Eu sou tudo o que eu gostaria que fossem

Leia ouvindo:

Quando eu paro pra pensar no que passei vejo como é bom ver como eu posso errar.
Logo eu que já pensei nunca mais conseguir superar algumas coisas que já vivi, hoje me vejo aqui vivendo mais um dia novo nessa minha vida que recomeça a cada dia.
Doeu pensar que o problema sempre era eu.
É normal eu sempre me perguntar sobre as coisas que faço, sempre me julgar, sempre me cobrar, sempre me vitimar, sempre me matar muitas vezes sem por quê.
Algumas vezes eu pensei em acabar logo com isso tudo, pensei em resolver de uma vez e eliminar as possibilidades de viver qualquer coisa ruim de novo, mas isso tudo dura até que eu sinta meu coração bater de novo. E é assim até hoje.

Vez ou outra lembro de algumas bocas que já beijei.
Lembro e tento imaginar quem hoje pode beijá-las.
Não lembro, no entanto, com alguma dor ou arrependimento, com sequer saudade, lembro como se eu estivesse relendo um livro que já gostei, pois as pessoas que passam pela nossa vida são como livros que a gente gosta e um dia gente pode até esquecer dos detalhes, mas nunca esquece dos livros.
Gosto de relembrar pra me encontrar.
É no passado que vivi que encontro tudo o que me faz presente aqui e pronto pra viver.

Tem vezes que lembro também dos motivos pelos quais já chorei.
Também não me cabe julgar se eram ou não motivos suficientes para tal, mas foram coisas que de algum jeito me faziam mal e tiravam as minhas noites de sono. Por um lado me frustra lembrar que algumas desses vezes eu chorei pelas boas intenções, chorei por estar pensando uma coisa e a pessoa outra, chorei por estar sentindo uma coisa e por mais que a pessoa demonstrasse o mesmo, no fim dizia que era outra. Chorei um bocado.

As folhas do calendário são as folhas do nosso próprio diário.

Isso quer dizer que apesar de eu riscar um por um dos dias que já passaram, eu não os ignoro, tampouco me envergonho, cada um deles fazem parte da coleção que eu sou.

Neste diário que escrevo todos os dias vejo espaço também para os dias que já sorri feito criança. São dias que me voltam o riso só de lembrar assim tão rapidamente. Dias em que tive companhia para conversar sobre os desenhos das nuvens ou sobre as estreias do cinema; dias de deliciosamente gigantes filas no cinema. Não falo agora num tom nostálgico ou algo como “será que eu nunca mais vou viver algo parecido?”. Do contrário, falo num tom de “Olha como essa vida é gostosa, embora caprichosa pra acontecer”.

E as vezes em que meti o pé pelas mãos? Ah, essas vezes.
Mensagens que talvez eu não deveria ter mandado, bem como ligações que eu não precisava ter feito ou demonstrações que eu não precisava ter desperdiçado. Por um lado me convence pensar que são erros passados nos quais não devo cometer outra vez, por outro lado, entretanto, eu quero mesmo é que vá a merda quem não soube valorizar cada um dos meus valiosos esforços e todo dia faço questão de exibir o melhor dos meus sorrisos pra quem eu posso confiar: eu mesmo. E quando me for necessário decido o jeito que eu vou ser, sendo eu mesmo do jeito que cada um merece que eu seja.

É no espelho de toda a manhã que eu vejo quem sou, quem já fui e quem gostaria de ser. É neste mesmo espelho que vejo cada vez que chorei e cada sorriso que já dei, e então, ao me arrumar pra ir viver mais um dia nessa cidade, procuro mentalizar coisas boas e novidades do bem para o meu dia, que seja mais semáforos verdes que vermelhos ou mais e-mails respondidos que ignorados.
Saio de casa carregando bem mais que a chave do portão e um celular cheio de saudade e flertes de fim de semana; saio de casa carregando um coração recheado de vontade de viver coisas pra me orgulhar e contar para os meus filhos um dia. Pode ser coisas tipo o dia em que consegui relevar o aperto no transporte público e apreciei melhor as minhas músicas favoritas, ou o dia em que salvei alguém na faixa de pedestre. Eu não sei. O que sei é que cada dia pra mim não é apenas um dia a menos para um novo fim de semana, cada dia pra mim se trata de mais um monte de oportunidades de me sentir melhor com as coisas que sinto e quero viver. Sou quem planta o que quero colher.

