Um frio na barriga pra chamar de meu

LEIA OUVINDO:

Não precisa se esforçar muito não,
já vou gostar se conseguir fazer do mínimo algo pra gente comemorar.
Eu não quero ter motivos meus pra celebrar, quero construir com você os nossos próprios motivos.
Pra me ganhar não precisa de muita coisa não, alguns abraços sem hora pra acabar e uma mão no cabelo quando eu precisar já cumprem o papel de me chamar a atenção, sabe?
Talvez por falar isso pareça que estou ridicularizando os esforços que podemos fazer por alguém, mas não vejo assim. Mas não é por aí.

Prefiro que o mínimo seja feito na intenção do que o máximo na obrigação.

Meu brilho no olhar é mais incontrolável que o meu coração.
Isso quer dizer que tenho riso frouxo, às vezes com pouco eu já me sinto contente. E também não se trata de gostar de migalhas, se trata de valorizar o que se tem ao invés de reclamar pelo que se quer ter. Do contrário disso, também tem o fato de eu não conseguir me animar muito com ideias que valem cifras incríveis se o beijo a gente não conseguir completar.

Por isso você não precisa se preocupar em me impressionar.
Mais importante do que me contar o quanto viajou é me mostrar o quanto é capaz de fazer a gente viajar sem sair do lugar.
Será que estou conseguindo explicar do que eu gosto nessa vida?
Pensando aqui, talvez eu esteja falando a mesma coisa de formas diferentes, talvez se eu falasse que gosto mesmo é das “pequenas coisas” eu nem precisaria contar todo esse resto com essas versões. Mas sabe, eu gosto de ajudar.

A certeza do que eu gosto é o que me distancia do que me faz mal.

Isso quer dizer que eu não vou dar abertura pra viver coisas que só vão me dar dor de cabeça. Prefiro ter clareza sobre o que é bom pra mim e direcionar meus esforços nesses sentido.

No fim, eu só quero ficar bem, melhor ainda se for com alguém.

Se você for daquelas pessoas que gosta de telefonar, eu juro que vou gostar, mas se for daquelas que preferem uma SMS, em nada vai atrapalhar.
De alguma maneira, eu juro que sempre vou achar algum motivo pra ficar feliz por algo que fizer por mim, nem que seja lembrar todos os dias daquele seu “sim”.

Vou ficar sinceramente contente se você me inserir nos planos do fim de semana. Se me escolher pra contar alguma parte exclusiva da sua vida então, nem se fala.
Talvez a gente brigue algumas vezes por não conseguir se entender direito, mas se isso acontecer e for por isso, acredite em mim, vai ser sempre na melhor das intenções.

Minha teimosia em ser feliz é maior que a minha humildade em aceitar a tristeza.

Então assim, quando a gente brigar, vamos combinar que vai ser sempre melhor a gente sentar e ouvir o que o outro tem a dizer. Não para querer convencer, mas pra evitar piorar. Talvez a gente nem se entenda e por isso mesmo a briga nem vá pra frente, mas talvez algum de nós entenda melhor, facilitando pra nós dois. Ceder não é submeter, é aprender.

Espero que goste de mordidas no meio do beijo.
Se você curtir uma massagem nas sextas à noite, você também vai ganhar e muito.
Nos shows que a gente for eu não vou me importar muito em você insistir em ir mais perto do palco; no meio daquela muvuca toda. Desde que não reclame dos gritos que eu der também.

Não precisa se esforçar muito não, viu?
Se você garantir que tudo o que fizer pra gente será feito com amor, não necessariamente amor por mim, mas o amor que gostaria que fizessem por você, eu já vou gostar.

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A primeira refeição do dia é a mais importante (+18)

1 – Texto especial recomendado para maiores de 18 anos. =)
2 – Leia ouvindo a música.

Eu costumo acordar bem, mas tem dias que acordo melhor ainda.
E você é espertinha, sabe disso e tenta me provocar.
E consegue.
Ou você acha que eu não lembro daquele dia?
“Ain, tô com dor de cabeça, só quero descansar!”
Aí eu preferi nem insistir e só me dediquei em fazer a melhor das minhas conchinhas pra você se sentir segura. Como eu sempre faço, aliás.
Durante a noite a gente se enrosca 1 milhão de vezes. Tem horas que fico sem lençol, tem outras que fico com o lençol todo. Tem horas que sua perna fica em cima de mim, tem horas que eu nem sei onde vão parar os travesseiros.
Tem horas também que espirro com o seu cabelo entrando no meu nariz e tem horas que meu braço formiga por deitar em cima dele só pra te dar a conchinha que você tanto gosta. Até aí tudo bem.
Naquele dia eu lembro que preferi te respeitar já que disse estar com dor de cabeça e que só queria descansar. Desliguei a TV apesar de estar com vontade de continuar assistindo e fui relaxando pra poder dormir logo. Naquela altura você já estava no sétimo sono. Você dá dessas: quantas vezes já me vi falando sozinho enquanto você já dormia há muito tempo?
Acordei poucas vezes durante a noite só pra me acomodar melhor e colocar o braço debaixo do travesseiro geladinho.
Normalmente sou eu quem acorda primeiro e corro até a janela pra fechar a cortina e evitar que mais raios de sol invadam o quarto acordando a gente.

Mas dessa vez foi diferente.

