Feliz dia dos que preferem ser feliz todos os dias

“Eu aceito”.
E aí uma história começa
“Eu não quero mais”.
E aí uma história termina.
É assim que funciona, não tem o que enfeitar.
Todos os segundos da nossa vida são segundos em potencial de vivermos uma história nova. Todos os dias são possibilidades, todos os passos e sorrisos que damos. Não penso que pra começar uma história seja necessário se prender no clichê de que você precisa sair pra balada ou para os bares. Acredito, entretanto, que não fazer nada não ajuda em nada também. Mas estou falando das possibilidades, dessas que temos todos os dias; estou falando sobre viver todos os dias.

O mundo pesa demais nas nossas costas.
A sociedade, as novelas, as músicas, etc, tudo nos impõe um padrão de felicidade que é dependente de ter alguém pra dividir os dias. Raramente as paradas de sucesso traduzem a importância sobre como é bom gostar de si mesmo e sobre a necessidade em sentir solidão. “Como assim prazer na solidão?” você pode pensar.

É que existe amor até dentro dor.
Ninguém conhece melhor você além de você mesmo.
E por mais que seu coração comece e pare de bater por alguém, ele sempre baterá por você. É preciso mantê-lo ativo. Quando ele parar, você já vai ter parado.

Nós temos uma tendência em ficarmos tristes.
Quando as coisas vão mal, é mais fácil pensarmos no medo de que fiquem piores do que na vontade de melhorá-las. E voltando naquela da pressão das coisas, as pessoas não colaboram pra isso.

Uma coisa é exibir o que se vive, outra é compartilhar.
E aí você abre seu perfil nas redes sociais e vê gente falando o quanto vive uma história linda, comemorando tudo, “jantarzinho delícia com meu amor”, “ahh só você amor pra fazer uma coisa dessas”, “só quero falar que te amo”, “você é demais amor!”, “eu e meu amor viajando” e coisas do tipo. Isso é bonito ou é suicídio? Isso é exibir a vida feliz ou compartilhar momentos felizes da vida? E aí que você que não tem com quem dividir coisas do tipo acaba se questionando, acaba cultivando a dúvida de ser uma pessoa desinteressante e seus defeitos viram monstros na sua vida.

Solitária é a felicidade distorcida: quando você acha que está feliz, mas está mais querendo esfregar na cara do mundo o quanto é feliz.

Mas tem também as pessoas que compartilham bons momentos da vida.
Um pequeno momento dos dois, um acontecimento especial, alguma pequena coisa que signifique muito para a história vivida, e tudo mais que envolver coisas do tipo, essas demonstrações são traduções de bons momentos e é valioso saber compartilhar isso pra amplificar uma coisa boa, visando a viralização de uma mensagem, sobretudo, positiva.

Hoje é um daqueles dias em que você se você não tem ninguém, você parece não viver no mesmo mundo.

É melhor comemorar as datas comemorativas ou comemorar a felicidade todos os dias?

As datas foram inventadas para valorizar momentos. E não há mal nisso.
Mal há quando você não tem o que comemorar e se rebaixa diante das datas. Desse modo, parece que só vive em função de alguns momentos da vida, e não de todos. E a vida não é só o dia tal do calendário, a vida é todo dia. Grande bosta ter um dia pra trocar presentes e amanhã já ter do que reclamar, já transformar qualquer oi em briga, qualquer pequena coisa num gigante monstro. Grande bosta ter uma companhia pra dividir datas, prometendo mais momentos, amor eterno, dias melhores e etc, e ser uma pessoa que não ajuda mais ninguém a ficar bem, ser uma pessoa que menospreza a dor alheia e que leva a vida dos outros na brincadeira. Grande bosta querer impressionar se nem sequer a atenção da pessoa você tem! QUE BOSTA! De que adianta uma data se você faz das semanas um caos? Que grande bosta ostentar um “status de relacionamento” quando não sabe se relacionar com o mundo.

O problema não está nas datas, mas no que as pessoas fazem com elas. E pior, em como você se vicia nelas. É preciso lembrar que as coisas começam e acabam: o beijo, o sexo, a história. Que o amor se desgasta, que as pessoas cansam, que sentem preguiça.

E sabe onde eu quero chegar com tudo isso?
Quero chegar em você.
Quero chegar dentro de você e assim te fazer ver que você pode suportar o peso do mundo, por maior que seja. Que se você tem hoje alguém pra te ajudar nisso, ótimo, que valorize e que compartilhe de tudo visando a felicidade dos dois. Agora, se você não tem com quem dividir, não há o menor problema nisso. Assim como as histórias acabam, os dias também vão embora. As datas nascem e morrem. Você se esquece das coisas, faz parte.
Que as datas funcionem como algo a te estimular a viver histórias incríveis. Que as datas funcionem de modo a te fazer ver que pra ter com quem dividir um dia, é preciso ceder aos seus preciosismos, ao seu possível jeito teimoso, ao seu medo de começar, seu medo de se entregar, seu medo de dizer que sente saudade, seu medo de tentar.

Uma data faz parte de uma semana, que faz parte de um mês, que faz parte de um ano. Todos os dias podem ser novas datas, que vão começar e terminar. Assim são e serão os dias. E todos esses mesmos dias são oportunidades para você transformar em datas. Você cria suas próprias datas! Se você vive uma história digna pra ter uma data, você não vai se preocupar com uma só, você vai fazer com que todos os dias sejam motivos pra comemorar.

O amanhã está chegando.
Ou melhor, os próximos minutos, a próxima hora, a próxima noite, e aí então depois, o amanhã.

Vê quanta oportunidade de conseguir começar alguma coisa?

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este foi um texto especial de Dia dos Namorados. :)

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4 respostas em “Feliz dia dos que preferem ser feliz todos os dias

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