Sou eu que devo arregaçar as mangas e fazer jus ao salário que me traz comida no prato, sou que devo semear mais vontades de dar risadas do que motivos pra reclamar, sou eu que devo oferecer meus ombros pra quem eu gosto quando precisam de um canto pra desabafar. Também sou eu que devo ser o amor que eu tanto valorizo, sou eu que devo colocar efeito nas frases de efeito que leio, sou eu que devo aumentar a duração dos abraços, sou eu que devo convencer que gostei do beijo, sou eu que devo deixar claro o quão o sexo é especial pra mim apesar de eventualmente casual. Sou uma coleção, sou um álbum de fotos, sou verso e refrão, sou dias de sol e chuva, sou frio e calor, sou praia e campo, eu sou.
Se não sou tudo que eu gostaria que fossem pra mim, eu deveria ser. E serei.

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Não vou te deixar roubar minhas músicas preferidas

Leia ouvindo:

Eu só não faço questão de esquecer porque por enquanto me faz melhor lembrar.
É bobagem lutar contra coisas que já me fizeram bem um dia.
E por mais mal que podem me fazer hoje, eu nunca vou deixar com que as experiências ruins sejam mais fortes que as boas.
Por isso eu deixo você exatamente ali onde ficou; deixo você na minha cabeça exatamente naquela última vez que a gente se viu juntos, naquilo que chamam de adeus.

É difícil ter que lidar com o que sentimos e o louco é que muitas dessas coisas que sentimos são ocasionadas por nós mesmos. Há quem diga que gosta de sofrer, que gosta daquela sensação de dor por amor e de ver os dias se arrastando pelo calendário. Eu não gosto de ver assim. Bem que eu queria encontrar algum prazer em te ver partir, mas quanto mais eu me vejo longe de você mais eu lembro de como eu era quando tinha você.

E esse é um lado bom de toda essa minha saudade.
Foi bom te ter pra saber o que eu posso ser por alguém. Eu te fiz e te falei coisas que ainda não repeti pra ninguém, mas essas mesmas coisas aumentaram a minha perspectiva sobre tudo que sou e tudo que posso ser por alguém.

Eu vou mentir se eu te disser que não penso como está sendo a sua vida sem a minha pra te acompanhar, principalmente porque este é um exercício que faço por você. Vez ou outra me pego pensando no meu mundo antes e depois de você. Lembro vagamente, mas consigo ver que antes metade do meu corpo era ansiedade em ter alguma ligação de saudade, então depois que você apareceu e assim partiu o meu corpo se preencheu de vontade de encontrar algum jeito te matar toda e qualquer saudade. Mas isso não é uma sentença, é um momento que me encontro.

Sabe, eu demorei pra reencontrar motivos pra sorrir depois que você se foi. Pode parecer meio drama de novela, mas a verdade é que eu não conseguia ser diferente.

É tolice fingir felicidade enquanto se vive de saudade.

Foi bem complicado porque você parecia me perseguir por todos os lugares, desde a companhia no meu travesseiro ao dormir aos passos que dava no meu local de trabalho. Eu tive que aceitar que lutar contra não ia melhorar, só ia me prejudicar, só ia amaldiçoar todo o meu sentimento.

Eu acho que gosto mesmo de você.
Acho que talvez ninguém nunca gostará mais de você do que eu.
Talvez ninguém saberá te fazer feliz de um jeito parecido como você disse que eu fazia.
Talvez toda a felicidade que você alcançar nessa vida jamais chegará aos pés daquela que te proporcionei um dia.
E não quero dizer que por isso eu sou melhor que alguém e que por isso você deve se arrepender antes de morrer, quero dizer que o que eu sentia era real.

Na verdade gostar de verdade nem sempre vale de verdade.

Isso significa que por mais que eu te provasse tudo o que eu sentia, não havia nada que eu pudesse fazer pra te fazer mudar de ideia e voltar a me ver de novo do jeito que já me viu um dia. Eu poderia falar ou fazer qualquer coisa, eu poderia até te fazer chorar na minha frente ao mostrar que o meu sentimento era seu, nada ia adiantar, pois você mostrava uma certeza no olhar capaz de me atravessar o peito e rasgar meu coração. E eu não te culpo, só estou falando que nem sempre a verdade resolve de verdade. Apesar de mesmo assim ser sempre o melhor caminho, ser sempre sinceridade.