Eu nem lembro que horas eram, mas lembro de alguma coisa ter mudado.
Não sei que milagre aconteceu que na verdade quem fazia a conchinha dessa vez era você em mim. Logo eu estava relaxadamente virado pra frente, ali como quem não quer nada.
Aí lembro de ter sentido a sua mão passando pelas minhas costas devagar, caminhando com os dedos, toda preguiçosa. Até chegar no peito e ali ficar fazendo carinho.
Respirei fundo pra aproveitar e relaxar pensando que as coisas parariam ali, até que você foi descendo a sua mão, lentamente, mas foi descendo. Chegou na minha cueca e começou a me provocar. Levantava o elástico e passava o dedo devagar. Eu fingia que não estava acontecendo nada mas eu estava reparando em tudo. Você dava uma volta pela minha cintura e voltava. Sabia bem o que queria. E eu gostei da brincadeira.

O problema é que não consigo controlar os efeitos do meu corpo, ou seja, tem coisas que eu não consigo disfarçar. Bem, você sabe bem.
Então, pouco a pouco, graças ao trabalho lento da sua mão eu fui começando a, digamos, me animar fisicamente.
A verdade é que eu fui me excitando e resolvi ver até onde eu ia aguentar aquilo.
Então você abaixou toda a parte da frente da minha cueca e eu sentia a sua respiração nas minhas costas. Você colocou a mão exatamente lá onde já estava completamente “animado”. E começou a fazer pressão.
É louco porque o efeito físico é muito forte e é absolutamente incontrolável, não há pensamento que desvie o tesão quando ele chega pra valer. Tesão é algo involuntário e profundamente íntimo, só que naquele momento eu queria ver até onde eu conseguiria me manter relativamente equilibrado.

Bem, você pegou, mas pegou de jeito. Começou a puxar pra cima e pra baixo, a bater devagar. Apertava enquanto fazia carinho, aumentava a velocidade enquanto diminuía a intensidade. Você sabe das coisas e eu fiquei ali rendido.
Então você foi descendo o corpo pelas minhas costas me beijando devagar. A mão, claro, permanecia lá. Você estava muito certa do que queria fazer e eu me fazia de morto. Me beijava, me arranhava e, pela frente, me apertava, sempre com muito, mas muito prazer. Chegou uma hora que ficou difícil disfarçar e comecei a dar umas tremidas bruscas. É injusto e praticamente impossível controlar o próprio corpo.
Você desceu até a minha cintura e me virou pra cima. Tinha pouca luz no quarto, não conseguia ver 100% do seu rosto, mas poucas coisas são mais sexys que ver a sombra do seu cabelo caindo na frente do seu rosto. Me virou pra cima e tirou toda a minha cueca. Jogou pra bem longe.

Abaixou até a minha barriga enquanto levava uma das mãos até o meu peito. Descia arranhando devagar e deixava claro que queria fazer alguma coisa ali e que eu não deveria me importar.

Você queria me ter.

E eu deixei, me entreguei sem resistência, me dei pra você sem problemas. Então senti a sua boca se aproximando devagar. Foi por toda a minha virilha, fez jogo injusto, brincou com os meus sentidos, mas mesmo assim eu continuei te respeitando. Segurou com firmeza com uma das mãos e o colocou dentro da sua boca. QUE MOMENTO! Foi lentamente mas foi com tanta certeza que eu mal suspirava. Colocou inteiro, naquela altura já explodindo de ereção. Aí começou a dar movimento e despejar alguma saliva pra facilitar. Ao tentar te olhar consegui perceber a sua cabeça cima, baixo, cima, baixo, cima, baixo. Teve uma hora que largou a mão, segurou apenas com a boca e levou os braços até o meu peito descendo devagar. É incrível como você domina e sabe exatamente o que fazer para eu me render. Voltou com as mãos e intercalou o ritmo. Lambia, gemia e colocava força, uma força gostosa, uma força de quem sabe o que está fazendo. Comecei a me retorcer porque é extremamente insuportável todo aquele momento! Então segurou pra valer com uma mão só, lambuzava com a boca e com a outra mão apertava e esfregava “ali mais embaixo”. QUE MOMENTO!
Como se não bastasse tudo isso, tirou-o lentamente da boca lambendo com sabor e o levou até seu rosto. Esfregava por toda a parte, fazia de um brinquedo seu. Batia, esfregava e fazia um semblante de “eu sei do que você gosta” que era o pouco que dava pra perceber.
Depois de tudo isso, deitou em mim trazendo o rosto junto ao meu. Nos beijávamos até eu perceber que você já estava sem calcinha. E que espertinha! Não tive como pensar duas vezes, foi uma questão de eu fechar um pouco as pernas e de você abrir as suas.

Aquele barulho de lubrificação natural foi o que nos tornou um só. Levantou a cabeça devagar enquanto eu entrava por inteiro dentro de você. Feito isso, se acomodou debruçada ao meu peito e ditou o ritmo. Pressão contra o meu corpo.
Então eu resolvi parar de resistir e fui ter alguma iniciativa pra melhorar o que já estava bom. Se melhorar, melhora. Peguei na sua bunda com as duas mãos e aumentei a pressão no meu corpo. Começou a fazer calor. Não falávamos nada, te ouvia gemer mas ainda não como eu gostaria, então eu tive que mudar.
Indiquei que eu queria ficar por cima mas que você não precisaria ficar de frente pra mim.

Eu queria te ver de cost4s.
Nos posicionamos e deliciosamente fui voltei a penetrar.
Ali já estava você de qu4tro e eu de joelhos atrás de você. Peguei o máximo do seu cabelo em uma mão, enrosquei e puxei sua cabeça pra trás enquanto fazia a pressão e os movimentos de frente e trás, e com a outra mão segurava a sua cintura para controlar o ritmo.

