013 lancei o primeiro livro desse blog: “Um Travesseiro Para Dois”
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4 respostas em “Essa dúvida pode te matar

  1. Como eu te odeio! hahahaa
    Ter dúvida na vida é muito ruim mesmo. Na verdade, eu nunca acho que a gente tenha “dúvida”, nós só temos duas coisinhas que nunca queremos enfrentar : o medo e a verdade. E justificamos com essa palavra “dúvida”.
    Precisava escrever desse jeito? Tão “porrada na cara”? Te odeio! hahahahaha
    Vou tomar minhas decisões também! :P

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