Falar que gosto de você não trouxe e nem te trará de volta. E talvez eu nem precise mais da sua volta, até porque é o mundo que precisa de voltas, e dentro de cada uma dessas voltas, eu posso voltar a viver coisas novas que me façam voltar a ver que há valor nas voltas que o mundo dá.

O nosso sentimento é grande demais para nós mesmos.

Por isso que gostamos de gostar e que gostamos de ser gostados. Poucas coisas são melhores que se sentir um motivo especial para risos bobos e meia dúzias de piadas que só fazem sentido quando o coração acha graça.
E nós fomos mais ou menos assim.

Ainda estou aprendendo a lidar com a ausência do futuro que planejamos. Estou aprendendo a lidar com os filmes que vimos juntos, mas eu nunca vou saber lidar com as minhas músicas preferidas que dividi com você, pois eu nunca vou deixar com que as leve de mim. Você preferiu partir e já bastou levar uma parte de mim com a sua ida, eu não vou permitir que leve também toda a minha força de viver novos dias e a minha inspiração em ser para uma nova pessoa tudo de bom que fui pra você, não vou permitir que a trilha sonora da minha vida também faça parte da sua. Que você viva em paz, mas que me deixe também conquistar a minha paz, aquela mesma paz de tempos atrás, quando eu tinha muitas coisas que eu gostava até me entregar pra você e com isso entregar parte do que sou para a sua vida.
Eu só não faço questão de esquecer porque por enquanto me faz melhor lembrar que eu cresci.

ps.: Pessoal, sei que tá rolando um problema na hora de ouvir a música pelo celular e ainda não descobri o que houve, mas em breve, o blog vai mudar completamente e tudo voltará ao normal. Aliás, voltará melhor. <3
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Vai viver assim ou vai viver melhor?

Esse negócio das “coisas darem certo” é difícil demais, né?
Na nossa cabeça, “dar certo” significa viver aquela história de amor eterno dos filmes. Mas ora, por mais baseados que sejam, os filmes são reais?

A gente tem mania de viver atrás da vida perfeita e esquece que a felicidade está no fato da vida ser imperfeita.

Por muito tempo eu me culpei pelas coisas que fiz, que falei e que deixei de fazer. Não deixei minha vida parar, mas também não a respeitei de um jeito que hoje eu penso ser justo. Sem problemas também, era a minha margem de imperfeição sobre o que é viver, era eu mergulhado em uma certeza que cega que fazia sentido pra mim.

A melhor coisa de estar vivo é saber que amanhã será um novo dia.

Para todos os efeitos: é bom saber que o amanhã vai chegar.
E se o amanhã no caso tiver a ver com dor, cabe mudar a forma de ver e pensar que um dia mais longe do que queremos é um dia mais perto do que merecemos. E isso é o que vale a pena.

Bem, apesar de todos os meus erros, na medida do possível eu segui tocando a minha vida vivendo as coisas que me fazia bem e me inspiravam. Muita gente me apontou o dedo pra me dizer o que é o certo, mas poucas foram as pessoas que me estenderam a mão pra me ajudar a ver o que é o certo pra mim. Então, dentro disso, pouco a pouco eu vi o mundo girar e pude sentir cada segundo passar como navalha no meu rosto.

Foi bom me machucar pra agora ver aquela dor cicatrizar e me lembrar de tudo que eu preciso evitar.

As coisas começam a mudar quando a gente enxerga que é preciso mudar. Há quem nos ajude aqui ou ali, mas a força maior está e sempre estará dentro de nós mesmos.
Hoje me lembro de palavras bonitas que usei pra resumir o que eu acho do que é bom nessa vida e, não me arrependo, mas agora eu procuro conhecer novas palavras para definir coisas ainda melhores que estou vivendo.

Hoje eu procuro alguma palavra que resuma a importância que você tem na minha vida.
Vou te falar que estou cansado de procurar e talvez eu use os apelidos que te dei como uma forma só minha de te provar como a minha felicidade depende da sua.
Me sinto bem em poder continuar fazendo as coisas que amo de um jeito melhor do que já fiz um dia, de um jeito que me deixe feliz, de um jeito que te orgulhe e te motive a continuar comigo me fazendo feliz como em nenhum dia deixou de fazer.