Aí você parou de gemer e começou a gritar.
COMEÇOU A GRITAR MEU NOME, COMEÇOU A GRITAR PRA NÃO PARAR, COMEÇOU A GRITAR PRA IR COM MAIS FORÇA, PRA IR COM MAIS RAIVA.
E eu, educadamente, obedeci e ainda dei um bônus. ;)

Soltei sua cintura e me veio a vontade de ver a sua pele arder na minha mão. Dei um, dei dois, dei três tapas e você parecia se desconcertar. AÍ EU DEI MAIS, DEI OUTROS MAIS, REVEZEI A MÃO QUE SEGURAVA O CABELO COM A MÃO QUE BATIA.
Escorria suór pelo meu peito, barriga, chegando até as suas costas.
Troquei e me inclinei sobre você que já estava exausta. Com as mãos segurei seus seios mas não saí de dentro de você. Respirei nas suas costas pra te mostrar como eu estava me sentindo, e por mais que parecesse que eu queria parar, eu não parei.

Me ergui novamente e indiquei que gostaria de te ver: empinada.
Cotovelos no colchão e o quadril no mais alto possível. Ia ser bom daquele jeito pra mim e pra você. E aliás, você não faz ideia de como é sexy te ver nessa posição com o cabelo caindo no seu rosto e te fazendo sentir ainda mais calor.

Naquela altura estávamos já bem cansados, mas por algum motivo eu ainda tinha forças o bastante pra mudar de posição. Indiquei que queria sentar na borda da cama e sugeri que sentasse no meu colo. Você não hesitou. Sentou de costas devagar e após nos encaixarmos tomou de conta do ritmo. Com as mãos nos meus joelhos, pulava, pulava, cada vez mais alto, mais forte.

Pulava e gritava. Gritava, gemia, suava, queria, olhava, mordia, arranhava, sorria. Despencava a cabeça pra trás até seu cabelo encostar na minha barriga.

Mostrou que queria mudar e que ia zelar pelo conforto. Nós dois nos levantamos, você deitou de barriga pra cima e me puxou até você.

Então, novamente, eu entrei.

Ali seria pra valer, já que você estava “acomodada”, eu queria fazer se sentir ainda mais incrível. Aumentei a força e a velocidade. Você estava com as pernas nos meus ombros e com os braços pra trás, já eu, revezava minha boca em cada seio sem parar.

“VEM, VEM, VEM, QUERO VER, VAI, COM FORÇA, COM FORÇA,  MAIS FORÇA!”
Era o que você gritava me provocando e que ódio de prazer aquilo me dava. Tem vezes que a gente santo prazer que dá ódio, dá vontade de bater, e eu soltei alguns: “ENTÃO É ISSO QUE VOCÊ QUER? TÁ GOSTANDO DELE DURO EM VOCÊ? PEGA ELE PRA VOCÊ, OLHA COMO EU FAÇO ELE FICAR GOSTOSO AÍ DENTRO!” Falava com raiva, fala pra trocar a emoção e as sensações. Até acelerar ainda mais a velocidade, respirando ainda mais rápido, mais e mais rápido e então me esgotar…




Me rendi, desisti e me joguei em cima de você. Ali fiquei.
Fomos desacelerando e o coração foi voltando pro lugar já que ele estava pra sair pela boca. Senti sua mão nas minhas costas e quando recuperei força pra te olhar:

“Bom dia! Dizem que é importante comer bem de manhã, né?” você me questiona.

Obs: Aos que acabaram de chegar nesse blog: Este não é um blog erótico ou coisa do tipo. É um blog de histórias de relacionamentos, onde, de vez em quando eu escrevo um texto (+18) para apimentar as coisas. Como todo bom casal merece viver.

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Eu sou uma delícia mas não sou pra qualquer pessoa

Você sempre pode escolher ser uma boa pessoa.
Não exatamente por algo ou por alguém além de pra você mesmo.
É preciso ter clareza das ideias e foco nos objetivos pra saber a hora de meter a cara e ir atrás de cada um deles.
Tem horas que a vida mostra que as coisas não vão acontecer como a gente quer. Tem outras que ela até combina com os nossos sonhos e mostra como eles podem ser reais.
Mas talvez seja mais confortável evitar jogar tudo na mão do destino assim, jogar tudo na mão das vontades e fazer uma parceria com a vida.

Eu sei que você sente saudade demais aí. São tantas coisas boas que viveu, são os seus refrões preferidos que deixou alguém pegar pra si também, são seus pratos preferidos que deixou com que soubessem, são seus filmes, são seus parques e os seus planos. Tudo isso é vontade de viver tudo outra vez; tudo isso é o que a gente chama de saudade.

A saída sempre será transformar a saudade em lembrança.

Talvez o melhor a ser feito seja deixar essa saudade toda lá atrás; deixar num lugar especial de lembrar. E então, de alguma maneira, por mais difícil que possa ser, tentar seguir em frente fazendo o melhor pela própria vida.
Se você não faz ideia do que fazer pra ficar bem, comece evitando fazer qualquer coisa que te faça mal. Talvez voltar a ouvir aquela música, assistir aquele filme ou passar naquela loja de perfume, não seja o melhor a ser feito agora pra você, não vai te trazer conforto. E isso não é abdicar da própria vida por outra, isso é procurar alternativas de fazer o coração respirar e parar de chorar.

Eu sei a falta que te faz, que os fins de semana sem ninguém te fazem chorar e que nem o melhor dos filmes consegue te entreter como era fácil quando se tinha a companhia de alguém, mas não adianta lutar contra e jogar a vida no lixo pelo momento que está sendo vivido. Também não significa que seja tudo tão fácil e que talvez você não esteja se esforçando o bastante, pelo contrário. Uma das coisas mais difíceis dessa vida é fazer o certo para nós; a gente costuma fazer o que sentimos. O que não necessariamente significa ser o certo. E isso é, sobretudo, honesto.