É na dor que rasga o peito que chegamos mais perto do coração.

O negócio é aproveitar o corte que sangra sem parar e chegar mais perto do que somos e do que nunca poderemos deixar de ser: nós mesmos. É no nosso coração que mora a raíz do que somos e de todos os sentimentos que queremos viver nesse mundo.

Sabe, chega uma fase na vida, independente de idade, que um botão aparece na nossa cabeça do tipo: “E aí, vai viver assim ou vai viver melhor?”. É um botão isento de julgamentos, pois muitas vezes nós precisamos viver as coisas que vivemos por mais estranhas que pareçam ser, mas é um botão inspiracional, um botão que nos mostra que dá pra ser melhor do que está sendo, que dá pra ser mais feliz do que já pensamos ter sido um dia.

Hoje eu gosto de morar no teu abraço de bom dia.
Gosto de tocar a sua pele e sentir arrepio só pelo jeito que me olha. Hoje eu gosto de fazer as coisas que mais gosto agora com a sua companhia pra deixar tudo ainda melhor.

Você me mostrou que eu teria vez nessa vida e que por mais longa que fosse a queda-livre que eu pensei estar, mais forte a sua mão me segurava pra me ajudar.

Hoje eu gosto de fazer de nós dois um só.
Gosto de te ter por perto pra me ajudar e gosto de saber que o teu beijo é meu e que as minhas palavras preferidas hoje são só suas. E que as novas também. E que os apelidos também.

Apesar de tudo, hoje eu prefiro não me lembrar de tudo que já fui um dia, prefiro me concentrar em tudo que vou ser ainda e em tudo que posso fazer pra te ver mais feliz do que já foi nessa vida.

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São coisas que eu peço pra você

(dica: outra emoção é ler o texto dando play na música!)

Viu, não faz isso comigo.
Não deixa eu me tornar uma brincadeira pra você.

Antes do seu beijo, quero que prometa se colocar no meu lugar.

Eu não quero ter que falar mil vezes sobre as coisas que não gosto. E não que eu não seja paciente, é que eu prefiro te falar mil vezes sobre o quanto de você eu gosto.

Se as suas intenções se resumirem em “segundas” prefiro que não tenha nenhuma.
Eu não quero só o seu corpo no sexo, tampouco quero que use o meu só pra isso.
Eu quero me sentir diferente perto de alguém, quero me sentir como um motivo de alegria e quero dormir com a consciência de que levo bons pensamentos para este mesmo alguém. E não quero outros “alguéns”, quero você.

Quero o seu coração colado nas minhas costas em uma conchinha pra gente chamar de “nossa”.

Quero sentir suas pernas enroscando nas minhas e quero ver se você consegue ganhar a parte do edredom que sempre foi minha. Sabe, essas coisas? Eu quero isso.

Eu só não quero que brinque comigo, pois muito além de cansar de sofrer, eu cansei de aprender e não vejo a hora de colocar em prática as lições que fizeram a gente se encontrar.

Eu não quero me tornar saudade nos refrões que a gente cantar, quero me tornar verdade. Quero que a gente se empolgue com as estreias do cinema e que se for pra gente chorar, que choremos com as cenas de cachorro ou com as cenas de coração. Sabe aquelas cenas que não dá pra dar razão pra ninguém mas que a gente se vê derretendo? Então, essas.

Não deixa eu me tornar lembrança em uma foto pra você guardar. Deixa eu ser quem vai limpar a minha própria foto sempre que te visitar.

Depois de você eu percebi que gosto ainda mais de abraços. Não sabia que quanto mais apertado, melhor seria. Até o dia do nosso primeiro; aquele mesmo abraço que fiquei com vergonha por não conseguir te soltar. Ali eram nossos corações também se abraçando e o sangue das veias, unidos, gostando de correr sem parar.

Mas não me deixe ser quem beija seu rosto depois de um abraço.
Eu quero que me puxe o pescoço, que me mostre que também gosta do jeito que eu beijo e que dentro do que que gostamos, abraços não são contratos, somos nós preguiçosamente entrelaçados.

Quero seus amigos para serem meus também.
Não deixe que tenhamos uma vida dividida onde não podemos conversar com mais ninguém, onde as pessoas se afastam.

Eu quero me somar a você e com isso multiplicar todas as coisas boas que nós dois temos pra oferecer.

Você me chama a atenção, quero me aventurar um pouco mais aí nesse olhar sem vergonha. Não deixe que este mesmo olhar não passe nenhum sentimento para eu comemorar. Eles dizem mais do que você imagina.

Eu não quero ser a melhor pessoa da sua vida, mas quero ser pra você a melhor pessoa que pra mim eu gostaria. Os beijos que te dou são os melhores que eu tenho, as broncas que te dou são as que mais preciso ouvir também, a saudade que eu sinto é a maior verdade que eu digo.

Mas por favor, não brinca comigo.
Não me deixe disputar sua atenção com um possível orgulho.
Conta pra mim quando você não gostar, mas conta quando você gostar também.
Eu não quero que a gente tenha a vida perfeita, quero que a gente tenha a vida que queremos ter.

Me diz de cara as coisas que você não gosta.
Porque eu gosto mesmo é de uma mão no cabelo mas se você for uma dessas pessoas que se irrita, já me avisa pra eu mudar o jeito de te dar carinho.

Eu nunca vou parar de te dar carinho, eu só vou inventar novos jeitos.

Se você sentir que eu me afastei, já aviso te antemão: ou você me desrespeitou ou escondeu algo que eu deveria saber. Sabendo disso, não precisa ter medo de me contar qualquer coisa, principalmente se tiver a ver comigo.

Eu não quero ser um erro pra você se livrar.
Eu quero ser um erro pra gente comemorar quando eu acertar.
Me leva pra perto de você e se quiser pode me contar os seus segredos. Tem coisas que a gente não gosta de contar pra ninguém, mas tem outras onde tudo que precisamos é de alguém.

Mas não faz isso comigo, jamais brinque comigo, com o que eu sinto.
Porque eu já deixei claro que um dos melhores motivos pra dizer que sou feliz com você é te ver sorrindo.

Agora deixa eu confirmar,
se esse teu beijo é tão bom mesmo como digo e nunca vou cansar de provar.

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Não Tem Muito o Que Enrolar


(leia sempre ouvindo a música, é importante)

Bateu.
Hoje me bateu uma saudade que eu não consegui controlar direito.
Não tem muito o que disfarçar ou inventar outras palavras para definir: é saudade mesmo.
Eu sei que é bom ver a vida correndo, mas é uma pena ver que algumas coisas não vão voltar nunca mais. É ruim porque a gente começa a pensar no que poderia ter feito pra tentar evitar o fim, mas isso nada mais é que uma tentativa desesperada de reviver algo que já passou.

É difícil ter que lidar com uma rotina nova quando a antiga nos garantia sorrisos.
A gente não considera que sorrisos ainda melhores estão por vir, a gente só quer os que a gente gostava. E continua gostando.

Eu gostava tanto do jeito que você falava o meu nome. Eu gostava tanto do jeito que a gente se chamava no diminutivo, sabe? Aquelas coisas de casais melosos tão boa de se viver que nem o mais duro dos corações consegue enfrentar.

Já faz um tempo que tudo acabou e eu venho tentando aceitar.
E por mais que digam que depende de mim, só eu sei como é difícil ter que me acostumar com a sua ausência e ter que me acostumar com a a falta das suas opiniões sobre tudo em minha vida.

Eu sinto tanta falta. Eu sinto tanta saudade.
E não há palavra bonita que possa disfarçar o que a gente sente.

Às vezes eu penso em te ligar pra saber como você está de verdade pois ler as coisas que posta na internet não é a mesma coisa, ainda mais porque eu leio cada palavra como se você tivesse falando no minha frente. Não penso em te ligar pra te pedir pra voltar – por mais que eu gostaria – queria ligar pra saber como vai a sua vida, se realizou novos sonhos e se tem conseguido tirar os planos do papel como sempre quis. E como eu sempre apoiei.

Já passei da fase de me rever e enxergar todos os meus erros na nossa história.
Pra sempre eu vou te agradecer por isso, pois só depois de perceber a falta que você faz na minha vida foi que eu vi que eu não fui nem 1% do que você merecia.

Eu poderia dar voltas aqui e falar qualquer outra coisa para mantar a pose de alguém forte, mas não tem o que fingir e ao enganar o que eu sinto, estarei enganado a mim mesmo, por isso não tem outra palavra que possa definir a não ser saudade.