Eu sei que você tem amor demais aí dentro pra dedicar alguém, mas talvez não exista alguém ainda capaz de aproveitar tudo isso. E é louco pensar nisso, não? Pensar que talvez “não exista alguém bom o bastante pra mim”. Pois é, mas quem dirá que isso é uma mentira? Não é prepotência se valorizar. É uma questão de se enxergar. Não é qualquer pessoa que merece compartilhar de todas as suas qualidades; não é qualquer pessoa que vai conseguir te ajudar a melhorar os seus defeitos; não é qualquer pessoa que vai achar graça nas coisas que você acha; não é qualquer pessoa que é capaz de combinar o modo de ver a vida com o seu.

Isso tudo se traduz em algo como “não aconteceu ainda porque você merece algo melhor do que está sendo oferecido lá fora”.

Mas enquanto as novidades que aquecem o peito não aparecem, você não pode parar de tentar ser uma boa pessoa.
Não se trata de imposição da sociedade ou dos padrões de viver, longe disso, se trata de sair por aí todo dia plantando as coisas boas que gostaria de colher um dia. Desde o jeito que ajuda seus pais em casa, que cuida da sua casa, passando pelos primeiros passos da manhã, passando pela olhada no espelho repetindo “eu sou uma delícia mas não sou pra qualquer pessoa!”, elevando tua auto-estima ao infinito por você mesmo, até o seu dia no trabalho, até o seu empenho em dar o seu melhor no que se propõe a fazer, e depois, na sua volta pra casa, seja num volante no meio de outros tantos dessa cidade ou no banco do metrô, do trem, do ônibus, ou mesmo EM PÉ nesses mesmos lugares, com teu fone de ouvido, com as músicas que gosta. É em cada momento desses que você pode se dedicar em ser uma boa pessoa e que pode, pelo menos, mentalizar as melhores coisas desse mundo.

É uma questão de preencher o vazio ao invés de se preencher de vazio.

Entenda que todo o monte de coisa boa que tem dentro de você, todo o monte de coisa que quer viver e tudo de melhor que gostaria de compartilhar com alguém, é o que te faz ser exatamente quem você é. É o teu choro real que te mostra que você tem coração ao invés de fingir uma vida feliz com os posts de risadas na internet. É o teu sorriso pelo motivo sem graça que mostra o quando você vê valor nas pequenas coisas. É a foto que tira do mesmo céu de toda dia, ou da lua de toda noite que mostra como você vê beleza nas coisas mais comuns e mais fundamentalmente importantes nessa vida.

Aquela noite recheada de sexo, aquele abraço de arrepiar o corpo todo, o beijo que enrosca, a voz de neném, os presentes surpresa, as mensagens de “chega logo fim de semana”, os planos de viagem, a companhia dos amigos, os novos filmes preferidos, os novos pratos à conhecer, enfim, todas essas são coisas que você tem o direito de viver, desde que viva também todas as outras de maneira real. Ou seja, que a mesma felicidade ao ouvir um “sim” na resposta do pedido de namoro ou de ser uma pessoa escolhida para ouvir um pedido de namoro, seja também vivida em cada palavra que diz nessa vida.

E sobre o que fazer com a saudade e com a visita da solidão?
Você não precisa lutar contra as coisas ruins, mas pode muito bem jogar a favor das coisas boas. Desse modo, automaticamente você se verá mais perto dos dias que quer viver. Isso é sobre aproveitar o tempo; isso é sobre pensar que um dia a menos de saudade é um dia mais de felicidade; isso é sobre pensar que por mais desgraçada que seja a solidão e que sejam os momentos de rir sozinho com os seriados na TV, são momentos só seus nos quais você tem que aprender a lidar, pois, de um jeito ou de outro, você deve se bastar, afinal, você será sempre a sua melhor companhia.

O amor que quer viver não está nos beijos, mas em cada passo que você dá.

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A Gente Nunca Vai Se Esquecer

A gente nunca deixa alguém 100%.
Tipo, ninguém nunca sai da vida de ninguém por completo.
Aí depende da gente julgar até que ponto isso é bom e ruim. Um lado bom é que as lembranças e lições que vamos levar pra sempre são motivos pra gente ser melhor todos dias, não por ninguém muito menos pelo passado, mas só pela gente. Um lado ruim é que a gente não pode viver no sentimento de “você nunca vai me esquecer” ou “eu nunca vou te esquecer”. As coisas simplesmente acontecem e o tempo é deliciosamente incontrolável.

Não é problema ter uma música especial pra viver por dois.

Tudo bem também já fazer aqueles planos ansiosos, com nomes dos filhos e lugar onde morar. Tudo isso faz parte e vamos repetir enquanto estivermos vivos. Planejar não significa realizar. É importante e é tão gostoso manter o clima de compartilhar sonhos e vontades. É incrível estar com alguém que completa as coisas que a gente vive.

Não é nada fácil e indolor gostar de alguém.
Mas a gente gosta mesmo é do difícil, né?
Se o amor fosse premeditado talvez a gente não valorizaria tanto. Todos valorizamos, o que muda é a maneira com que fazemos isso.

A gente gosta de agregar valor em tudo que vivemos.
Por isso encontramos alguém especial nos refrões das músicas ou nos tipos de comida. A gente faz isso propositalmente inconsciente. É bom demais falar “Nossa, fulano ama essa música! Sempre lembro!” ou “É o prato preferido de ciclano”. A gente gosta disso, não adianta querer mudar.