Demorei pra conseguir passar na sua rua sem mais poder descer na sua casa. Demorei pra não me abalar ao ouvir o seu nome por outras pessoas. Demorei pra não me importar tanto ao ouvir as músicas que você tanto gostava. E na verdade as coisas ainda não estão 100%, até porque nunca estarão, a gente sempre vai tentando.

Se um dia eu pudesse te falar todas as essas coisas, a primeira delas seria que eu não estou te pedindo pra voltar e que sei que o mundo girou pra nós dois, eu só estou falando que hoje você me faz muita falta e eu não gosto de mentir pra ninguém, muito menos para o meu próprio coração. Também não sei como você reagiria ao saber dessas coisas. Talvez você choraria na minha frente por eu detalhar coisas que a gente fazia, talvez você nem ia se importar e ia sentenciar que passou. E na verdade eu nem quero muito saber. Hoje eu só sinto.

Hoje eu aceito que está difícil pra ver se um dia fica mais fácil.

E não vai ser por falta de tentativa.
Eu não vou tentar te apagar da minha vida, até porque isso seria a maior bobagem que eu poderia fazer. Mas eu vou tentar dar um passo a mais depois do primeiro, eu vou tentar parar de reler as coisas que a gente escrevia um pro outro, eu vou tentar parar de visitar seu perfil nas redes sociais, vou tentar parar de relacionar as músicas que eu ouço à você, eu vou tentar viver mais por mim e menos por você mesmo sem te ter.

Só que hoje é saudade.
Um dia você foi amor, ontem você foi dor, mas hoje você é saudade. Amanhã será lembrança, eu sei.

É isso.
Cada segundo falando sobre você, falando sobre o que passou, é um minuto a menos pra eu ficar mais perto de alguém novo e do que está por vir, que aliás, é só o melhor.

Mas hoje eu ia gostar de te dar um beijo de saudade.
Era bom.

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Nós Já Fomos Mais Inteligentes

Valeu.
Até que foi bom mudar o status o colocar o seu nome ao lado do meu. Valeu.
Foi uma temporada que aproveitei, foram coisas que a gente viveu que me trouxeram uma nova maneira de viver.
Eu bem que poderia listar alguns motivos pra gente nunca mais se ver. Poderia começar falando do quanto você me fez chorar com o seu jeito intransigente em querer que coisas aconteçam da sua maneira, mas eu não vou fazer isso. Eu poderia também jogar na sua cara e rogar uma praga para que colha as coisas que me fez pensar, mas eu não vou fazer isso.

A vida dá só uma chance de ser melhor do que foi ontem.

A segunda chance nem sempre a gente quer, nem sempre a gente precisa. Isso significa que se a gente não aproveitar pra aprender na dor, não adianta querer lições quando tudo estiver bem, porque isso não é garantia de nada. E como a gente muda de ideia todo dia sobre praticamente tudo, a gente também mudar a forma de ver, e com isso, as segundas chances a gente deixa esquecer. A questão aqui é valorizar o momento de dor e não ignorar.

Valeu.
Ainda não deu tempo de sentir saudade, mas eu sei que vou sentir.
É bem capaz que eu não consiga mais ver as suas fotos e também acabe me afastando de alguns dos seus grandes amigos que se tornaram meus também, isso faz parte, mas vou fazer a minha parte para permanecer comigo as coisas boas que a gente construiu juntos. Muitas das coisas boas que eu aprendi sobre a vida eu devo à você. É bobagem ignorar esse fato e deixar que o egoísmo tome conta de mim e me faça ter um discurso de “tudo de bom que aconteceu comigo eu fiz por merecer”, pois quando a gente vive junto, a gente aprende junto.

A nossa pior dor nunca será a pior de todas.

Acho que eu não vou ficar bem se te ver de mãos dadas com outra pessoa. É, não vou.
Mas também, não sei como vai ser caso seja você quem vai me ver antes entregue a outro alguém.
A gente tem a mania de achar que os fins são sempre definitivos, a gente esquece de ver que cada fim é exatamente um recomeço. A gente tem mania de comparar felicidades e dizer que “nunca foi tão feliz na vida”, e isso é uma bobagem.

Felicidade não se compara, felicidade se aproveita.

E eu também nunca vou te comparar com ninguém.
É claro que vou acabar observando aqui e ali todas as diferenças, mas o negócio é me adaptar e estar disposto à novas lições. As coisas que só faziam parte do nosso mundo, vão continuar só fazendo parte do nosso mundo. Eu não tenho por quê levar pra outro alguém a informação sobre os seus filmes favoritos. Eu preciso mostrar quais são os meus.

Tem gente que não gosta de recomeçar por não conseguir se animar em conhecer uma uma outra pessoa e ter que se apresentar de novo, mas dá pra pensar que quanto mais a gente fala sobre a gente, mais a gente fica consciente dos nossos defeitos e mais perto ficamos de uma saída para lidar com todos eles. Sem contar que:

Novas pessoas em nossa vida significam novas maneiras de viver os velhos dias.

Por isso eu não vejo o fim com maus olhos.
Também não celebro e digo que era o que eu precisava, pois por mim seria você pra mim para o resto da minha vida. Mas quem manda no destino, né? Infelizmente a gente teve que seguir por caminhos diferentes e agora eu preciso lidar com o resto de você em mim. Preciso aprender a lidar quando eu sentir o seu perfume por aí ou em cada novo show da sua banda favorita – que se tornou uma das minhas também. Porque viver com alguém é assim: a gente se conhece pra se somar.

Viver com alguém é permitir que discordem do que sempre pensamos estar certos; é permitir que critiquem o jeito que a gente vê a vida; é permitir que a nossa opinião mude ao aceitar uma nova.

Valeu.
Eu bem que poderia esbravejar toda a minha raiva de você, mas aprendi a aproveitar o tempo, aprendi que o tempo que eu gasto falando sobre coisas que eu não gosto, eu posso aproveitar vivendo todas as coisas que eu amo.

Eu não estou te agradecendo, eu estou dizendo que tudo que gente viveu, valeu.

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ps: o nome do texto é o nome de uma música da minha banda, que acho que se encaixou perfeitamente com o texto. Ouçam aqui: http://migre.me/gqGi5

A Gente Nunca Vai Se Esquecer

A gente nunca deixa alguém 100%.
Tipo, ninguém nunca sai da vida de ninguém por completo.
Aí depende da gente julgar até que ponto isso é bom e ruim. Um lado bom é que as lembranças e lições que vamos levar pra sempre são motivos pra gente ser melhor todos dias, não por ninguém muito menos pelo passado, mas só pela gente. Um lado ruim é que a gente não pode viver no sentimento de “você nunca vai me esquecer” ou “eu nunca vou te esquecer”. As coisas simplesmente acontecem e o tempo é deliciosamente incontrolável.

Não é problema ter uma música especial pra viver por dois.

Tudo bem também já fazer aqueles planos ansiosos, com nomes dos filhos e lugar onde morar. Tudo isso faz parte e vamos repetir enquanto estivermos vivos. Planejar não significa realizar. É importante e é tão gostoso manter o clima de compartilhar sonhos e vontades. É incrível estar com alguém que completa as coisas que a gente vive.

Não é nada fácil e indolor gostar de alguém.
Mas a gente gosta mesmo é do difícil, né?
Se o amor fosse premeditado talvez a gente não valorizaria tanto. Todos valorizamos, o que muda é a maneira com que fazemos isso.

A gente gosta de agregar valor em tudo que vivemos.
Por isso encontramos alguém especial nos refrões das músicas ou nos tipos de comida. A gente faz isso propositalmente inconsciente. É bom demais falar “Nossa, fulano ama essa música! Sempre lembro!” ou “É o prato preferido de ciclano”. A gente gosta disso, não adianta querer mudar.

A lembrança há de ser uma lição e não uma prisão.

E mesmo que a lembrança tenha peso de saudade, não é algo a que devemos ser refém. É uma questão de valorizar o tempo: o tempo que a gente perde revivendo uma lembrança dolorosa a gente ganha indo atrás de momentos novos pra viver.

Somos uma mistura de lembrança, saudade e esperança.

Tem dias que uma parte fala mais alto que a outra, igual os dias que fazem mais sol que outros. Não há receita, há adaptação. Vamos lidando dia após dia com esse jeito maluco que todos temos de ser. E é exatamente dentro de cada aparente insuportável dificuldade que mora a nossa força de superar.