A lembrança há de ser uma lição e não uma prisão.

E mesmo que a lembrança tenha peso de saudade, não é algo a que devemos ser refém. É uma questão de valorizar o tempo: o tempo que a gente perde revivendo uma lembrança dolorosa a gente ganha indo atrás de momentos novos pra viver.

Somos uma mistura de lembrança, saudade e esperança.

Tem dias que uma parte fala mais alto que a outra, igual os dias que fazem mais sol que outros. Não há receita, há adaptação. Vamos lidando dia após dia com esse jeito maluco que todos temos de ser. E é exatamente dentro de cada aparente insuportável dificuldade que mora a nossa força de superar.

Ninguém vai te esquecer do jeito que você pensa e nem você nunca vai esquecer de alguém do jeito que espera. São os dias que fazem a gente, e dentro deles, são os momentos que fazem o que somos.
Até que ponto vale a pena desejar a vingança do tempo?
Até que ponto vale emplacar o discurso de “Você vai sentir minha falta e vai ser arrepender por tudo que me fez!”. Até que ponto? Voltamos ao tempo: a força que a gente deseja essas coisas pode ser tão melhor aproveitada desejando coisas boas pra nós mesmos. Talvez seja hora de virar o disco.

Essa pessoa aí que você está lembrando não te esqueceu como você pensa que esqueceu. Ela te encontra nas cenas dos filmes e nas pizzas do fim de semana. Ela também te vê sem querer ao conhecer novas pessoas com o mesmo nome que o seu. Essa pessoa te encontra ao sentir o seu perfume em um metrô qualquer. Essa pessoa te encontra nas ruas que passaram juntos; te encontra nas coisas que você não gostava e que outras gostam; te encontra nas piadas que faziam das outras pessoas e que agora não tem mais com quem fazer. Essa pessoa nunca vai te esquecer, mas não espere que ela te diga isso. E na verdade, até que ponto vale a pena que essa pessoa te diga isso?
Talvez seja melhor aceitar que não existe mais nada, mas tudo que existiu é algo que nunca vai ser esquecido.

É que a gente gosta mesmo de justificativas e não de respeito.

A gente gosta de questionar o por quê ao invés de parar e aceitar: “é assim ué”. E não se trata de acomodação, se trata de uma busca maldita por algum tipo de conforto, por algum motivo que justifique a dor, uma busca por qualquer razão, qualquer diabo de razão que possa nos tranquilizar e fazer voltar nossas noites de sono. Mas por quê?
A gente quer mesmo é que aquela pessoa ali em cima – aquela que já pontuamos que nunca vai te esquecer – peça pra voltar. E não só isso: que peça pra voltar de joelhos. A gente quer estar por cima sempre. E não adianta dizer que “não é bem isso, só quero que a gente volte” pois no fundo há uma ferida aberta por essa pessoa.

Aceitar não é submeter, é deixar viver.

Às vezes é melhor acontecer uma coisa mais uma vez pela primeira vez do que acontecer a mesma coisa outra vez por simplesmente acontecer.
Em outras palavras: às vezes é melhor ter aquele sentimento bom pela primeira vez por alguém novo, do que desejar que alguém do passado volte pra reviver um velho sentimento.
Claro, há exceções. Tem momentos que voltam, tem pessoas que voltam, e isso tudo acontece pra gente aprender a considerar TUDO nessa vida, ao invés de pensar que: “não, isso nunca pode acontecer”. Mas às vezes, insisto, vale mais a pena a gente aproveitar o tempo querendo novidades do que a volta no tempo.

É excitante ver a vida recomeçando.

Você também nunca vai esquecer essa pessoa.
Não adianta viver os fins de semanas sob efeito de alcoól pelas baladas na sua cidade, você nunca vai esquecer. Você vai se ver mesmo sem querer, cantando aqueles refrões que cantavam juntos. Você vai encontrar essa pessoa nos programas preferidos que ela dizia; você vai encontrar na ausência da companhia nos fins de semana no parque; você vai encontrar essa pessoa na saudade de uma opinião sobre qual roupa vestir essa noite.

Portanto, toda essa lembrança, toda essa saudade, todo esse sentimento já vivido, vão morar na sua vida e na vida de quem já viveu com você. E como lidar?
O mesmo tempo que dilacera é o que ajuda. Os dias vão passar, outros filmes vão ser lançados, outros pratos serão provados, outros perfumes serão comprados, outros planos serão feitos, outros sorvetes serão tomados, outras risadas serão ouvidas, outros conchinhas serão compartilhadas, outros motivos serão encontrados, outros refrões serão cantados, outros momentos serão vividos. Mas sempre e pra sempre seremos nós mesmos; sempre seremos aquela pessoa que viveu aquele tempo bom e que traz saudade. E essa pessoa, essa aí da sua cabeça, sempre vai ser aquela pessoa que viveu aquele tempo bom e que traz saudade.

A gente nunca vai se esquecer, a gente vai se guardar.

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Falar Demais Pode Ser Algo Bom Demais

A gente nunca sabe das coisas como imaginamos.
Tem coisa que está na nossa cara e a gente vai e: ignora.
Mas essas imperfeições é o que fazem da gente pessoas melhores, pois depois de cada vez que a gente se engana nasce uma oportunidade pra gente ver diferente, parar, pensar e concluir que é hora de mudar.

Eu já me evitei demais.
Eu já pensei muitas vezes antes de fazer as coisas que eu sentia.