Ninguém vai te esquecer do jeito que você pensa e nem você nunca vai esquecer de alguém do jeito que espera. São os dias que fazem a gente, e dentro deles, são os momentos que fazem o que somos.
Até que ponto vale a pena desejar a vingança do tempo?
Até que ponto vale emplacar o discurso de “Você vai sentir minha falta e vai ser arrepender por tudo que me fez!”. Até que ponto? Voltamos ao tempo: a força que a gente deseja essas coisas pode ser tão melhor aproveitada desejando coisas boas pra nós mesmos. Talvez seja hora de virar o disco.

Essa pessoa aí que você está lembrando não te esqueceu como você pensa que esqueceu. Ela te encontra nas cenas dos filmes e nas pizzas do fim de semana. Ela também te vê sem querer ao conhecer novas pessoas com o mesmo nome que o seu. Essa pessoa te encontra ao sentir o seu perfume em um metrô qualquer. Essa pessoa te encontra nas ruas que passaram juntos; te encontra nas coisas que você não gostava e que outras gostam; te encontra nas piadas que faziam das outras pessoas e que agora não tem mais com quem fazer. Essa pessoa nunca vai te esquecer, mas não espere que ela te diga isso. E na verdade, até que ponto vale a pena que essa pessoa te diga isso?
Talvez seja melhor aceitar que não existe mais nada, mas tudo que existiu é algo que nunca vai ser esquecido.

É que a gente gosta mesmo de justificativas e não de respeito.

A gente gosta de questionar o por quê ao invés de parar e aceitar: “é assim ué”. E não se trata de acomodação, se trata de uma busca maldita por algum tipo de conforto, por algum motivo que justifique a dor, uma busca por qualquer razão, qualquer diabo de razão que possa nos tranquilizar e fazer voltar nossas noites de sono. Mas por quê?
A gente quer mesmo é que aquela pessoa ali em cima – aquela que já pontuamos que nunca vai te esquecer – peça pra voltar. E não só isso: que peça pra voltar de joelhos. A gente quer estar por cima sempre. E não adianta dizer que “não é bem isso, só quero que a gente volte” pois no fundo há uma ferida aberta por essa pessoa.

Aceitar não é submeter, é deixar viver.

Às vezes é melhor acontecer uma coisa mais uma vez pela primeira vez do que acontecer a mesma coisa outra vez por simplesmente acontecer.
Em outras palavras: às vezes é melhor ter aquele sentimento bom pela primeira vez por alguém novo, do que desejar que alguém do passado volte pra reviver um velho sentimento.
Claro, há exceções. Tem momentos que voltam, tem pessoas que voltam, e isso tudo acontece pra gente aprender a considerar TUDO nessa vida, ao invés de pensar que: “não, isso nunca pode acontecer”. Mas às vezes, insisto, vale mais a pena a gente aproveitar o tempo querendo novidades do que a volta no tempo.

É excitante ver a vida recomeçando.

Você também nunca vai esquecer essa pessoa.
Não adianta viver os fins de semanas sob efeito de alcoól pelas baladas na sua cidade, você nunca vai esquecer. Você vai se ver mesmo sem querer, cantando aqueles refrões que cantavam juntos. Você vai encontrar essa pessoa nos programas preferidos que ela dizia; você vai encontrar na ausência da companhia nos fins de semana no parque; você vai encontrar essa pessoa na saudade de uma opinião sobre qual roupa vestir essa noite.

Portanto, toda essa lembrança, toda essa saudade, todo esse sentimento já vivido, vão morar na sua vida e na vida de quem já viveu com você. E como lidar?
O mesmo tempo que dilacera é o que ajuda. Os dias vão passar, outros filmes vão ser lançados, outros pratos serão provados, outros perfumes serão comprados, outros planos serão feitos, outros sorvetes serão tomados, outras risadas serão ouvidas, outros conchinhas serão compartilhadas, outros motivos serão encontrados, outros refrões serão cantados, outros momentos serão vividos. Mas sempre e pra sempre seremos nós mesmos; sempre seremos aquela pessoa que viveu aquele tempo bom e que traz saudade. E essa pessoa, essa aí da sua cabeça, sempre vai ser aquela pessoa que viveu aquele tempo bom e que traz saudade.

A gente nunca vai se esquecer, a gente vai se guardar.

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