Mas aí eu resolvi mudar o jeito de ver.
É que eu sempre me preocupei por não ter certeza de que meus esforços por alguém seriam reconhecidos ou se seriam motivos de cansaço. Sabe aquela coisa da gente se sentir grude e tal? E pior, sabe quando dizem que a gente está sendo grude? Então, eu sempre tive medo de ser. E por isso acabava pisando no freio das minhas vontades.

O tempo me fez ver que eu posso ser tudo que eu quero ser.

E coisas como uma mudança de pensamento e uma ousadia a mais, fazem com que eu me sinta alguém menos limitado e menos fraco.
Por isso estou aqui pra te falar essas coisas, que até podem não fazer tanto sentido pra você, mas que demorei muito tempo pra ter certeza de que você seria alguém pra eu tentar ser de novo quem eu sempre gostei de ser.

É que agora eu penso menos e vivo mais.

É bem estranho ter que explicar uma mudança da gente, sabe? Até porquê pode parecer algo superficial demais pra quem vê de fora ou pode parecer algo forçado demais para essas mesmas pessoas, mas a verdade é que eu mudei e não foi por ninguém, foi por mim mesmo.

As coisas só mudam pra melhor quando a gente toma alguma atitude para isso, do contrário, elas só mudam, e muitas vezes para pior.

Eu gosto de estar por perto e dizer que sinto saudade.
Em pensar que já me preocupei em saber se a minha confissão de saudade seria interpretada como algo real ou como alguma forma de apelo, alguma forma de só “querer ver de novo”. Pode parecer que tenho mania de filosofar demais sobre os sentimentos, e na verdade, parece não, eu faço isso mesmo. É que eu gosto de ver com olhos diferentes as mesmas formas de sentir. E falando nisso, pra mim é fácil lembrar de alguns “eu amo você” que cantaram nos meus ouvidos, sendo que dias depois eu sequer ouvia mais a voz da pessoa. Então, esse meu tipo de raciocínio sobre o que eu sinto faz sentido para eu não me machucar.

Pensar no que a gente sente não evita sofrimento mas conforta o sentimento.

Isso significa que pensar em tudo que eu já senti e tudo o que já disseram sentir por mim, faz com que eu saiba lidar uma pouco mais com essa mudança de sensações que a gente vive a cada novo começo, a cada novo sim, a cada novo beijo.

Hoje eu só quero a paz de poder dizer que o que sinto é verdade sem ser julgado por isso.

Por isso, agora eu gosto de te falar sobre como é bom te ver bem, sobre como me faz bem te ver contente por me ver, sobre como eu faço questão de te deixar claro o quanto você me deixa bem por valorizar o jeito que eu sou.

Teve gente que não entendeu quando eu dizia sentir amor.
Engraçado que isso eu também nunca entendi e nem por isso comecei a falar menos.
Mas essas pessoas me fizeram sentir medo até do sentimento mais bonito que eu já senti na vida. Que coisa louca, né?

O que mais tem é gente pra dizer que o que sentimos é exagero, como se elas soubessem o que é sentir algo exageradamente verdadeiro.
Eis aqui a mudança de ponto de vista.

Se para outras bocas que já passaram por você a meta era te despir e te fazer instrumento de prazer, pra mim é ver o branco do seu sorriso e o meu próprio reflexo no teu olhar. Se sentir bem com alguém é brega mesmo e não tenho vergonha disso.

É que hoje eu não me evito mais e assim vivo mais.
Embora em outras ocasiões eu tenha mesmo me precipitado pensando que existia algo quando na verdade só eu achava isso, hoje minha vida até pode continuar da mesma maneira, mas o que muda é a forma com que eu sinto prazer por isso. Se o que me trazia angústia era a falta do ♥ no fim da SMS, hoje eu mando menos SMS e vejo mais pessoalmente.

Vai ver a nossa vida nunca muda nada, é só a gente que começa a viver a mesma vida de um jeito diferente.

Então, no fim das contas eu continuo com os mesmos medos, inclusive aquele de me expor demais e falar demais o que eu sinto, só que agora eu penso que falar o que eu sinto pode ser algo bom demais pra alguém.

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Digamos Que é Uma Delícia

É bom, né?
E como é bom. É tão bom que nem dá pra explicar direito.
Fazer sexo, fazer amor, tão logo, fazer sexo com amor é tão bom que nem dá pra explicar direito.
Só que a gente precisa respeitar a nossa vida antes de sair por aí achando que “é a hora certa”. Tudo bem que não há uma certa, tipo: “Daqui a 1 mês vai rolar”, porque aí pode acontecer na próxima meia hora. Mas é importante ter consciência de que se tudo tem sua hora, a primeira vez de momentos como esse nos quais a gente vai lembrar pra sempre, também tem a sua.

Mas que é bom, ah isso é.
O descompromissado tem o seu fetiche.
Aquele negócio inesperado que isenta a gente de ficar com remorso depois ou com o sentimento de ter que fazer algo, algum agrado, sei lá, alguma coisa. Aquele que a gente faz quando dá na telha, que a gente faz só por ouvir o corpo gritando, que a gente faz no primeiro encontro (qual o problema?), ou até mesmo quando é organizado e a gente consegue marcar os detalhes, dia, hora e lugar. Faz bem para o corpo, faz bem para a saúde e para a alma. A gente fica mais leve e acima de tudo mais felizes, pois nos divertirmos sem arrependimentos.

Já o compromissado, aquele de fazer parte do dia a dia, que a gente também faz com o coração, consegue ser tão bom quanto. É que ali estamos depositando muitos outros sentimentos além dos convencionais e sensoriais. Ali a gente olha no olho e pensa no depois. É tão bom fazer bem a alguém, né? Poder rechear esses momentos com algumas palavras que moram lá no coração e a gente solta assim meio sem querer só por estar sentindo com mais força que o normal.

Em ambos, há muitas coisas em comum. Primeiro porque são relativamente a mesma coisa.
Bom mesmo é quando para os envolvidos há o pensamento de que tem que ser um momento histórico e não só essa de “mais uma vez”. O limite é imposto pelos dois. São os envolvidos que determinam até onde o negócio pode fluir.
Nesse cenário, é muito bem vindo aquele puxão de cabelo torcendo a cabeça pra cima ou aquele arranhão nas costas que em qualquer outro momento da vida é horrível, mas ali é liberado, bem como o olhar dentro dos olhos falando mais do que qualquer outra palavra. Também é bem-vindo saber demonstrar o que sente, demonstrar um ao outro que há um prazer ali no meio, saber convencer de que está sendo bom, delicioso e mais que isso, de que está sendo especial.

Não deve existir preciosismos.
Se as imperfeições corporais não devem ser nunca consideradas, muito menos em momentos de sexo, de amor ou de sexo com amor. O foco é um só: ter um momento incrível e não ser egoísta, ou seja, proporcionar prazer da mesma maneira com que está sentindo, pois ali um completa o outro, um está fazendo do outro seu atalho para o clímax do corpo, para os momentos em que o corpo se queima em sensações. Não há cartilha, não há manual. O jeito com que as coisas acontecem é desenhado por quem está envolvido, o importante mesmo é fazer com vontade. Ninguém é perfeito em nada, muito menos nisso, então a saída é fazer com que os pontos positivos sobressaiam os negativos.

Sexo é dar um tapa – aquele tapa! – sem pedir permissão. E depois, dar outro. E outro.
Amor também.
Embora normalmente seja praticado como uma coisa diferente da outra, ambas se completam.
Não é porque o sexo é casual que se deve fazê-lo de um jeito casual. É claro que dá pra colocar amor ali no meio. Não precisa falar “eu te amo” mas é importante fazer com se tivesse esperando uma declaração dessas, em outras palavras, se amor é o melhor sentimento que temos, no sexo a gente tem que de usá-lo de uma maneira que represente o melhor que somos. Direto e reto: dá muito bem pra morder, puxar o cabelo, arranhar o corpo, gritar, falar sacanagens e tudo que tem direito, com amor. Até porque, se o outro não for convencido de que o que vai acontecer é bom, pode esquecer, nada vai acontecer. Para tal, nada mais justo que a sinceridade, nada mais justo que se esforçar em fazer daquele momento nu o melhor da vida de cada um.

Amor é cuidar dos preparativos, é fazer carinho com uma mão a mais, é deitar no peito depois.
Sexo também.
As mesmas surpresas do sexo casual podem ser vividas dentro de uma relação estável.
Qualquer lugar pode se tornar cenário para um carinho inusitado, uma proposta deliciosamente indecente e uma atitude escandalosamente inesperada. É a busca pelo nosso prazer e por proporcionar prazer ao outro que importa.

Sexo não é brincadeira.
Fazer amor muito menos.
Por isso que não se deve ridicularizar quando acontece. É um momento onde os envolvidos expõem toda a própria intimidade, – muitas vezes nunca exposta – onde um conhece ao outro em detalhes, sente ao outro por inteiro, e só isso já é motivo de ser valorizado como algo profundamente especial.

Pode parecer meio confuso até aqui, mas é justamente isso que é: impossível definir. Só que dá muito bem pra gente nortear algumas coisas e traçar algumas importâncias.
Não há dúvida de que o respeito também mora dentro do sexo. Infelizmente muitas pessoas ainda tratam esse assunto com chacota e isso só deprecia ainda mais este que deveria ser um dos momentos mais cruciais da vida de qualquer pessoa. O cara que não conseguiu funcionar como o esperado, a garota que não gemia, alguém que não topava alguma loucura, são exemplos de coisas que podem acontecer com qualquer pessoa, só que mais do que transformar isso em piada, pode ser transformado em algo que a pessoa possa trabalhar para melhorar. Muitas vezes não dá certo pela tensão, muitas vezes é insegurança do próprio corpo, muitas vezes é só uma sede de dar prazer ao outro que acaba desfocando o próprio prazer. Mas como a gente pode esperar compreensão e empenho de um mundo sexualmente egoísta onde o cara que faz sexo com várias mulheres é homem de verdade e a mulher é vadia? Mas isso é tema para outro momento.

A gente sabe quando está gostoso quando a gente fica fora do ar. Tem também o tal do suór, a força que praticamente rasga o edredom, a cama que fica desmontada, a sensação ao ver outro corpo ali entregue.
E muitas fatores influenciam um momento como esse.
Tem gente que não tem a beleza que a sociedade exige, mas tem o sex appeal que a sociedade não consegue ver. Tem gente que não é sexy, mas tem beleza que excita. Tem gente que não tem o corpo sarado, mas sabe usar muito bem o corpo que tem.
Tem gente de todo o tipo e isso que faz o sexo ter graça, isso que constrói o amor dentro da gente.

Em últimas palavras, não existe manual e nem esteriótipo do sexo perfeito, existe a consciência do que gostamos e a sensibilidade de perceber do que o outro gosta,
e a partir daí, existe a atitude em dar
o nosso melhor.

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Como é Que se Diz Mesmo?

É, como que faz?
Não lembro direito como eu fico e o que eu tenho que fazer quando acho que estou começando a gostar de alguém. Que confusão, meu deus!
Mas é assim que funciona, né? A gente fica bem confuso e os sentimentos começam a virar uma salada fazendo com que uma hora a gente sinta uma coisa, e ali em outra, a gente sinta algo completamente diferente. Que loucura!

E o que seria de nós se não fosse a loucura que nós mesmos criamos?

Acho que estou começando a entender.
Quando a gente gosta a gente fica bobo, né? Isso mesmo! A gente fica! A gente começa a achar graça em coisas que nem sequer percebíamos, tipo o jeito que um bebê ri no colo da mãe ou na música que o cobrador de ônibus canta assobiando. É engraçado porque tudo vira motivo de festa e até o que não é, a gente transforma em pelo menos algo positivo pra lidar de uma maneira mais gostosa.
Esse negócio de gostar faz bem.

Quando a gente menos entende é quando mais estamos sentindo de verdade.

Aparentemente é sim.
Porque tipo, se eu soubesse exatamente o que estou sentindo e como me comportar, eu poderia me poupar e calcular mais as minhas atitudes, aí acho que não seria tão legal no fim. Nessa fase a gente gosta de ser brega mesmo, dane-se. A gente quer passar o dia trocando mensagens, a gente quer saber de detalhes da rotina da outra pessoa para que possamos opinar em algo, estimular em algo e ajudar em tudo. Nasce uma tal de cumplicidade.
É quando a gente se vê sentimentalmente cúmplice de alguém? Aí é sinal que as coisas estão ficando um pouco mais sérias do que diz o horóscopo.

Faz um bem danado fazer um bem a alguém.

Outra coisa legal quando a gente entra numa fase dessa são os novos prazeres que a gente aprende. Normalmente nos sentimos bem fazendo coisas que gostamos, mas aí é só a gente perceber que o coração começou a bater um pouco mais rápido por alguém que a gente começa a ficar feliz em ajudar a pessoa gostamos, mesmo que, de alguma maneira, não gostemos em nada do que fazemos. Mas só de ver alguém ali rindo por algo que a gente disse ou fez já é motivo pra ir dormir sorrindo.

Nossa, e ir dormir então?
Isso é demais! Já bate até uma ansiedade para que aconteça logo! Sabe, aquilo de comprar um montão de comidinha gostosa, escolher alguns DVDs e passar as noites dos fins de semana se fazendo de colo um para o outro, revezando a conchinha, enroscando as pernas e falando sacanagens ao pé do ouvido. Afinal, quem nunca?
Aí a madrugando chega e o sono também. Então a gente acorda torto pela manhã: meias de um lado, edredom de outro, braço por cima, por baixo, cabelo amassado, perna pra fora, perna pra dentro, frio e aquela cena embaçarada de quem dormiu e nem viu a noite passar.

E por falar em nem ver a noite passar, e o tal do relógio?
Aff, é até difícil explicar. Durante a semana ele passa se rastejando, durante o horário de trabalho, nossa senhora, se não fosse pelo Whatsapp, SMS’s, e-mail e chat, não dá pra saber como daria pra aguentar ficar tanto tempo sem trocar um carinho. Se bem que, pensando bem, por essa quantidade de meios que existem pra se comunicar hoje em dia, conforta pensar que já foi pior. Só que a gente quer sempre mais! É que quando a gente tá gostando, nada é demais. Podemos passar o dia inteiro conversando e quando a gente se vê os assuntos só aumentam. É realmente um negócio louco. Mas tão bom.

Se melhorar, não estraga nada. Melhora mesmo!

Concordo que a gente não deve se precipitar.
Às vezes esse sentimento doido não passa de uma loucura temporária, sei lá, algo bem de momento que nasce só pra movimentar a vida – e isso é ótimo. Só que esse sentimento tem total chance de se tornar algo maior e mais forte, e aí, a coisa realmente começa a ficar bem séria.
Por exemplo quando a gente começa a sofrer com a saudade que por algum motivo maior somos obrigados a conviver. Bem como quando a gente começa a ter que lidar com outros sentimentos só que não tão bons assim.  Tipo o ciúmes. E a raiva que dá ver aquela pessoa conversando com quem a gente “não gosta”? E pior, quem não gostamos muitas vezes até sem por quê. Como somos problemáticos! Mas acho que isso talvez seja uma defesa, sabe? A gente não quer que a pessoa sofra e temos o direito de não gostar de todo mundo, daí por algum motivo, que seja um motivo só nosso, a gente começa a imaginar coisas e tentamos de alguma maneira controlar a situação. É, falei bonito, mas estou falando de ciúmes mesmo. Fim.

Ciúmes não faz bem, o que faz bem é fazer bem a alguém.

Pena que a gente não consegue controlar, né?
Vai “curtir” a foto de outra pessoa, não dessa que odeio!
Vai “encontrar sem querer” outra pessoa, mas não essa.
Até que dá pra justificar essas coisas, mas isso só não pode virar algo neurótico, porque aí tudo que a gente fez de bem para a pessoa acaba se desgastando; tudo acaba se transformando em nada e não mais acrescentando e muito menos dando prazer em nada. Por isso a gente tem que tomar cuidado.

É, como que faz?
Falei, falei e falei e praticamente não saí do lugar, só poluí conceitos.
Mas isso tem a ver com aquele estágio que a gente se encontra onde não importa o que falamos, sempre vai ser pensando em alguém, por alguém, pelo bem daquele alguém.
Como é que se diz mesmo?
Ouvi falar que quando a gente tá assim tão dedicado e sentindo alguém mais presente na nossa vida do que nunca, isso é sinal de um troço chamado amor.

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